Revista Comprecar
Avaliação: Volkswagen Jetta TSI 2015
Um sedan para quem gosta de desempenho e não liga para imagem
Avaliação: Volkswagen Jetta TSI 2015
05 de Outubro de 2015

O Jetta TSI já não é uma novidade no mercado brasileiro. Por aqui, a atual versão já existe desde 2011. E de lá pra cá, pouquíssimas mudanças foram feitas no modelo. Mas existe um bom motivo para isso: o Jetta TSI é um carro que não tem concorrentes diretos, na prática, em sua categoria. De certa forma, ele é a referência que ainda precisa ser superada, por todos os concorrentes mais próximos. Ainda que essa afirmação possa parecer certo exagero, existem muitos argumentos para sustentá-la. E isso que veremos nessa matéria de avaliação.
 
Estilo
 
Talvez esse seja o maior (e praticamente único) ponto fraco do Jetta . Como falado anteriormente, desde 2011, a Volkswagen não faz mudanças substanciais no visual do carro. Recentemente, no início de 2015, a Volkswagen apresentou uma atualização no visual do Jetta , que se resumiu à: lanternas traseiras com novo desenho, para-choques dianteiros e traseiros com novas linhas e pouquíssimas melhorias no interior.
 
O Jetta traz um estilo limpo e sóbrio. Praticamente sem elementos de estilo “emocionais”, o carro não tem aquele “algo mais” por fora. Em 2011, esse visual até era uma novidade, quando a VW abandonou as linhas arredondadas de faróis e lanternas. Mas hoje, com concorrentes, atualizados como Toyota Corolla, Citroen C4 Lounge, Hyundai Elantra, entre outros, o Jetta ficou apagado no mercado.
 
Mas esse visual discreto, e supostamente cansado, ainda mantém um dos mais baixos coeficientes de atrito da categoria de sedans médios. O Jetta tem um Cx de apenas 0,30. Esse número é igual ao de concorrentes muito mais novos.
 
Motor
 
Esse é um dos pontos onde o Jetta TSI revela uma das suas superqualidades. A versão TSI, também conhecida por Highline nos catálogos da Volkswagen vem equipada com um moto r EA888 à gasolina, 2,0 litros – 16 válvulas, turbo alimentado e com injeção direta de combustível (que a Volkswagen chama de estratificada).
 
Em um passado relativamente recente (2013), o Jetta já teve esse moto r com 200 cavalos. Agora, os Jetta s TSI, contam com potência máxima de 211 cavalos (à 5.550 rpm). O torque máximo é de impressionantes 28,6 kgfm (à apenas 2.000 rpm). Além disso, o moto r conta com comando variável na admissão e cabeçote em alumínio. Praticamente todos os concorrentes diretos do Jetta , mal chegam à 20 kgfm de torque máximo. E o único que passa disso, é o C4 Lounge THP, com menos de 25 kgfm de torque máximo.
 
Transmissão DSG
 
Junto com esse potente moto r, está o eficientíssimo câmbio robotizado de dupla embreagem de seis marchas, que a Volkswagen batiza de DSG (Direct Shift Gearbox). Inicialmente, essa transmissão foi concebida para as pistas de corrida, equipando veículos como o Audi Quattro. Esta caixa de câmbio incorpora uma embreagem dupla, e foi estreada primeiramente nas ruas no Audi TT 3.2 e por um curto espaço de tempo, no Golf IV R32.
 
A transmissão desenvolvida pela Borg Warner foi concebida de acordo com as exigências dos clientes europeus, privilegiando a condução esportiva e o baixo consumo de combustível. Em relação aos câmbios automáticos convencionais, o câmbio DSG apresenta uma grande diferença: a não utilização de conversor de torque. Por isso dizemos que ele é um câmbio robotizado, é não automático!
 
A transmissão DSG supera a manual em diversos aspectos: economia de combustível, desempenho, rapidez nas trocas de marcas, facilidade de utilização e conforto ao dirigir. Ela constitui a verdadeira alternativa para os moto ristas que preferiam caixas manuais, pois o sistema DSG não apresenta desvantagens em termos de economia de combustível, como acontece em um câmbio automático com conversor de torque. Ela ainda permite valores melhores nas acelerações e trocas suaves, equivalente aos melhores câmbios automáticos convencionais. Também oferece a vantagem adicional da utilização em modo manual, através do sistema sequencial, pela manopla de câmbio ou borboletas atrás do volante.   Uma das mais impressionantes características do câmbio DSG esta no fato de possuir duas embreagens em banho de óleo. Elas tem maior resistência ao calor e melhor controle que as embreagens à seco convencionais. A primeira embreagem aciona as engrenagens ímpares (incluindo a marcha ré) e a segunda embreagem encarrega-se das engrenagens pares. Para todos os efeitos, este conceito pode ser visto como "dois em um". Ou seja, duas caixas de câmbio em paralelo, num só conjunto. Na prática, esta tecnologia faz com que em cada mudança de marcha, deixe de existir o "buraco" de tração que caracteriza as transmissões sequenciais manuais automatizadas (como o i Motion da própria Volks).
 
No DSG a próxima marcha pode estar sempre engrenada, e pronta para ser ativada. Quando o automóvel circula em terceira marcha, a quarta já está engrenada, mas não conectada. Assim que é alcançado o ponto ideal de troca, a embreagem responsável pela terceira marcha abre-se, enquanto a outra embreagem se fecha, ativando a quarta marcha. A abertura e fechamento das embreagens são perfeitamente sincronizados, oferecendo uma suavidade exemplar. Todo o ciclo de troca de marcha é completado num curtíssimo espaço de tempo: 3 a 4 centésimos de segundo!
 
Desempenho assustador
 
Assim, com um câmbio que está acima da média do mercado, e com um potente e eficiente moto r de 211 cavalos, o Jetta TSi consegue quase um milagre. O conjunto é bastante econômico em condução moderada. Na estrada com velocidade constante de 120 km/h e ar-condicionado ligado, chega-se a incríveis 15 km/l de gasolina. Ou seja, mesmo se tratando de um carro com 1.375 kg, a média é equivalente a de modelos populares.
 
Além disso, o Jetta TSI vai de 0 a 100 km/h em apenas 7,2 segundos e tem velocidade máxima de impressionantes 241 km/h. E pode acreditar que ele chega nessa máxima. Aliás, o Jetta Highline é o carro que traz o melhor ajuste desse moto r, em toda a família VW no Brasil. Alguns outros carros da marca utilizam esse moto r, e outros, o mesmo câmbio também. Entre aqueles que têm o mesmo moto r estão o Tiguan, Passat, Passat Variant e Novo Fusca. E os que usam o mesmo câmbio, temos o Passat, Passat Variant e Novo Fusca. A VW parece ter feito um milagre tecnológico no Jetta Highline, pois até o Novo Fusca que é um carro menor e mais leve, não consegue fazer melhor, com uma aceleração de 0 à 100 km/h em 7,5 segundos e máxima de 225 km/h. Assim, o Jetta Tsi é um carro que “anda” demais. E vários modelos de marcas premium como os atuais BMW 320, Audi A4/A5 e Mercedes C180/C200 são obrigados a dar passagem ao Jetta , quando o assunto é desempenho.
 
ESP de série, e indesligavél!
 
Pos conta desse desempenho assustador, a Volkswagen tomou uma decisão radical no Jetta TSI. O programa de estabilidade eletrônico (ESP) é sempre de série nessa versão TSI (Highline). Alguns concorrentes como o Corolla Altis, sequer oferecem esse equipamento. Mas diferente do que ocorre em outros concorrentes como C4 Lounge Exclusive THP; Civic EXR e Renault Fluence Privilege, o programa de estabilidade do Jetta nunca pode ser desligado. Nos outros carros, basta pressionar um botão. A Volkswagen não comenta oficialmente, mas nos bastidores essa decisão foi tomada para evitar que o carro se envolva demasiadamente em acidentes. Afinal, ele anda “demais” em relação ao que o moto rista dessa categoria de carros (sedans médios) esta acostumado a encontrar.
 
Mais qualidades
 
Mas o Jetta TSI (ou Highline) entrega mais coisas, além de um carro que corre demais. Por dentro, ele entrega um espaço condizente com a categoria onde está inserido. Com um entre-eixos de 2,65 metros, o espaço pode ser caracterizado como na média. Afinal, o espaço é maior que concorrentes recém chegados como o Ford Focus que tem apenas 2,64 metros, e menor que o Toyota Corolla com 2,7 metros. Ainda sim, o Jetta conta com um dos maiores porta-malas da categoria, com generosos 510 litros, superando todos os concorrentes diretos (Civic, Corolla, Focus e C4 Lounge).
 
Outro ponto que vale a pena ser mencionado, são as saídas do ar-condicionado para o banco traseiro. São poucos os concorrentes que oferecem isso na categoria. Corolla e Civic por exemplo, não contam com o recurso.
 
Alta segurança
 
Outro ponto onde o Jetta faz bonito é na segurança. Recentemente, a organização americana IIHS classificou o Jetta como “Top Safety Pick+”. Para ser classificado como “Top Safety Pick+”, o veículo precisa ter obtido excelentes resultados nos testes de colisão realizados pelo IIHS – incluindo duas simulações de colisão frontal (small overlap e moderate overlap), uma de colisão lateral, de traseira e uma simulação de capotamento. O Jetta é construído com uma combinação de recursos de segurança passivos e ativos, desenvolvidos para atender (ou mesmo exceder) às mais exigentes regras de colisão.
 
Na América Latina, o Jetta também confirmou sua elevada segurança com 5 estrelas no Latin NCAP (New Car Assessment Program), um programa independente de avaliação de carros novos para a América Latina e Caribe. O Volkswagen Jetta também detém cinco estrelas pelo Latin NCAP, com os melhores resultados na proteção aos ocupantes adultos, considerando ensaios de impactos frontal e lateral. As crianças também estarão seguras no Jetta . Nos testes com bonecos, que simulam crianças com idades entre 18 meses e três anos, confirmam a proteção oferecida pelo modelo, com quatro estrelas.
 
Equipamentos
 
O Jetta TSI (Highline) já sai muito bem equipado de fábrica, pelo preço sugerido de R$ 95 mil. De série, ele já conta com 6 air-bags; sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; oito alto-falantes; Ar-condicionado digital de duas zonas "Climatronic" com refrigeração no porta-luvas; Assistente de partida na subida "Hill Assist" e bloqueio eletrônico do diferencial "EDS e XDS"; Direção com assistência elétrica; Espelhos retrovisores externos aquecíveis e com ajuste elétrico; Indicador de perda de pressão dos pneus; Rodas de liga leve Aro 17" com pneus 225/45 R17; Sistema de som com CD-Player sem navegador com Bluetooth e tela touchscreen,MP3 e Aux-In.
 
Com o pacote Premium (opcional de R$ 9,6 mil) acrescenta: controle de cruzeiro; aquecimento dos bancos dianteiros regulável; banco do moto rista com ajuste elétrico de altura, longitudinal e inclinação; banco do moto rista com apoio lombar elétricamente ajustável; bancos com revestimento em couro;espelho retrovisor interno antiofuscante (eletrocrômico); espelhos retrovisores externos eletricamente ajustáveis, rebatíveis, aquecíveis e com função "Tilt down"; faróis bixenônio com regulagem dinâmica de altura e luz de condução diurna em LED; faróis com acendimento automático, função "Coming & Leaving Home"; luz dinâmica para trânsito em curvas; sensor de chuva e crepuscular; Sistema Kessy (acesso ao veículo sem o uso da chave e botão para partida do moto r); sistema de som com CD-Player e navegador mais bluetooth, tela touchscreen, MP3 e Aux-In. O teto solar é outro opcional avulso, que acrescenta mais R$ 4,2 mil.
 
O que precisa melhorar
 
Que o Jetta é um carro fantástico, não dá para duvidar. Mas a Volkswagen precisa urgentemente em melhorar algumas coisas no modelo. A central multimedia do Jetta esta bastante ultrapassada. Aliás, as novas centrais multimedia tanto do Fox, como do Golf, estão anos-luz à frente da central ainda oferecida no Jetta . Além disso, para um carro de R$ 100 mil, a Volkswagen poderia oferecer alto-falantes de melhor qualidade no Jetta TSI.
 
Além disso, essa oferta de três diferentes pacotes de opcionais no Jetta (variando quase R$ 15 mil), só atrapalha a performance de venda do carro. Praticamente todos os concorrentes diretos do Jetta , quando nas versões topo de linha, trazem um pacote único SEM OPCIONIAS. Essa política ajuda o carro a ter menor desvalorização no mercado de seminovos/usados, uma vez que o preço é dado pelo todo, sem prejuízo dos opcionais.
 
Ficha Técnica
 
Motor: EA888 quatro cilindros em linha turbo
Cilindrada: 1.984 cm³
Taxa de compressão: 9,8:1
Potência máxima: 211 cv a 5.500 rpm
Torque máximo: 28,6 m·kgf a 2.000 rpm
Câmbio: 6 marchas, robotizado com duas embreagens em banho de óleo
Direção: assistência elétrica variável Servotronic
Diâmetro: mínimo de curva 11,1 m
Rodas: Alumínio, 7Jx17
Pneus: 225/45R17W (estepe de aço, 205/55R16V)
Peso em ordem de marcha: 1.378 kg
Coeficiente de arrasto (Cx): 0,30
Porta-malas: 510 litros
Tanque de combustível: 55 litros
Velocidade máxima: 241 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 7,2 s

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Avaliação: Volkswagen Jetta TSI 2015
 

Avaliação: Volkswagen Jetta TSI 2015

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Um sedan para quem gosta de desempenho e não liga para imagem

05 de Outubro de 2015

O Jetta TSI já não é uma novidade no mercado brasileiro. Por aqui, a atual versão já existe desde 2011. E de lá pra cá, pouquíssimas mudanças foram feitas no modelo. Mas existe um bom motivo para isso: o Jetta TSI é um carro que não tem concorrentes diretos, na prática, em sua categoria. De certa forma, ele é a referência que ainda precisa ser superada, por todos os concorrentes mais próximos. Ainda que essa afirmação possa parecer certo exagero, existem muitos argumentos para sustentá-la. E isso que veremos nessa matéria de avaliação.
 
Estilo
 
Talvez esse seja o maior (e praticamente único) ponto fraco do Jetta . Como falado anteriormente, desde 2011, a Volkswagen não faz mudanças substanciais no visual do carro. Recentemente, no início de 2015, a Volkswagen apresentou uma atualização no visual do Jetta , que se resumiu à: lanternas traseiras com novo desenho, para-choques dianteiros e traseiros com novas linhas e pouquíssimas melhorias no interior.
 
O Jetta traz um estilo limpo e sóbrio. Praticamente sem elementos de estilo “emocionais”, o carro não tem aquele “algo mais” por fora. Em 2011, esse visual até era uma novidade, quando a VW abandonou as linhas arredondadas de faróis e lanternas. Mas hoje, com concorrentes, atualizados como Toyota Corolla, Citroen C4 Lounge, Hyundai Elantra, entre outros, o Jetta ficou apagado no mercado.
 
Mas esse visual discreto, e supostamente cansado, ainda mantém um dos mais baixos coeficientes de atrito da categoria de sedans médios. O Jetta tem um Cx de apenas 0,30. Esse número é igual ao de concorrentes muito mais novos.
 
Motor
 
Esse é um dos pontos onde o Jetta TSI revela uma das suas superqualidades. A versão TSI, também conhecida por Highline nos catálogos da Volkswagen vem equipada com um moto r EA888 à gasolina, 2,0 litros – 16 válvulas, turbo alimentado e com injeção direta de combustível (que a Volkswagen chama de estratificada).
 
Em um passado relativamente recente (2013), o Jetta já teve esse moto r com 200 cavalos. Agora, os Jetta s TSI, contam com potência máxima de 211 cavalos (à 5.550 rpm). O torque máximo é de impressionantes 28,6 kgfm (à apenas 2.000 rpm). Além disso, o moto r conta com comando variável na admissão e cabeçote em alumínio. Praticamente todos os concorrentes diretos do Jetta , mal chegam à 20 kgfm de torque máximo. E o único que passa disso, é o C4 Lounge THP, com menos de 25 kgfm de torque máximo.
 
Transmissão DSG
 
Junto com esse potente moto r, está o eficientíssimo câmbio robotizado de dupla embreagem de seis marchas, que a Volkswagen batiza de DSG (Direct Shift Gearbox). Inicialmente, essa transmissão foi concebida para as pistas de corrida, equipando veículos como o Audi Quattro. Esta caixa de câmbio incorpora uma embreagem dupla, e foi estreada primeiramente nas ruas no Audi TT 3.2 e por um curto espaço de tempo, no Golf IV R32.
 
A transmissão desenvolvida pela Borg Warner foi concebida de acordo com as exigências dos clientes europeus, privilegiando a condução esportiva e o baixo consumo de combustível. Em relação aos câmbios automáticos convencionais, o câmbio DSG apresenta uma grande diferença: a não utilização de conversor de torque. Por isso dizemos que ele é um câmbio robotizado, é não automático!
 
A transmissão DSG supera a manual em diversos aspectos: economia de combustível, desempenho, rapidez nas trocas de marcas, facilidade de utilização e conforto ao dirigir. Ela constitui a verdadeira alternativa para os moto ristas que preferiam caixas manuais, pois o sistema DSG não apresenta desvantagens em termos de economia de combustível, como acontece em um câmbio automático com conversor de torque. Ela ainda permite valores melhores nas acelerações e trocas suaves, equivalente aos melhores câmbios automáticos convencionais. Também oferece a vantagem adicional da utilização em modo manual, através do sistema sequencial, pela manopla de câmbio ou borboletas atrás do volante.   Uma das mais impressionantes características do câmbio DSG esta no fato de possuir duas embreagens em banho de óleo. Elas tem maior resistência ao calor e melhor controle que as embreagens à seco convencionais. A primeira embreagem aciona as engrenagens ímpares (incluindo a marcha ré) e a segunda embreagem encarrega-se das engrenagens pares. Para todos os efeitos, este conceito pode ser visto como "dois em um". Ou seja, duas caixas de câmbio em paralelo, num só conjunto. Na prática, esta tecnologia faz com que em cada mudança de marcha, deixe de existir o "buraco" de tração que caracteriza as transmissões sequenciais manuais automatizadas (como o i Motion da própria Volks).
 
No DSG a próxima marcha pode estar sempre engrenada, e pronta para ser ativada. Quando o automóvel circula em terceira marcha, a quarta já está engrenada, mas não conectada. Assim que é alcançado o ponto ideal de troca, a embreagem responsável pela terceira marcha abre-se, enquanto a outra embreagem se fecha, ativando a quarta marcha. A abertura e fechamento das embreagens são perfeitamente sincronizados, oferecendo uma suavidade exemplar. Todo o ciclo de troca de marcha é completado num curtíssimo espaço de tempo: 3 a 4 centésimos de segundo!
 
Desempenho assustador
 
Assim, com um câmbio que está acima da média do mercado, e com um potente e eficiente moto r de 211 cavalos, o Jetta TSi consegue quase um milagre. O conjunto é bastante econômico em condução moderada. Na estrada com velocidade constante de 120 km/h e ar-condicionado ligado, chega-se a incríveis 15 km/l de gasolina. Ou seja, mesmo se tratando de um carro com 1.375 kg, a média é equivalente a de modelos populares.
 
Além disso, o Jetta TSI vai de 0 a 100 km/h em apenas 7,2 segundos e tem velocidade máxima de impressionantes 241 km/h. E pode acreditar que ele chega nessa máxima. Aliás, o Jetta Highline é o carro que traz o melhor ajuste desse moto r, em toda a família VW no Brasil. Alguns outros carros da marca utilizam esse moto r, e outros, o mesmo câmbio também. Entre aqueles que têm o mesmo moto r estão o Tiguan, Passat, Passat Variant e Novo Fusca. E os que usam o mesmo câmbio, temos o Passat, Passat Variant e Novo Fusca. A VW parece ter feito um milagre tecnológico no Jetta Highline, pois até o Novo Fusca que é um carro menor e mais leve, não consegue fazer melhor, com uma aceleração de 0 à 100 km/h em 7,5 segundos e máxima de 225 km/h. Assim, o Jetta Tsi é um carro que “anda” demais. E vários modelos de marcas premium como os atuais BMW 320, Audi A4/A5 e Mercedes C180/C200 são obrigados a dar passagem ao Jetta , quando o assunto é desempenho.
 
ESP de série, e indesligavél!
 
Pos conta desse desempenho assustador, a Volkswagen tomou uma decisão radical no Jetta TSI. O programa de estabilidade eletrônico (ESP) é sempre de série nessa versão TSI (Highline). Alguns concorrentes como o Corolla Altis, sequer oferecem esse equipamento. Mas diferente do que ocorre em outros concorrentes como C4 Lounge Exclusive THP; Civic EXR e Renault Fluence Privilege, o programa de estabilidade do Jetta nunca pode ser desligado. Nos outros carros, basta pressionar um botão. A Volkswagen não comenta oficialmente, mas nos bastidores essa decisão foi tomada para evitar que o carro se envolva demasiadamente em acidentes. Afinal, ele anda “demais” em relação ao que o moto rista dessa categoria de carros (sedans médios) esta acostumado a encontrar.
 
Mais qualidades
 
Mas o Jetta TSI (ou Highline) entrega mais coisas, além de um carro que corre demais. Por dentro, ele entrega um espaço condizente com a categoria onde está inserido. Com um entre-eixos de 2,65 metros, o espaço pode ser caracterizado como na média. Afinal, o espaço é maior que concorrentes recém chegados como o Ford Focus que tem apenas 2,64 metros, e menor que o Toyota Corolla com 2,7 metros. Ainda sim, o Jetta conta com um dos maiores porta-malas da categoria, com generosos 510 litros, superando todos os concorrentes diretos (Civic, Corolla, Focus e C4 Lounge).
 
Outro ponto que vale a pena ser mencionado, são as saídas do ar-condicionado para o banco traseiro. São poucos os concorrentes que oferecem isso na categoria. Corolla e Civic por exemplo, não contam com o recurso.
 
Alta segurança
 
Outro ponto onde o Jetta faz bonito é na segurança. Recentemente, a organização americana IIHS classificou o Jetta como “Top Safety Pick+”. Para ser classificado como “Top Safety Pick+”, o veículo precisa ter obtido excelentes resultados nos testes de colisão realizados pelo IIHS – incluindo duas simulações de colisão frontal (small overlap e moderate overlap), uma de colisão lateral, de traseira e uma simulação de capotamento. O Jetta é construído com uma combinação de recursos de segurança passivos e ativos, desenvolvidos para atender (ou mesmo exceder) às mais exigentes regras de colisão.
 
Na América Latina, o Jetta também confirmou sua elevada segurança com 5 estrelas no Latin NCAP (New Car Assessment Program), um programa independente de avaliação de carros novos para a América Latina e Caribe. O Volkswagen Jetta também detém cinco estrelas pelo Latin NCAP, com os melhores resultados na proteção aos ocupantes adultos, considerando ensaios de impactos frontal e lateral. As crianças também estarão seguras no Jetta . Nos testes com bonecos, que simulam crianças com idades entre 18 meses e três anos, confirmam a proteção oferecida pelo modelo, com quatro estrelas.
 
Equipamentos
 
O Jetta TSI (Highline) já sai muito bem equipado de fábrica, pelo preço sugerido de R$ 95 mil. De série, ele já conta com 6 air-bags; sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; oito alto-falantes; Ar-condicionado digital de duas zonas "Climatronic" com refrigeração no porta-luvas; Assistente de partida na subida "Hill Assist" e bloqueio eletrônico do diferencial "EDS e XDS"; Direção com assistência elétrica; Espelhos retrovisores externos aquecíveis e com ajuste elétrico; Indicador de perda de pressão dos pneus; Rodas de liga leve Aro 17" com pneus 225/45 R17; Sistema de som com CD-Player sem navegador com Bluetooth e tela touchscreen,MP3 e Aux-In.
 
Com o pacote Premium (opcional de R$ 9,6 mil) acrescenta: controle de cruzeiro; aquecimento dos bancos dianteiros regulável; banco do moto rista com ajuste elétrico de altura, longitudinal e inclinação; banco do moto rista com apoio lombar elétricamente ajustável; bancos com revestimento em couro;espelho retrovisor interno antiofuscante (eletrocrômico); espelhos retrovisores externos eletricamente ajustáveis, rebatíveis, aquecíveis e com função "Tilt down"; faróis bixenônio com regulagem dinâmica de altura e luz de condução diurna em LED; faróis com acendimento automático, função "Coming & Leaving Home"; luz dinâmica para trânsito em curvas; sensor de chuva e crepuscular; Sistema Kessy (acesso ao veículo sem o uso da chave e botão para partida do moto r); sistema de som com CD-Player e navegador mais bluetooth, tela touchscreen, MP3 e Aux-In. O teto solar é outro opcional avulso, que acrescenta mais R$ 4,2 mil.
 
O que precisa melhorar
 
Que o Jetta é um carro fantástico, não dá para duvidar. Mas a Volkswagen precisa urgentemente em melhorar algumas coisas no modelo. A central multimedia do Jetta esta bastante ultrapassada. Aliás, as novas centrais multimedia tanto do Fox, como do Golf, estão anos-luz à frente da central ainda oferecida no Jetta . Além disso, para um carro de R$ 100 mil, a Volkswagen poderia oferecer alto-falantes de melhor qualidade no Jetta TSI.
 
Além disso, essa oferta de três diferentes pacotes de opcionais no Jetta (variando quase R$ 15 mil), só atrapalha a performance de venda do carro. Praticamente todos os concorrentes diretos do Jetta , quando nas versões topo de linha, trazem um pacote único SEM OPCIONIAS. Essa política ajuda o carro a ter menor desvalorização no mercado de seminovos/usados, uma vez que o preço é dado pelo todo, sem prejuízo dos opcionais.
 
Ficha Técnica
 
Motor: EA888 quatro cilindros em linha turbo
Cilindrada: 1.984 cm³
Taxa de compressão: 9,8:1
Potência máxima: 211 cv a 5.500 rpm
Torque máximo: 28,6 m·kgf a 2.000 rpm
Câmbio: 6 marchas, robotizado com duas embreagens em banho de óleo
Direção: assistência elétrica variável Servotronic
Diâmetro: mínimo de curva 11,1 m
Rodas: Alumínio, 7Jx17
Pneus: 225/45R17W (estepe de aço, 205/55R16V)
Peso em ordem de marcha: 1.378 kg
Coeficiente de arrasto (Cx): 0,30
Porta-malas: 510 litros
Tanque de combustível: 55 litros
Velocidade máxima: 241 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 7,2 s

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