Revista Comprecar
Novas projeções da Anfavea para 2014
Segundo semestre indica retomada do crescimento da indústria automobilística
07 de Julho de 2014

O desempenho da indústria automobilística no segundo semestre deste ano representará um importante marco para o setor: a retomada do crescimento. É o que apontam os dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Auto moto res - Anfavea, que trazem novas projeções para o encerramento do ano. A justificativa para esta alteração de viés baseia-se no fato de que boa parte dos desafios do primeiro semestre foi superada:
 
A Anfavea também apresentou estudos sobre a geração de tributos da indústria automobilística, a carga tributária que incide sobre os veículos e os impactos da manutenção das taxas do IPI até o fim do ano. No caso do IPI, de acordo com as estimativas apresentadas, se a decisão fosse pelo aumento das alíquotas, haveria redução de vendas de 165,2 mil veículos leves nos últimos seis meses de 2014.
 
O estudo sobre a carga tributária do veículo brasileiro mostra que 28,1% do preço de um automóvel flex com moto rização entre 1000cc e 2000cc são de impostos. Esse número é maior, por exemplo, do que os 18% de um veículo similar na Itália, 7% nos Estados Unidos e 9,9% no Japão.
 
Essa comparação é feita com base na participação dos impostos no preço final ao consumidor, critério diferente daqueles utilizados em outros países, que indicam qual é a carga tributária adicionada ao preço do veículo sem impostos. Neste critério, proposto pelo estudo, a totalidade da carga adicionada a esse mesmo automóvel no Brasil é de 54,2%.
 
A carga tributária neste patamar, considerando não só o veículo em si mas também a cadeia produtiva e pós produtiva, coloca a indústria automobilística como uma das mais importantes para a economia do País: mesmo com o IPI reduzido em 2013 a geração de tributos do setor naquele ano, segundo estimativas da Anfavea, foi de R$ 178,5 bilhões, o que representa cerca de 12% do total de tributos considerados.
 
Mercado
 
A indústria automobilística registrou retração no licenciamento de autoveículos quando comparadas as 263,6 mil unidades comercializadas em junho deste ano com as 293,4 mil de maio – baixa de 10,2% – e com as 318,6 mil do mesmo mês do ano passado – menor em 17,3%. O período acumulado do primeiro semestre também apresenta recuo: 7,6% ao se comparar as 1,66 milhão de unidades de 2014 com as 1,80 milhão de igual período de 2013.
 
Com este cenário a produção também apresentou recuo: de 16,8% no acumulado do semestre, ao se defrontar as 1,57 milhão deste ano com as 1,88 milhão do ano passado. Em junho de 2014 foram produzidos 215,9 mil autoveículos, o que representa diminuição de 23,3% com relação as 281,4 mil de maio e de 33,3% sobre as 323,9 mil de junho de 2013.
 
Novas projeções
 
A Anfavea revisou suas projeções para o fechamento de 2014. A expectativa agora é de retração de 5,4% nos licenciamentos, enquanto na produção é de 10% e nas exportações é de 29,1%. Os números, apesar de negativos, indicam que o segundo semestre será melhor que o primeiro em todos os itens.

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Novas projeções da Anfavea para 2014

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Segundo semestre indica retomada do crescimento da indústria automobilística

07 de Julho de 2014

O desempenho da indústria automobilística no segundo semestre deste ano representará um importante marco para o setor: a retomada do crescimento. É o que apontam os dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Auto moto res - Anfavea, que trazem novas projeções para o encerramento do ano. A justificativa para esta alteração de viés baseia-se no fato de que boa parte dos desafios do primeiro semestre foi superada:
 
A Anfavea também apresentou estudos sobre a geração de tributos da indústria automobilística, a carga tributária que incide sobre os veículos e os impactos da manutenção das taxas do IPI até o fim do ano. No caso do IPI, de acordo com as estimativas apresentadas, se a decisão fosse pelo aumento das alíquotas, haveria redução de vendas de 165,2 mil veículos leves nos últimos seis meses de 2014.
 
O estudo sobre a carga tributária do veículo brasileiro mostra que 28,1% do preço de um automóvel flex com moto rização entre 1000cc e 2000cc são de impostos. Esse número é maior, por exemplo, do que os 18% de um veículo similar na Itália, 7% nos Estados Unidos e 9,9% no Japão.
 
Essa comparação é feita com base na participação dos impostos no preço final ao consumidor, critério diferente daqueles utilizados em outros países, que indicam qual é a carga tributária adicionada ao preço do veículo sem impostos. Neste critério, proposto pelo estudo, a totalidade da carga adicionada a esse mesmo automóvel no Brasil é de 54,2%.
 
A carga tributária neste patamar, considerando não só o veículo em si mas também a cadeia produtiva e pós produtiva, coloca a indústria automobilística como uma das mais importantes para a economia do País: mesmo com o IPI reduzido em 2013 a geração de tributos do setor naquele ano, segundo estimativas da Anfavea, foi de R$ 178,5 bilhões, o que representa cerca de 12% do total de tributos considerados.
 
Mercado
 
A indústria automobilística registrou retração no licenciamento de autoveículos quando comparadas as 263,6 mil unidades comercializadas em junho deste ano com as 293,4 mil de maio – baixa de 10,2% – e com as 318,6 mil do mesmo mês do ano passado – menor em 17,3%. O período acumulado do primeiro semestre também apresenta recuo: 7,6% ao se comparar as 1,66 milhão de unidades de 2014 com as 1,80 milhão de igual período de 2013.
 
Com este cenário a produção também apresentou recuo: de 16,8% no acumulado do semestre, ao se defrontar as 1,57 milhão deste ano com as 1,88 milhão do ano passado. Em junho de 2014 foram produzidos 215,9 mil autoveículos, o que representa diminuição de 23,3% com relação as 281,4 mil de maio e de 33,3% sobre as 323,9 mil de junho de 2013.
 
Novas projeções
 
A Anfavea revisou suas projeções para o fechamento de 2014. A expectativa agora é de retração de 5,4% nos licenciamentos, enquanto na produção é de 10% e nas exportações é de 29,1%. Os números, apesar de negativos, indicam que o segundo semestre será melhor que o primeiro em todos os itens.

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