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Dúvidas sobre carro: Dicionário do Auto

Aqui você tem a chance de aprender um pouco mais sobre essa incrível invenção que faz um papel muito importante em nossas vidas: o carro!

 

ABS - É a sigla de Anti-lock Breaking System. Trata-se de um sistema de segurança que evita o bloqueio de uma ou mais rodas durante uma frenagem brusca em piso de pouca aderência, como água, neve, cascalho etc. Também atua quando existem condições de aderência diferente entre as rodas do veículo. Embora existam várias versões do ABS, seu princípio de funcionamento é sempre o mesmo. Sensores informam uma central eletrônica sobre a velocidade de cada uma das rodas. Ela as compara entre si, calcula a desaceleração de cada uma e controla uma possível tendência ao travamento. Neste caso, intervém imediatamente e, por meio de um grupo de válvulas, reduz a pressão no circuito de freio conectado a roda em questão. Assim a central evita qualquer risco de travamento; restabelece a pressão assim que o problema for eliminado. O ciclo "redução-manutenção-restabelecimento da pressão" repete-se várias vezes por segundo, permitindo que todas as rodas sejam mantidas no campo de deslizamento durante frenagens de emergência. Isso garante uma frenagem segura, já que o travamento pode levar à perda de controle do veículo.

 

Amortecedores - O impacto dos veículos contra os mais diferentes tipos de terreno - terra batida, asfalto, etc..., é absorvido de forma substancial por estes componentes. O próprio nome já diz: a função é amortecer, ou seja, reduzir ao máximo os solavancos provocados pelo atrito dos carros com o solo. Os amortecedores diminuem as vibrações, que seriam extremamente desconfortáveis para os passageiros sem este dispositivo. Na hora das revisões, é um dos itens obrigatórios por causa do desgaste excessivo por ser uma peça muito exigida. O amortecedor é um cilindro que contém óleo, onde é encaixado um pistão com vários orifícios. O pistão é preso a um eixo que está ligado ao chassi do veículo, enquanto o cilindro é fixado no braço da suspensão. Seu funcionamento ocorre assim: na hora da vibração, o pistão corre dentro do cilindro, mas o movimento é abrandado pela resistência do óleo ao passar através dos orifícios do pistão. Desta forma, se obtém a redução - o amortecimento - do impacto recebido pela suspensão quando o veículo está em movimento.

 

BAR - De acordo com o Sistema Métrico Internacional (SI), empregado durante muitos anos nas principais nações industrializadas do mundo, a unidade de medida da pressão é o Pascal (Pa). Como os números em questão atualmente costumam ter valores muito maiores, usa-se o bar, equivalente a 100.000 Pa. A pressão atmosférica padrão é igual a 1,013 bar. As antigas unidades de medida - kg/cm² e astmosfera técnica - correspondem a 0,98 bar.

 

Barra anti-rolagem - Veículos de alta performance vêm equipados com este item, componente da suspensão independente. Carros com mais potência exigem um sistema mais seguro de frenagem e aderência. A barra anti-rolagem liga os dois braços da suspensão dianteira de um mesmo eixo com o objetivo de contrabalançar a inclinação transversal do carro em curvas. A peça foi desenhada e fixada para funcionar à base de torção, isto é, maleável porém firme para "segurar" nas conversões mais bruscas.

 

Biela - É a peça que une o pistão ao qual está ligada por meio do pino de pistão, ao virabrequim e que, juntamente com a manivela deste, permite a transformação do movimento retilíneo alterado do pistão em movimento de rotação do eixo. Trata-se de um dos componentes mais solicitados do motor. As bielas são de aço forjado ou de ferro-gusa, fabricadas por fundição. Recentemente foram propostas também bielas produzidas por sintetização.

 

Bico injetor - Dispositivo usado para injetar o combustível, sob a forma de um ou mais jatos pulverizados e direcionados, no duto de admissão (no motores a gasolina com injeção indireta), na câmara auxiliar (nos motores a diesel com injeção indireta) ou ainda diretamente na câmara de combustão. Os injetores podem ser a solenóide, controlados eletronicamente como na grande maioria dos motores de série a gasolina, ou mecânicos. Estes são constituídos por um corpo metálico em cujo interior há um elemento móvel que age na agulha. Levantando-se contra a ação de uma mola, a agulha permite a saída do combustível sob grande pressão (nos motores a diesel a injeção indireta chega a centenas de bar). Quando está abaixada, a passagem do combustível é impedida. A agulha levanta quando a bomba envia gasolina, criando uma grande pressão que, agindo sobre uma superfície, vence a resistência da mola. Nos eletroinjetores, controlados eletronicamente e apropriados apenas para pressões de injeção relativamente baixas, há uma corrente elétrica que, ao criar um campo magnético, provoca a subida de um elemento interno que aciona a agulha, deixando o combustível passar. Esse tipo de injetor só equipa motores a gasolina.

 

Bloco - É a parte mais volumosa do motor, na qual estão as perfurações dos cilindros em que se movem os pistões. Em seu interior, o bloco abriga o viragrequim, bielas e pistões. É feito de ferro-gusa fundido ou de liga de alumínio, mais leve, além de apresentar uma série de ranhuras de reforço - escavação que forma risca ou estria numa superfície plana - nos pontos mais difíceis. De forma geral, o bloco de um motor é fechado em cima pelo cabeçote e por baixo pelo cárter.

 

CAD - Sigla de Computer Aided Design, ou seja, projeções feitas com a ajuda da informática. Trata-se, na prática, de uma série de programas destinados ao uso com complexas calculadoras eletrônicas. Atualmente o CAD é muito empregado em todos os campos, seja no estudo ou na projeção de automóveis e componentes mecânicos.

 

CDI - É a sigla, em inglês, de Capacitor Discharge Ignition, usada para indicar as ignições eletrônicas por capacidade de descarga. Ignições deste tipo são mais usuais em motocicletas, sendo mais restritas em veículos. Para os automóveis, foi desenvolvida a ignição transistorizada.

 

Direção Hidráulica - Dispositivo que diminui o esforço do motorista para girar as rodas. A direção hidráulica, utilizada principalmente nos veículos mais caros e pesados, tem um cilindro hidráulico incorporado no alojamento tubular da haste dentada (caixa de direção a cremalheira). Uma bomba ligada ao motor faz o fluído hidráulico do circuito circular sob pressão. Uma válvula de controle regula a passagem de óleo de um lado ao outro do cilindro hidráulico, em cujo interior há um pistão vinculado à haste dentada, de acordo com a velocidade e o ângulo de rotação do volante de direção. O cilindro é de duplo efeito, o óleo sob pressão pode agir de um ou de outro lado do pistão - e o circuito possui uma série de válvulas hidráulicas do tipo moduladoras, limitadoras de pressão etc. Por motivo de segurança, a direção hidráulica é construída de tal forma que na remota eventualidade de uma falha de funcionamento, o motorista pode continuar virando a direção mesmo que com mais esforço.

 

Diesel - É mais um tipo de combustível. Este é formado pela mistura de hidrocarbonetos derivados de

petróleo - a fração destilada entre 180º C e 360º C. O diesel, combustível usado em veículos grandes como ônibus e caminhões e utilitários, como pick-ups e jipes, inflama-se a uma temperatura de cerca de 250º.

 

ESP - A perigosa "escapada" do carro em curvas é, em parte, evitada pelo ESP, sigla de Electronic Stability Program (Programa Eletrônico de Estabilidade, na tradução literal para o português). É um sistema de regulagem ativa da dinâmica de marcha que, quando necessário, intervém nas rodas anteriores e posteriores reduzindo o risco do veículo sair da trajetória prevista. É um dos integrantes do mecanismo antiderrapagem.

 

Eletroforese - A carroceria dos veículos tem de receber uma proteção para manter sua durabilidade, sem a ação de agentes externos. A este processo dá-se o nome de eletroforese. As partes a serem protegidas são imersas em uma solução galvânica, ou seja, o ferro é recoberto com uma camada de zinco metálico, a fim de ser preservada contra os efeitos da oxidação. Após a aplicação, é verificada a existência de uma fina camada protetora que adere firmemente às superfícies metálicas.

 

Fail-safe - É mais um termo em inglês existente na listagem de itens relativos a automóveis. A designação se refere a dispositivos e sistemas que, mesmo danificados, têm condições parciais de funcionamento. Os carros permanecem em movimento, mas com queda no rendimento. Exemplos de itens fail-safe: os duplos circuitos (se um acusa defeito, o outro continua desempenhando suas funções), além dos diversos sistemas eletrônicos.

 

FPS - Sigla do inglês Fire Prevention System - Sistema de Prevenção de Incêndio em português. O próprio termo já explica que se trata de um mecanismo de prevenção de incêndios nos veículos em caso de acidente. O interruptor inercial é a peça mais importante do sistema, já que bloqueia, de imediato, o fluxo de combustível do tanque para o motor em caso de emergência.

 

Freio a disco - Os freios a disco substituíram há muito tempo os a tambor nas rodas dianteiras e, em diversos modelos, nas traseiras também. Um freio a disco é formado por uma pinça, no interior da qual estão localizadas duas pastilhas recobertas por um material de atrito. Quando se pisa no pedal, as pastilhas comprimem com força um disco ligado à roda. As pinças podem ser fixas ou de duplo feito e, nesse caso, possuem dois ou quatro pequenos pistões opostos - dois de um lado e dois do outro. Também podem estar alojadas no interior de pequenos cilindros fixados ao corpo da pinça, que freqüentemente é constituída por duas partes simétricas unidas por parafusos. Quando se pisa no pedal, a bomba de freio pressiona o circuito hidráulico e os pistões. Estes saem de sua sede e espremem as pastihas contra o disco em ambos os lados, estancando sua rotação. As pinças flutuantes ou de efeito simples têm um só pistão (às vezes dois paralelos colocados do mesmo lado). Nesse caso, uma das duas pastilhas, posicionada do lado oposto do cilindro, é fixa, enquando a outra, móvel, sofre a ação do pistão. Quando o circuito hidráulico de comando é posto sob pressão, o pistão aperta a pastilha contra um dos lados do disco e, ao mesmo tempo, faz com que o corpo da pinça se mova no sentido oposto, deslizando em uma guia ou ao longo de um trilha calibrada. Nesse caso, o disco também é fortemente comprimido entre as duas pastrilhas. O disco é normalmente feito de ferro, mas em alguns carros de corrida pode ser de carbono, assim como as pastilhas. Para garantir um resfriamento adequado do disco, ele possui uma série de passagens de ar radiais ou discos autoventilantes.

 

Gasolina - O combustível mais usual para motores. Derivado do petróleo, trata-se de uma mistura de hidrocarbonetos com diferentes fórmulas químicas e temperaturas de destilação (evaporação) que variam entre 25ºC e 215ºC. Seu poder antidetonante - aditivo acrescentado a um combustível para impedir a combustão (queima) prematura durante a compressão em um motor de combustão interna - é de vital importância. O "conteúdo energético" dos combustíveis é indicado por seu poder de calor. No caso da gasolina,é de cerca de 43 MJ/kg. Do ponto de vista químico, ocorre a combustão correta quando 1 kg de gasolina é misturado com 14,7 kg de ar.

 

Geometria Variável - Para obter um desenvolvimento favorável da curva de torque e potência nos regimes médios e baixos, mesmo na presença de potências específicas elevadas, alguns motores têm sistemas da admissão com geometria variável, normalmente comandados por uma central eletrônica de controle. Esta agesobre alguns atuadores variando as características do conjunto de admissão, que influenciam o rendimento do motor ou a progressão da curva característica. Nos motores de série empregam-se as válvulas a borboleta, que, abrindo ou fechado, obrigam o ar a cumprir percursos diferentes no interior do sistema da admissão de conformação complexa. Na prática, é como se houvesse dutos de admissão independentes de diversos comprimentos.

 

Intercooler - É um sistema de troca de calor, geralmente do tipo ar-ar - existe também o intercooler do tipo ar-água -, usado para abaixar a temperatura do ar enviado aos cilindros nos motores turboalimentados, quando se adotam pressões elevadas de alimentação. Trata-se, então, de uma espécie de radiador do turbo. Têm aparência à de um radiador comum, mas normalmente é fabricado em liga leve. No compressor, o ar pode atingir temperaturas elevadas - de 160 a 200 graus - e cabe ao intercooler abaixá-las. Dessa forma, o ar comprimido que entra no cilindro é mais denso, o que auxilia o rendimento do sistema e diminui a solicitação térmica exigida a componentes como válvula de exaustão, pistões e paredes das câmaras.

 

Kevlar - Trata-se do tecido usado na fabricação de estruturas que precisam ser leves e resistentes ao mesmo tempo, caso de capacetes para motociclistas. O kevlar é uma espécie de tela unida por várias resinas, com a vantagem de ser mais leve que a fibra de vidro, menos rígida e menos frágil e de maior resistência à tração - o movimento do estica-e-puxa. Outro uso do kevlar é na fabricação dos cordões inextensíveis das porções resistentes das correias dentadas, responsáveis pelo giro dos motores.

 

Mcpherson - São as suspensões com rodas independentes nas quais a manga do eixo de cada roda é diretamente fixada à extremidade inferior de um montante telescópico que incorpora a mola e o amortecedor. Na parte inferior, a manga do eixo é presa a um braço oscilante transversal. Esse tipo de suspensão é muito utilizado devido à sua simplicidade e racionalidade.

 

Monobloco - O "único bloco" da carroceria de um veículo, onde são agregados e/ou encaixados os itens que compõem a parte mecânica, tais como motor, suspensão, etc...

 

Radiador - Componente que realiza uma troca de calor ar-água ou ar-óleo. Nos modelos de refrigeração a água, é o elemento que dissipa o calor subtraído do líquido de arrefecimento durante a sua passagem pelo motor. É constituído de dois recipientes ligados a um "pacote radiante", formado por uma série de fuleiras de tubulações metálicas, ligadas por aletas transversais, pelas quais passa o ar. Os radiadores podem ser a fluxo vertical ou transversal (fluxo horizontal). Neste último os recipientes são dispostos dos dois lados do "pacote radiante" e não acima e abaixo dele. Os radiadores modernos podem ser de liga de alumínio e os recipientes, de plástico.

 

Roda - Componente que, através dos pneus, une os eixos ao solo. A roda é constituída por uma flange, na qual se instala o pneu, ligada a ponta do eixo por uma série de raios ou por uma parte discoidal. Em geral, os veículos mais baratos recebem rodas de lâmina de aço com estrutura discoidal, dotadas de furos para ventilação, enquanto os esportivos e sofisticados são equipados com rodas de raio, feitas de liga de alumínio.

 

Sangria - É o esvaziamento de ar dos circuitos hidráulicos (direção, freio, arrefecimento, etc...). O ar é prejudicial ao desempenho do sistema e precisa ser eliminado, sob o risco de, se estiver presente, no momento da pressão impedir o acionamento dos atuadores. As bolhas de ar no circuito podem provocar danos às bombas e aquecimento excessivo do sistema.

 

Spoiler - Peça integrada à carroceria que ajuda a manter a estabilidade do veículo em movimento, sobretudo em altas velocidades. Este apêndice aerodinâmico ajuda a "grudar" o carro no chão, evitando a popular "jogada de traseira". É visto com mais freqüência equipando modelos esportivos.

 

Tração Integral - São todos os veículos com tração nas quatro rodas motrizes. Fala-se de tração integral "permanente" ou "manual". No primeiro caso, está sempre ligada ao motor por meio de componentes de transmissão. No segundo, um dos eixos pode tornar-se menos motriz por meio de um sistema de comando acionado pelo motorista. Para indicar modelos de tração integral usam-se siglas como 4WD e 4x4. Nos veículos desse tipo, uma vez que há dois eixos-motores, utiliza-se dois diferenciais transversais por eixo. Além disso, para compensar eventuais diferenças na velocidade de rotação do eixos recorre-se a um diferencial longitudinal ou central, que muitas vezes também tem a função de repartir o torque. Para que esse veículo possa rodar em condições-limite com uma só roda dotada de aderência suficiente, empregam-se diferenciais com sistema de bloqueio. Hoje, os elementos desse tipo são, em muitos casos, substituídos por juntas Ferguson. Com muita frequência, usa-se um Torsen para o diferencial central.

 

Tubeless - São os pneus "sem tubo", ou seja, sem câmara de ar, muito usados na indústria automobilística. A vantagem é de não se esvaziarem rapidamente quando furam por causa das talas especiais que têm perfeita aderência com as rodas. Estas, por sua vez, são especialmente desenvolvidas para este tipo de pneumático. Obviamente, os pneus tubeless podem sofrer reparos quando furam.

 
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