Revista Comprecar
Avaliação: Toyota Corolla XEi 2015
Versão intermediária é a preferida pelo mercado
Avaliação: Toyota Corolla XEi 2015
09 de Março de 2015

Por Jorge Augusto
Fotos: Marcelo Alexandre
 
Em março de 2014, a nova geração do Toyota Corolla chegou às ruas brasileiras. Ainda que muitos olhem para a versão topo de linha do sedan, é a versão XEi que é a campeã de vendas nas concessionárias da Toyota. O Corolla XEi vem apenas em uma única configuração, sem opcionais. Sempre equipado com o novo câmbio automático CVT que simula sete marchas, essa versão traz também o moto r 2,0 litros – 16 válvulas Flex.
 
Interior
 
Claro que o interior do Corolla XEi oferece exatamente o mesmo espaço das outras versões do modelo (GLi e Altis). E nesse sentido, o novo Corolla está entre os carros com maior espaço interno, de sua categoria. Nessa versão intermediária, o acabamento é muito parecido ao da versão topo de linha Altis. A principal diferença é que na XEi, o interior é forrado em couro preto.
 
Diferente da versão mais básica do Corolla, a XEi traz cromados nos detalhes do painel e consoles. Uma característica que tem sido alvo de muita polêmica é o desenho do novo painel. Muito alto e próximo do moto rista, lembra a solução de carros da década de 90.
 
Deixando de lado a questão estética, o desenho do painel é funcional. As saídas de ar atendem adequadamente, o mostrador de instrumentos tem boa visibilidade e os comandos do rádio e console central ficam à mão. Outro ponto percebido é que os botões são todos grandes e fáceis de usar (ideal para um cliente mais velho que tem dificuldade com comandos pequenos).
 
Ainda que o acabamento não encante tanto os olhos, a qualidade da montagem e da estrutura das peças é excelente. A oferta de porta-objetos fica dentro da média, com destaque para os compartimentos no console central.
 
O porta-malas do Corolla oferece 470 litros. Ainda que tenha uma ampla “boca”, que permita acesso de objetos mais volumosos, ele tem um grave problema. A dobradiça é comum, e invade o compartimento quando o porta-malas é fechado, podendo bater nas bagagens, quando todo o espaço é ocupado.
 
Multimedia
 
Uma grande novidade do Novo Corolla (que também é um diferencial na categoria de sedans médios) é o novo sistema multimídia de 6 polegadas que reúne todas as demais informações do carro, incluindo dados do computador de bordo. Além de trazer todas as principais funções de áudio, a central acrescenta GPS com tela sensível ao toque, câmera de ré e conexões USB e Bluetooth. O ponto alto do aparelho é a possibilidade de reproduzir DVDs além da recepção de sinal de TV Digital aberta. Aliás, o recurso de TV é totalmente inédito na categoria de sedans médios no Brasil. Vale destacar que os recursos de TV ou DVD só exibem imagens quando o carro está parado, e com o freio de mão puxado. Em movimento, apenas o som pode ser escutado. Detalhe que o sistema de gestão dos mapas traz o que há de mais moderno na marca Toyota, no Brasil. Eles são bem completos e detalhados. A navegação ainda oferece opções de rotas, quando o usuário insere um destino.
 
O novo painel do Corolla, mais alto e próximo do moto rista, contribui muito com a facilidade no uso da central, que fica numa posição confortável para operar, e assistir. Entre os recursos do GPS, está a opção de marcar pontos por onde o carro andou, automaticamente. Muito útil, para saber o caminho de volta, sem precisar programar um destino.   Outro diferencial da nova central do Corolla é amplo sistema de gestão para melhorar a eficiência do carro. A central inclui gráficos de consumo médio e instantâneo, além de um mostrador de pontuação ECO. Assim, o moto rista consegue saber se sua forma de conduzir é a mais eficiente para economizar combustível. Além disso, a central vem integrada ao computador de bordo.
 
Entretanto, existem dois pontos que deixam a desejar. Em primeiro lugar, a central tem um processamento extremamente lento. A operação de “Zoom In” e “Zoom Out” demora demais. Até mesmo aumentar ou diminuir o volume do som, acontece com certa demora. E a interface é pouco intuitiva. É preciso “aprender” os passos e menus para poder interagir amplamente com a central.
 
Mais equipamentos
 
A versão XEi vem de fábrica também com ar-condicionado digital e automático de simples zona, direção com assistência elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, espelhos laterais com controles elétricos, coluna de direção com regulagem manual de altura e profundidade, sistema universal ISOFIX para fixação de cadeirinha para crianças no banco traseiro.
 
Detalhe muito interessante é que todas as versões do Corolla (mesmo as básicas) trazem cinco airbags, sendo: 2 airbags frontais, 2 airbags laterais e mais um airbag de joelho para o moto rista. E pra fechar o pacote, rodas de liga-leve de 16 polegadas. O Corolla XEi traz três encostos de cabeça no banco traseiro. Apenas a versão Altis topo de linha traz os air-bags de cortina.
 
Sobre as versões mais básicas, a versão XEi traz ainda computador de bordo com velocidade em formato digital, acionamento dos vidros por um toque nas quatro portas; bancos traseiros bipartidos (60/40) com descanso de braço central e porta-copos; controle de cruzeiro e retrovisor interno eletrocrômico. Todas as versões do novo Corolla vem com pneu de estepe de mesma medida do pneu de rodagem. O único detalhe é o uso de uma roda de ferro.
 
Então, a dúvida é o que falta nessa versão?! Em relação a versão topo de linha Altis, faltam: espelhos laterais rebatíveis eletricamente, chave presencial com botão de partida, acendimento automático dos faróis, farol baixo e luzes de posicionamento em LED e detalhes em cromados no acabamento externo. Em resumo, a diferença é bem pequena para a versão topo de linha.
 
Um ponto que deixa bastante a desejar em todas as versões do Corolla é a falta do programa de estabilidade eletrônico. Carros de categoria inferior já oferecem esse recurso no mercado brasileiro. E o Corolla não traz o recurso nem na versão topo de linha.
 
Motor e câmbio
 
O Corolla Altis vem equipado com moto r flex 2,0 litros - 16 válvulas. Sua potência máxima é de 143 cv na gasolina, e 154 cv com etanol. O torque máximo é de 20,3 kgfm (no etanol) atingido à 4.800 rpm. A novidade no carro japonês é o sistema de partida a frio que dispensa o tanquinho de gasolina de partida. Os bicos injetores são dotados de um sistema que preaquece o etanol no momento da partida, quando o moto rista vira a chave.
 
Certamente, a maior ousadia da Toyota no Novo Corolla é a transmissão batizada de Multi-Drive. Baseada na tecnologia CVT (câmbio continuamente variável), essa substitui o jurássico câmbio automático de quatro marchas, da geração anterior. Essa transmissão tem como característica principal “simular” sete marchas, usando a tecnologia CVT. Isso foi feito para reduzir a rejeição que o cliente brasileiro sobre a tecnologia CVT tradicional.
 
Tipicamente, numa aceleração forte, um CVT convencional não efetua (ou simula) nenhuma troca de marcha. No Novo Corolla com o Multi-Drive tem-se a sensação das trocas das marchas, porém com suavidade, uma vez que a passagem de uma marcha para a outra é gradual. A transmissão Multi-Drive ainda oferece a possibilidade de trocas “manuais” sequenciais, que podem ser feitas na alavanca de câmbio ou por meio das borboletas localizadas atrás do volante. Ela conta ainda com a tecla “Sport Mode” que altera o mapeamento do software de gerenciamento da transmissão, e proporciona ao Novo Corolla um comportamento mais dinâmico, em relação à geração anterior.
 
Certamente, o Novo Corolla ficou mais eficiente com a nova transmissão. Em linhas gerais, o carro está 15% mais rápido na aceleração de 0 a 100 km/h. Assim, são necessários 9,6 segundos para chegar a 100 km/h (abastecido com etanol). A Toyota não declara velocidade máxima oficial, mas fica claro que o carro sofre para conseguir se aproximar dos 200 km/h (e não consegue atingir a marca).
 
Mas a surpresa continua no quesito consumo. O Corolla XEi com câmbio manual recebe nota “A” no programa de etiquetagem do INMETRO, em relação aos concorrentes diretos da categoria. Mesmo quando comparado a todos os modelos testados pelo INMETRO (incluindo compactos e sub-compatcos), a nota recebida é “B”. Certamente, estamos falando de um sedan muito econômico.
 
Dirigibilidade
 
O Corolla XEi é um sedan que não decepciona. O conjunto moto r e câmbio entrega um desempenho muito convincente, tanto na cidade (com acelerações ágeis) como na estrada (com boas retomadas). Claro que não estamos falando de um Volkswagen Jetta TSi, mas certamente o Corolla XEi vai ficar à frente de vários outros sedans da categoria. Além disso, não dói no bolso. Em velocidade constante na estrada de 120 km/h, com ar ligado, fizemos quase 12 km/l no etanol.
 
Além do bom conjunto motriz, o carro ainda mostra uma suspensão muito convincente para encarar a buraqueira nacional. O conjunto é consistente, é relativamente confortável. Mesmo nas maiores lombadas e valetas, o Corolla raspa muito pouco, atendendo perfeitamente o uso geral de um sedan médio.
 
A boa postura ao volante também permite viagens longas, sem induzir um cansaço desproporcional. Mesmo na cidade, o volante leve e o estofamento macio garantem um bom nível de conforto.
 
No geral, o Corolla é um carro bastante confortável e tradicional. Não dá para esperar muito esportividade ou arrojo do modelo. Justamente por isso, o cliente típico do Corolla costuma ter mais de 50 anos.
 
Preço e Mercado
 
O Corolla XEi 2015 com câmbio CVT tem preço sugerido de R$ 83,7 mil. A garantia é de 3 anos sem limite de quilometragem. A versão XEi é oferecida em pacote único sem opcionais. Fato que essa versão não é barata. Aliás, essa versão intermediária do Corolla é ainda mais cara que concorrentes diretos nas versões topo de linha, a exemplo do Nissan Sentra SL, Renault Fluence, ou muito próxima do topo de linha do Chevrolet Cruze. Fato que a Toyota se vale de ter um carro com excelente aceitação no mercado, somado à um ótimo valor de revenda e custo de manutenção compatível com a categoria.

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Avaliação: Toyota Corolla XEi 2015
 

Avaliação: Toyota Corolla XEi 2015

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Versão intermediária é a preferida pelo mercado

09 de Março de 2015

Por Jorge Augusto
Fotos: Marcelo Alexandre
 
Em março de 2014, a nova geração do Toyota Corolla chegou às ruas brasileiras. Ainda que muitos olhem para a versão topo de linha do sedan, é a versão XEi que é a campeã de vendas nas concessionárias da Toyota. O Corolla XEi vem apenas em uma única configuração, sem opcionais. Sempre equipado com o novo câmbio automático CVT que simula sete marchas, essa versão traz também o moto r 2,0 litros – 16 válvulas Flex.
 
Interior
 
Claro que o interior do Corolla XEi oferece exatamente o mesmo espaço das outras versões do modelo (GLi e Altis). E nesse sentido, o novo Corolla está entre os carros com maior espaço interno, de sua categoria. Nessa versão intermediária, o acabamento é muito parecido ao da versão topo de linha Altis. A principal diferença é que na XEi, o interior é forrado em couro preto.
 
Diferente da versão mais básica do Corolla, a XEi traz cromados nos detalhes do painel e consoles. Uma característica que tem sido alvo de muita polêmica é o desenho do novo painel. Muito alto e próximo do moto rista, lembra a solução de carros da década de 90.
 
Deixando de lado a questão estética, o desenho do painel é funcional. As saídas de ar atendem adequadamente, o mostrador de instrumentos tem boa visibilidade e os comandos do rádio e console central ficam à mão. Outro ponto percebido é que os botões são todos grandes e fáceis de usar (ideal para um cliente mais velho que tem dificuldade com comandos pequenos).
 
Ainda que o acabamento não encante tanto os olhos, a qualidade da montagem e da estrutura das peças é excelente. A oferta de porta-objetos fica dentro da média, com destaque para os compartimentos no console central.
 
O porta-malas do Corolla oferece 470 litros. Ainda que tenha uma ampla “boca”, que permita acesso de objetos mais volumosos, ele tem um grave problema. A dobradiça é comum, e invade o compartimento quando o porta-malas é fechado, podendo bater nas bagagens, quando todo o espaço é ocupado.
 
Multimedia
 
Uma grande novidade do Novo Corolla (que também é um diferencial na categoria de sedans médios) é o novo sistema multimídia de 6 polegadas que reúne todas as demais informações do carro, incluindo dados do computador de bordo. Além de trazer todas as principais funções de áudio, a central acrescenta GPS com tela sensível ao toque, câmera de ré e conexões USB e Bluetooth. O ponto alto do aparelho é a possibilidade de reproduzir DVDs além da recepção de sinal de TV Digital aberta. Aliás, o recurso de TV é totalmente inédito na categoria de sedans médios no Brasil. Vale destacar que os recursos de TV ou DVD só exibem imagens quando o carro está parado, e com o freio de mão puxado. Em movimento, apenas o som pode ser escutado. Detalhe que o sistema de gestão dos mapas traz o que há de mais moderno na marca Toyota, no Brasil. Eles são bem completos e detalhados. A navegação ainda oferece opções de rotas, quando o usuário insere um destino.
 
O novo painel do Corolla, mais alto e próximo do moto rista, contribui muito com a facilidade no uso da central, que fica numa posição confortável para operar, e assistir. Entre os recursos do GPS, está a opção de marcar pontos por onde o carro andou, automaticamente. Muito útil, para saber o caminho de volta, sem precisar programar um destino.   Outro diferencial da nova central do Corolla é amplo sistema de gestão para melhorar a eficiência do carro. A central inclui gráficos de consumo médio e instantâneo, além de um mostrador de pontuação ECO. Assim, o moto rista consegue saber se sua forma de conduzir é a mais eficiente para economizar combustível. Além disso, a central vem integrada ao computador de bordo.
 
Entretanto, existem dois pontos que deixam a desejar. Em primeiro lugar, a central tem um processamento extremamente lento. A operação de “Zoom In” e “Zoom Out” demora demais. Até mesmo aumentar ou diminuir o volume do som, acontece com certa demora. E a interface é pouco intuitiva. É preciso “aprender” os passos e menus para poder interagir amplamente com a central.
 
Mais equipamentos
 
A versão XEi vem de fábrica também com ar-condicionado digital e automático de simples zona, direção com assistência elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, espelhos laterais com controles elétricos, coluna de direção com regulagem manual de altura e profundidade, sistema universal ISOFIX para fixação de cadeirinha para crianças no banco traseiro.
 
Detalhe muito interessante é que todas as versões do Corolla (mesmo as básicas) trazem cinco airbags, sendo: 2 airbags frontais, 2 airbags laterais e mais um airbag de joelho para o moto rista. E pra fechar o pacote, rodas de liga-leve de 16 polegadas. O Corolla XEi traz três encostos de cabeça no banco traseiro. Apenas a versão Altis topo de linha traz os air-bags de cortina.
 
Sobre as versões mais básicas, a versão XEi traz ainda computador de bordo com velocidade em formato digital, acionamento dos vidros por um toque nas quatro portas; bancos traseiros bipartidos (60/40) com descanso de braço central e porta-copos; controle de cruzeiro e retrovisor interno eletrocrômico. Todas as versões do novo Corolla vem com pneu de estepe de mesma medida do pneu de rodagem. O único detalhe é o uso de uma roda de ferro.
 
Então, a dúvida é o que falta nessa versão?! Em relação a versão topo de linha Altis, faltam: espelhos laterais rebatíveis eletricamente, chave presencial com botão de partida, acendimento automático dos faróis, farol baixo e luzes de posicionamento em LED e detalhes em cromados no acabamento externo. Em resumo, a diferença é bem pequena para a versão topo de linha.
 
Um ponto que deixa bastante a desejar em todas as versões do Corolla é a falta do programa de estabilidade eletrônico. Carros de categoria inferior já oferecem esse recurso no mercado brasileiro. E o Corolla não traz o recurso nem na versão topo de linha.
 
Motor e câmbio
 
O Corolla Altis vem equipado com moto r flex 2,0 litros - 16 válvulas. Sua potência máxima é de 143 cv na gasolina, e 154 cv com etanol. O torque máximo é de 20,3 kgfm (no etanol) atingido à 4.800 rpm. A novidade no carro japonês é o sistema de partida a frio que dispensa o tanquinho de gasolina de partida. Os bicos injetores são dotados de um sistema que preaquece o etanol no momento da partida, quando o moto rista vira a chave.
 
Certamente, a maior ousadia da Toyota no Novo Corolla é a transmissão batizada de Multi-Drive. Baseada na tecnologia CVT (câmbio continuamente variável), essa substitui o jurássico câmbio automático de quatro marchas, da geração anterior. Essa transmissão tem como característica principal “simular” sete marchas, usando a tecnologia CVT. Isso foi feito para reduzir a rejeição que o cliente brasileiro sobre a tecnologia CVT tradicional.
 
Tipicamente, numa aceleração forte, um CVT convencional não efetua (ou simula) nenhuma troca de marcha. No Novo Corolla com o Multi-Drive tem-se a sensação das trocas das marchas, porém com suavidade, uma vez que a passagem de uma marcha para a outra é gradual. A transmissão Multi-Drive ainda oferece a possibilidade de trocas “manuais” sequenciais, que podem ser feitas na alavanca de câmbio ou por meio das borboletas localizadas atrás do volante. Ela conta ainda com a tecla “Sport Mode” que altera o mapeamento do software de gerenciamento da transmissão, e proporciona ao Novo Corolla um comportamento mais dinâmico, em relação à geração anterior.
 
Certamente, o Novo Corolla ficou mais eficiente com a nova transmissão. Em linhas gerais, o carro está 15% mais rápido na aceleração de 0 a 100 km/h. Assim, são necessários 9,6 segundos para chegar a 100 km/h (abastecido com etanol). A Toyota não declara velocidade máxima oficial, mas fica claro que o carro sofre para conseguir se aproximar dos 200 km/h (e não consegue atingir a marca).
 
Mas a surpresa continua no quesito consumo. O Corolla XEi com câmbio manual recebe nota “A” no programa de etiquetagem do INMETRO, em relação aos concorrentes diretos da categoria. Mesmo quando comparado a todos os modelos testados pelo INMETRO (incluindo compactos e sub-compatcos), a nota recebida é “B”. Certamente, estamos falando de um sedan muito econômico.
 
Dirigibilidade
 
O Corolla XEi é um sedan que não decepciona. O conjunto moto r e câmbio entrega um desempenho muito convincente, tanto na cidade (com acelerações ágeis) como na estrada (com boas retomadas). Claro que não estamos falando de um Volkswagen Jetta TSi, mas certamente o Corolla XEi vai ficar à frente de vários outros sedans da categoria. Além disso, não dói no bolso. Em velocidade constante na estrada de 120 km/h, com ar ligado, fizemos quase 12 km/l no etanol.
 
Além do bom conjunto motriz, o carro ainda mostra uma suspensão muito convincente para encarar a buraqueira nacional. O conjunto é consistente, é relativamente confortável. Mesmo nas maiores lombadas e valetas, o Corolla raspa muito pouco, atendendo perfeitamente o uso geral de um sedan médio.
 
A boa postura ao volante também permite viagens longas, sem induzir um cansaço desproporcional. Mesmo na cidade, o volante leve e o estofamento macio garantem um bom nível de conforto.
 
No geral, o Corolla é um carro bastante confortável e tradicional. Não dá para esperar muito esportividade ou arrojo do modelo. Justamente por isso, o cliente típico do Corolla costuma ter mais de 50 anos.
 
Preço e Mercado
 
O Corolla XEi 2015 com câmbio CVT tem preço sugerido de R$ 83,7 mil. A garantia é de 3 anos sem limite de quilometragem. A versão XEi é oferecida em pacote único sem opcionais. Fato que essa versão não é barata. Aliás, essa versão intermediária do Corolla é ainda mais cara que concorrentes diretos nas versões topo de linha, a exemplo do Nissan Sentra SL, Renault Fluence, ou muito próxima do topo de linha do Chevrolet Cruze. Fato que a Toyota se vale de ter um carro com excelente aceitação no mercado, somado à um ótimo valor de revenda e custo de manutenção compatível com a categoria.

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