03/07/2009 -
Agora concessionários acreditam em crescimento

A indústria automobilística apresentou um crescimento recorde de vendas em junho. Com dois dias a menos que o mês de julho de 2008, o segmento de carros e comerciais leves, além de ter superado o recorde histórico de vendas, apresentou alta de 19,3% sobre o mesmo mês do ano passado e 22% sobre maio, foram 289.792 unidades. Os dados foram divulgados hoje (2) pela Fenabrave - Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores.
Para Sergio Reze, presidente da entidade, o segmento de carros e comerciais teve um excelente resultado no semestre, porém, a venda de motos e caminhões ainda vai demorar para apresentar o mesmo desempenho dos carros a venda de caminhões é movimentada não pela emoção, como dos carros, que o governo reduz o imposto e todo mundo corre as compras. O caminhoneiro depende da safra agrícola e da indústria civil para saber se vai trocar ou comprar um veículo novo.
O setor de motos depende muito do financiamento para poder vender. Hoje há cada dez pedidos de financiamento para motos entre 125cc e 250cc, apenas três são aprovados afirma o dirigente.
As vendas de veículos, incluindo carros e comerciais leves, caminhões, ônibus e motos, tiveram um crescimento de 0,5 % comparadas com o mesmo período do ano passado e foram 13,7% maior que o mês passado. Já as vendas do semestre acumulam queda de 6,2%, isso por que as vendas de implementos rodoviários - que dependem muito da venda de caminhões - e as motos apresentaram queda de 25,5% e 19,5% respectivamente.
Segundo Sérgio, o mercado de caminhões e motos têm a expectativa de voltar a crescer no segundo semestre, pois as medidas anunciadas pelo governo (ampliação do crédito para motos, o fim do IOF e a isenção do IPI para caminhões) e o programa que vai favorecer a troca do caminhão usado pelo novo, o governo ainda estuda outras medidas para incrementar as vendas.
Sobre o futuro da indústria automobilística, a entidade projeta um crescimento de 3,1% sobre 2008. Porém Sérgio Reze admite que a indústria pode crescer entre 9% e 10%, pois os investimentos do governo para combater a crise econômica atingiram em cheio o setor. O ânimo do setor é bem diferente do verificado no início do ano, quando a previsão era de uma queda de 19% em 2009!