Revista Comprecar
Fluído de freio é mais importante do que se imagina
Manutenção correta do fluído de freio assegura a durabilidade de todo o sistema
Fluído de freio é mais importante do que se imagina
10 de Setembro de 2014

Pouca gente imagina a importância que o fluído de freio tem no carro. As pessoas se lembram de trocar as pastilhas, e em muitas vezes, os discos também. Mas pouca gente se lembra de trocar o fluído de freio. E isso, além de causar danos sérios ao sistema de freios do carro, pode inclusive reduzir a frenagem do carro, principalmente em situações de emergência.
 
Na prática, o fluído é o único responsável pela transmissão de pressão gerada no cilindro mestre para os freios das rodas. Assim, é ele que empurra as pastilhas contra os discos de freio, fazendo o carro parar. Nos carros com sistema de tambor traseiro, também é o fluído que empurra as lonas contra os tambores. Para entender a analogia da “coisa”, é como se o fluído de freio fosse o cabo de freio das bicicletas. Se o cabo partir, a bicicleta fica sem freio. A diferença é que no carro, em vez de puxar (como acontece na bicicleta), uma “bomba de alta pressão” (o tal servo-freio) empurra o fluído por uma tubulação de metal, em pistões, que estão ligados as pastilhas e lonas de freio. Claro que o fluído não arrebenta como o cabo de freio da bicicleta. Mas sua operação pode ser prejudicada por falta de manutenção.
 
O fluido de freio é um composto sintético ou semi-sintético. Suas principais características são a capacidade de não se comprimir, suportar altas temperaturas e (infelizmente) de absorver água com o tempo. Assim, o fluido é higroscópico! O fluído fica dentro de um reservatório que esta em contato direto com o ar (devido ao respiro na tampa). Portanto, submetido à umidade.
 
Assim, com o passar do tempo, há um aumento na quantidade de água no fluido. O sistema de freios de qualquer carro trabalha em altas temperaturas. Um fluido novo (ou em bom estado) suporta com segurança, o acionamento constante do sistema de freios. Mas com o tempo e uso, o fluido contido dentro do reservatório, absorve umidade do ar altere. E isso altera consideravelmente a sua composição, baixando assim seu ponto de ebulição (fervura).
 
Nos momentos onde o sistema de freio for mais exigido como descida de serra ou estradas com curvas sinuosas, a elevação da temperatura do sistema de freios provocará a diminuição do ponto de ebulição, pois apenas 1% de água misturada no fluido pode baixar até 50ºC o ponto de ebulição. Na prática, isso significa que em situações de uso intenso do freio, o fluido pode ferver. E o gás dessa fervura fará o sistema falhar. Assim o pedal vai baixar e a frenagem pode não ser eficiente.
 
Outro detalhe é que o fluído também funciona como lubrificante e previne a corrosão de peças de todo o sistema. Dentro do cilindro mestre existem borrachas que comprimem o fluído de freio, em altíssimas pressões. Com a umidade, pontos de ferrugem podem aparecer no corpo do cilindro. Essa ferrugem pode causar a ruptura das bordas das borrachas de pressão. Isso fará o freio perder quase que completamente a sua ação.

O fluído de freio tem um especificação DOT, que deve ser seguida para cada carro. A classificação DOT (sigla originária do Departamento de Transportes Americano) mais elevada indica apenas um fluido mais resistente às altas temperaturas (ponto de ebulição), não influindo no desempenho do freio.
 
DOT 3 – ponto de ebulição acima de 205 ºC
DOT 4 – ponto de ebulição acima de 230 ºC
DOT 5 – ponto de ebulição acima de 260 ºC
 
Como é possível observar, o ponto de ebulição do fluido de freio DOT 3 está bem abaixo do ponto de ebulição do fluido de freio DOT 4, portanto quando recomendado pelo Manual do Proprietário o uso de fluido DOT 4, nunca devemos substituir por um DOT 3, o que ocasionará uma deficiência no sistema de freio do veículo.
 
Por isso é importante tomar os seguintes cuidados com o fluído de freio:
 
Verificar sempre o nível do fluido de freio, a cada 30 dias
Substituir o fluido de freio uma vez por ano;
Realize a manutenção preventiva no sistema de Freios pelo menos duas vezes ao ano.
 
Segundo a Óleo Express (15) 3221-0044, a manutenção de troca nunca deve exceder 60 mil km ou 2 anos. Mas esse número pode variar conforme cada fabricante e/ou veículo. A melhor forma de saber o momento certo da troca é levar o carro para uma inspeção. Na Óleo Express existe um equipamento que mede a umidade do fluído de freio, e mostra o resultado na hora. O teste é muito rápido e simples. Já o serviço de troca do fluído custa entre R$70,00 à R$150,00. Essa variação ocorre em função da quantidade de fluido (por modelo) e tipo de DOT a ser utilizado.

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Fluído de freio é mais importante do que se imagina
 

Fluído de freio é mais importante do que se imagina

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Manutenção correta do fluído de freio assegura a durabilidade de todo o sistema

10 de Setembro de 2014

Pouca gente imagina a importância que o fluído de freio tem no carro. As pessoas se lembram de trocar as pastilhas, e em muitas vezes, os discos também. Mas pouca gente se lembra de trocar o fluído de freio. E isso, além de causar danos sérios ao sistema de freios do carro, pode inclusive reduzir a frenagem do carro, principalmente em situações de emergência.
 
Na prática, o fluído é o único responsável pela transmissão de pressão gerada no cilindro mestre para os freios das rodas. Assim, é ele que empurra as pastilhas contra os discos de freio, fazendo o carro parar. Nos carros com sistema de tambor traseiro, também é o fluído que empurra as lonas contra os tambores. Para entender a analogia da “coisa”, é como se o fluído de freio fosse o cabo de freio das bicicletas. Se o cabo partir, a bicicleta fica sem freio. A diferença é que no carro, em vez de puxar (como acontece na bicicleta), uma “bomba de alta pressão” (o tal servo-freio) empurra o fluído por uma tubulação de metal, em pistões, que estão ligados as pastilhas e lonas de freio. Claro que o fluído não arrebenta como o cabo de freio da bicicleta. Mas sua operação pode ser prejudicada por falta de manutenção.
 
O fluido de freio é um composto sintético ou semi-sintético. Suas principais características são a capacidade de não se comprimir, suportar altas temperaturas e (infelizmente) de absorver água com o tempo. Assim, o fluido é higroscópico! O fluído fica dentro de um reservatório que esta em contato direto com o ar (devido ao respiro na tampa). Portanto, submetido à umidade.
 
Assim, com o passar do tempo, há um aumento na quantidade de água no fluido. O sistema de freios de qualquer carro trabalha em altas temperaturas. Um fluido novo (ou em bom estado) suporta com segurança, o acionamento constante do sistema de freios. Mas com o tempo e uso, o fluido contido dentro do reservatório, absorve umidade do ar altere. E isso altera consideravelmente a sua composição, baixando assim seu ponto de ebulição (fervura).
 
Nos momentos onde o sistema de freio for mais exigido como descida de serra ou estradas com curvas sinuosas, a elevação da temperatura do sistema de freios provocará a diminuição do ponto de ebulição, pois apenas 1% de água misturada no fluido pode baixar até 50ºC o ponto de ebulição. Na prática, isso significa que em situações de uso intenso do freio, o fluido pode ferver. E o gás dessa fervura fará o sistema falhar. Assim o pedal vai baixar e a frenagem pode não ser eficiente.
 
Outro detalhe é que o fluído também funciona como lubrificante e previne a corrosão de peças de todo o sistema. Dentro do cilindro mestre existem borrachas que comprimem o fluído de freio, em altíssimas pressões. Com a umidade, pontos de ferrugem podem aparecer no corpo do cilindro. Essa ferrugem pode causar a ruptura das bordas das borrachas de pressão. Isso fará o freio perder quase que completamente a sua ação.

O fluído de freio tem um especificação DOT, que deve ser seguida para cada carro. A classificação DOT (sigla originária do Departamento de Transportes Americano) mais elevada indica apenas um fluido mais resistente às altas temperaturas (ponto de ebulição), não influindo no desempenho do freio.
 
DOT 3 – ponto de ebulição acima de 205 ºC
DOT 4 – ponto de ebulição acima de 230 ºC
DOT 5 – ponto de ebulição acima de 260 ºC
 
Como é possível observar, o ponto de ebulição do fluido de freio DOT 3 está bem abaixo do ponto de ebulição do fluido de freio DOT 4, portanto quando recomendado pelo Manual do Proprietário o uso de fluido DOT 4, nunca devemos substituir por um DOT 3, o que ocasionará uma deficiência no sistema de freio do veículo.
 
Por isso é importante tomar os seguintes cuidados com o fluído de freio:
 
Verificar sempre o nível do fluido de freio, a cada 30 dias
Substituir o fluido de freio uma vez por ano;
Realize a manutenção preventiva no sistema de Freios pelo menos duas vezes ao ano.
 
Segundo a Óleo Express (15) 3221-0044, a manutenção de troca nunca deve exceder 60 mil km ou 2 anos. Mas esse número pode variar conforme cada fabricante e/ou veículo. A melhor forma de saber o momento certo da troca é levar o carro para uma inspeção. Na Óleo Express existe um equipamento que mede a umidade do fluído de freio, e mostra o resultado na hora. O teste é muito rápido e simples. Já o serviço de troca do fluído custa entre R$70,00 à R$150,00. Essa variação ocorre em função da quantidade de fluido (por modelo) e tipo de DOT a ser utilizado.

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