Revista Comprecar
Novo Honda Fit muda tudo, no modelo 2015
Terceira geração do Fit marca o momento mais evoluído do produto
Novo Honda Fit muda tudo, no modelo 2015
18 de Julho de 2014

Por Jorge Augusto
FOTOS: Marcelo Alexandre

O Honda Fit sempre foi conhecido por ser um modelo altamente eficiente. Aliás, na primeira geração, a eficiência era a única característica marcante. Muitos achavam o carro “feio”. Na segunda geração, a Honda melhorou bastante a estética do veículo, mantendo sempre a eficiência. Agora, na terceira geração, a Honda conseguiu melhorar ainda mais: Ampliou a eficiência, ao mesmo tempo em que surpreendeu o mercado com um visual realmente ousado. Aliás, esse novo visual será a base do novo estilo estético que a marca usará em todos os seus carros.
 
Fabricado no Brasil, a Honda deu atenção especial para o novo Fit. Pra começar, o Brasil foi o segundo pais no mundo (após o Japão) à receber a terceira geração. E essa atenção não é por acaso. O modelo é fabricado na planta de Sumaré – SP e a partir de 2015 também será produzido na nova unidade de Itirapina – SP. Isso tudo se justifica, pois em março desse ano, o Fit brasileiro, atingiu a marca de 500 mil unidades produzidas, desde seu lançamento, em 2003.
 
E a terceira geração do Fit realmente evoluiu em todos os sentidos, como melhor aproveitamento do espaço interno, maior versatilidade dos bancos traseiros, mais economia no consumo de combustível e visual realmente diferenciado. Mais uma fez a Honda fez valer o conceito de “máximo para o homem, mínimo para a máquina”. Foco dessa avaliação, trazemos a versão topo de linha EXL. Vale destacar que na terceira geração, todas as versões usam sempre o mesmo moto r 1,5 litro i-VTec com tecnologia FlexOne (que elimina o tanquinho de partida). Um dos diferencias da versão topo de linha é a volta da transmissão CVT.
 
As evoluções
 
O novo Fit 2015 inaugura a nova identidade visual da Honda batizado de “Solid Wing Face”. Esse estilo fica bem evidente no conjunto óptico, na grade frontal e nas lanternas traseiras. A parte frontal está mais agressiva, enquanto a traseira reforça a esportividade.
 
A versão topo de linha traz alguns detalhes estéticos interessantes como retrovisores com repetidores para as setas e rodas de liga leve de 16 polegadas. Na versão EXL, os bancos são forrados em couro.
 
Mas as evoluções vão muito além do visual. A parte estrutural também recebeu melhorias. Desde seu lançamento, o Fit sempre teve o tanque de combustível centralizado, sob os bancos dianteiros. Na terceira geração, o tanque ficou ainda mais fino, permitindo aproveitar ainda mais o espaço no interior do carro, sem perder a capacidade de 45,7 litros.
 
Interior bem aproveitado
 
A palavra que melhor define o interior do novo Fit é “eficiência”. E não é exagero afirmar que o novo Fit é o líder no aproveitamento do espaço interno, em toda categoria de veículos monovolume. Uma das receitas para isso foi a ampliação do entre eixos que tem agora 2,53 m (3 cm a mais que a geração anterior). O comprimento também é maior com 3,99 m (antes era 3,9 m). Mudanças na suspensão traseira, bem como o novo desenho tanque de combustível, foram algumas das mudanças adicionais feitas para maximizar o espaço no interior do novo Fit.
 
Um detalhe exclusivo no Fit, que esta ainda melhor no modelo 2015 é o inteligente sistema modular de bancos. Antes batizado de ULT (Utility Long Tall), já era um enorme diferencial na categoria. O ULT é uma sigla que reúne as palavras “utilitário”, “longo” e “alto”, em inglês. Assim, os bancos traseiros têm encostos reclináveis e bipartidos. Eles podem ser rebatidos para ampliar o espaço do porta-malas. Os assentos podem também ser rebatidos verticalmente, permitindo o transporte de objetos altos como vasos de plantas, com até 1,28 m de altura. Outra característica é poder inclinar o banco dianteiro e formar um espaço longo no interior do carro que permite, em conjunto com o espaço do porta-malas levar objetos de até 2,4 m de comprimento, como pranchas de surfe.
 
Agora sob o nome de ULTRa-Seat, foi incluído o modo “Refresh”, onde ambos encostos do bancos dianteiros alinham-se ao assento traseiro. Assim, surgem duas pequenas “camas” no interior do carro. Qual a exata utilidade desse modo é uma dúvida. Mas, provavelmente aqueles casais que adoram namorar dentro do carro, vão achar essa nova posição de bancos incrivelmente útil!
 
O porta-malas em posição normal oferece 363 litros. Com o banco traseiro rebatido, sobe para expressivos 906 litros. Mas todo esse espaço tem um preço: ele foi obtido com a redução do tamanho do pneu do estepe que é de uso temporário. Trata-se de um pneu mais fino (125/70), usado apenas para deslocar o carro até o borracheiro mais próximo.
 
Equipamentos
 
Assim como já acontecia na geração anterior, o novo Fit continua a oferecer vários porta-objetos. Destaque para o amplo porta-luvas, além de porta-copos. No lado esquerdo da direção, uma novidade: o porta-objeto conta com um flip retrátil, que pode acomodar um celular quando fechado, ou um copo grande quando aberto. Mas o novo Fit perdeu o porta-latas que tinha do outro lado, no extremo direito do painel. Assim, só o moto rista pode deixar a lata de refrigerante gelada, na frente da saída do ar-condicionado.
 
Um senão da versão topo de linha do Fit 2015 é justamente o sistema de ar-condicionado. Ainda que eficiente, ele é de simples zona e totalmente manual. Vale destacar que concorrentes de menor valor, já trazem sistema digital, alguns até com sistema de dupla zona.
 
O novo Fit também traz um novo painel de instrumentos. Na versão EXL, predominam as cores azul e branca. O conjunto é composto por conta-giro, indicador da seleção do câmbio, velocímetro, relógio, hodômetros total e parcial, consumo médio e instantâneo (em km/l) e medidor de combustível. Destaque para o indicador ecológico e indicador de consumo de combustível instantâneo. Assim, o moto rista pode melhorar sua forma de conduzir, mantendo sempre que possível o indicador Eco no verde.
 
Na versão topo de linha, o rádio é tipo duplo DIN com as funções de rádio AM/FM e reprodutor de CDs. Com um visor colorido de 5 polegadas, ele centraliza as funções da câmera de ré com três ângulos de visão (panorâmica, normal e superior. Essa última serve para ver a aproximação do objetos em manobras bem próximas. O rádio também é compatível com formatos MP3/WMA, traz entradas auxiliares P2 e porta USB (para pen-drives). Para maior comodidade, oferece conectividade Bluetooth para uso no viva-voz e reprodução de música sem fios.
 
O novo Fit EXL traz também controles no volante para interação com o sistema de áudio e operação do viva-voz, bem como o ajuste do controle de cruzeiro.
 
Dirigibilidade
 
Esse é outro ponto de visível melhora no novo carro. Pra começar, ele vem equipado com o EPS (Electric Power Steering). Trata-se de uma direção com assistência elétrica. Isso deixa o volante realmente leve em manobras de baixas velocidades e firme em altas, além de não roubar potência do moto r. E para melhor conforto, a coluna pode ser ajustada em altura e profundidade.
 
O conjunto de suspensão foi totalmente revisto, e adequado para o Brasil. Assim, um projeto feito em conjunto com um fornecedor de amortecedores, possibilitou incluir um tipo de “batente hidráulico”. Então, aquele moto rista distraído que geralmente “salta” as lombadas, não vai escutar aquela batida seca, que acontece quando a suspensão é totalmente estendida. Além disso,o conjunto também ficou mais resistente e justo, para encarar a buraqueira nacional. De forma geral, dá para dizer que o carro está mais esportivo na condução.
 
Motor e câmbio
 
O moto r que equipa todas as versões do novo Fit é o já conhecido 1.5 litro 16 válvulas i-VTEC, com FlexOne. Destaque para o controle eletrônico variável de abertura de válvulas, tecnologia que varia o tempo e a profundidade de abertura das válvulas. Além de economizar combustível, permite que o moto r fique mais rápido em baixas rotações, e desenvolva melhor com o giro alto. A potência máxima é de 116 cavalos (à 6.000 rpm) com torque máximo de 15,3 kgf.m (a 4.800 rpm) com etanol.
 
Mais uma vez, a Honda volta a apostar na transmissão CVT (Continuously Variable Transmission). Um dos motivos desse retorno se dá em função da maior eficiência no consumo de combustível, além da evolução tecnológica da mesma. Na primeira geração do Fit, o sistema CVT estava associado à uma embreagem de partida. Isso dava a nítida sensação que o carro estava “patinando” nas acelerações. Além disso, a resposta do acelerador era muito lenta.
 
Agora, o CVT modernizado, volta associado à um conversor de torque. Isso dá mais elasticidade ao conjunto, ao mesmo tempo em que melhora a resposta nas acelerações. Outra mudança, é que o novo câmbio responde prontamente a demanda no acelerador. É como que se o giro do moto r acompanhasse sempre o pedal do acelerador. Pouca aceleração representa baixo giro no moto r. Média aceleração, médio giro. E forte aceleração, alto giro. E a mudança no giro é quase imediata na solicitação do acelerador. Então, além de não existir o tranco na troca de marcha (pois não existe marcha), o sistema de câmbio acompanha a “vontade” do moto rista, deixando o carro mais gostoso de ser dirigido, sem deixar o carro lento.
 
São várias as vantagens da nova transmissão CVT. A elasticidade de rotação é 12% maior que no câmbio automático de 5 marchas do Fit de segunda geração. A melhora de eficiência é nítida. Em relação à geração anterior o novo Fit está 17% mais econômico com a transmissão CVT. Vale destacar que o carro recebe nota “A” no programa de etiquetagem do INMETRO, comprovando sua economia de combustível do modelo.
 
Segurança
 
Ainda que o novo Fit não tenha passado por testes oficiais de “crash-test”, a Honda afirma que o modelo conseguirá receber 5 estrelas, em função de resultados de testes internos da marca.
 
Vale destacar que a versão topo de linha do Fit perdeu o sistema de freio à disco na traseira. Então, a atual geração vem com discos na dianteira e tambor na traseira, com ABS. Segundo a Honda, como o novo Fit ficou mais leve e teve uma melhor distribuição de peso, o disco traseiro não era mais necessário. Além disso, o fabricante destaca que o espaço de frenagem diminuiu na nova geração. A versão EXL ainda conta com duplo airbag frontal, aviso de uso de cintos de segurança, airbags laterais frontais e cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes. Para o transporte de crianças pequenas, existem pontos de ancoragem para assentos infantis ISOFIX e LATCH.
 
O Honda Fit 2015 também traz recursos antifurto como abertura e fechamento das portas com alarme e imobilizador na chave, além de trava de segurança nas portas traseiras.
 
Preço e mercado
 
Toda linha do modelo vem com três anos de garantia, sem limite de quilometragem. Destaque para a nova cor Azul Netuno Metálico, presente no modelo testado. Fato que o novo Fit não é um carro barato. A versão EXL tem preço sugerido de R$ 65,9 mil e isso para pintura sólida. As metálicas e perolizadas tem um acréscimo de R$ 990. Pesam à favor do carro, um dos menores custos com revisões da categoria, bom valor de revenda e alta confiabilidade mecânica.

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Novo Honda Fit muda tudo, no modelo 2015
 

Novo Honda Fit muda tudo, no modelo 2015

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Terceira geração do Fit marca o momento mais evoluído do produto

18 de Julho de 2014

Por Jorge Augusto
FOTOS: Marcelo Alexandre

O Honda Fit sempre foi conhecido por ser um modelo altamente eficiente. Aliás, na primeira geração, a eficiência era a única característica marcante. Muitos achavam o carro “feio”. Na segunda geração, a Honda melhorou bastante a estética do veículo, mantendo sempre a eficiência. Agora, na terceira geração, a Honda conseguiu melhorar ainda mais: Ampliou a eficiência, ao mesmo tempo em que surpreendeu o mercado com um visual realmente ousado. Aliás, esse novo visual será a base do novo estilo estético que a marca usará em todos os seus carros.
 
Fabricado no Brasil, a Honda deu atenção especial para o novo Fit. Pra começar, o Brasil foi o segundo pais no mundo (após o Japão) à receber a terceira geração. E essa atenção não é por acaso. O modelo é fabricado na planta de Sumaré – SP e a partir de 2015 também será produzido na nova unidade de Itirapina – SP. Isso tudo se justifica, pois em março desse ano, o Fit brasileiro, atingiu a marca de 500 mil unidades produzidas, desde seu lançamento, em 2003.
 
E a terceira geração do Fit realmente evoluiu em todos os sentidos, como melhor aproveitamento do espaço interno, maior versatilidade dos bancos traseiros, mais economia no consumo de combustível e visual realmente diferenciado. Mais uma fez a Honda fez valer o conceito de “máximo para o homem, mínimo para a máquina”. Foco dessa avaliação, trazemos a versão topo de linha EXL. Vale destacar que na terceira geração, todas as versões usam sempre o mesmo moto r 1,5 litro i-VTec com tecnologia FlexOne (que elimina o tanquinho de partida). Um dos diferencias da versão topo de linha é a volta da transmissão CVT.
 
As evoluções
 
O novo Fit 2015 inaugura a nova identidade visual da Honda batizado de “Solid Wing Face”. Esse estilo fica bem evidente no conjunto óptico, na grade frontal e nas lanternas traseiras. A parte frontal está mais agressiva, enquanto a traseira reforça a esportividade.
 
A versão topo de linha traz alguns detalhes estéticos interessantes como retrovisores com repetidores para as setas e rodas de liga leve de 16 polegadas. Na versão EXL, os bancos são forrados em couro.
 
Mas as evoluções vão muito além do visual. A parte estrutural também recebeu melhorias. Desde seu lançamento, o Fit sempre teve o tanque de combustível centralizado, sob os bancos dianteiros. Na terceira geração, o tanque ficou ainda mais fino, permitindo aproveitar ainda mais o espaço no interior do carro, sem perder a capacidade de 45,7 litros.
 
Interior bem aproveitado
 
A palavra que melhor define o interior do novo Fit é “eficiência”. E não é exagero afirmar que o novo Fit é o líder no aproveitamento do espaço interno, em toda categoria de veículos monovolume. Uma das receitas para isso foi a ampliação do entre eixos que tem agora 2,53 m (3 cm a mais que a geração anterior). O comprimento também é maior com 3,99 m (antes era 3,9 m). Mudanças na suspensão traseira, bem como o novo desenho tanque de combustível, foram algumas das mudanças adicionais feitas para maximizar o espaço no interior do novo Fit.
 
Um detalhe exclusivo no Fit, que esta ainda melhor no modelo 2015 é o inteligente sistema modular de bancos. Antes batizado de ULT (Utility Long Tall), já era um enorme diferencial na categoria. O ULT é uma sigla que reúne as palavras “utilitário”, “longo” e “alto”, em inglês. Assim, os bancos traseiros têm encostos reclináveis e bipartidos. Eles podem ser rebatidos para ampliar o espaço do porta-malas. Os assentos podem também ser rebatidos verticalmente, permitindo o transporte de objetos altos como vasos de plantas, com até 1,28 m de altura. Outra característica é poder inclinar o banco dianteiro e formar um espaço longo no interior do carro que permite, em conjunto com o espaço do porta-malas levar objetos de até 2,4 m de comprimento, como pranchas de surfe.
 
Agora sob o nome de ULTRa-Seat, foi incluído o modo “Refresh”, onde ambos encostos do bancos dianteiros alinham-se ao assento traseiro. Assim, surgem duas pequenas “camas” no interior do carro. Qual a exata utilidade desse modo é uma dúvida. Mas, provavelmente aqueles casais que adoram namorar dentro do carro, vão achar essa nova posição de bancos incrivelmente útil!
 
O porta-malas em posição normal oferece 363 litros. Com o banco traseiro rebatido, sobe para expressivos 906 litros. Mas todo esse espaço tem um preço: ele foi obtido com a redução do tamanho do pneu do estepe que é de uso temporário. Trata-se de um pneu mais fino (125/70), usado apenas para deslocar o carro até o borracheiro mais próximo.
 
Equipamentos
 
Assim como já acontecia na geração anterior, o novo Fit continua a oferecer vários porta-objetos. Destaque para o amplo porta-luvas, além de porta-copos. No lado esquerdo da direção, uma novidade: o porta-objeto conta com um flip retrátil, que pode acomodar um celular quando fechado, ou um copo grande quando aberto. Mas o novo Fit perdeu o porta-latas que tinha do outro lado, no extremo direito do painel. Assim, só o moto rista pode deixar a lata de refrigerante gelada, na frente da saída do ar-condicionado.
 
Um senão da versão topo de linha do Fit 2015 é justamente o sistema de ar-condicionado. Ainda que eficiente, ele é de simples zona e totalmente manual. Vale destacar que concorrentes de menor valor, já trazem sistema digital, alguns até com sistema de dupla zona.
 
O novo Fit também traz um novo painel de instrumentos. Na versão EXL, predominam as cores azul e branca. O conjunto é composto por conta-giro, indicador da seleção do câmbio, velocímetro, relógio, hodômetros total e parcial, consumo médio e instantâneo (em km/l) e medidor de combustível. Destaque para o indicador ecológico e indicador de consumo de combustível instantâneo. Assim, o moto rista pode melhorar sua forma de conduzir, mantendo sempre que possível o indicador Eco no verde.
 
Na versão topo de linha, o rádio é tipo duplo DIN com as funções de rádio AM/FM e reprodutor de CDs. Com um visor colorido de 5 polegadas, ele centraliza as funções da câmera de ré com três ângulos de visão (panorâmica, normal e superior. Essa última serve para ver a aproximação do objetos em manobras bem próximas. O rádio também é compatível com formatos MP3/WMA, traz entradas auxiliares P2 e porta USB (para pen-drives). Para maior comodidade, oferece conectividade Bluetooth para uso no viva-voz e reprodução de música sem fios.
 
O novo Fit EXL traz também controles no volante para interação com o sistema de áudio e operação do viva-voz, bem como o ajuste do controle de cruzeiro.
 
Dirigibilidade
 
Esse é outro ponto de visível melhora no novo carro. Pra começar, ele vem equipado com o EPS (Electric Power Steering). Trata-se de uma direção com assistência elétrica. Isso deixa o volante realmente leve em manobras de baixas velocidades e firme em altas, além de não roubar potência do moto r. E para melhor conforto, a coluna pode ser ajustada em altura e profundidade.
 
O conjunto de suspensão foi totalmente revisto, e adequado para o Brasil. Assim, um projeto feito em conjunto com um fornecedor de amortecedores, possibilitou incluir um tipo de “batente hidráulico”. Então, aquele moto rista distraído que geralmente “salta” as lombadas, não vai escutar aquela batida seca, que acontece quando a suspensão é totalmente estendida. Além disso,o conjunto também ficou mais resistente e justo, para encarar a buraqueira nacional. De forma geral, dá para dizer que o carro está mais esportivo na condução.
 
Motor e câmbio
 
O moto r que equipa todas as versões do novo Fit é o já conhecido 1.5 litro 16 válvulas i-VTEC, com FlexOne. Destaque para o controle eletrônico variável de abertura de válvulas, tecnologia que varia o tempo e a profundidade de abertura das válvulas. Além de economizar combustível, permite que o moto r fique mais rápido em baixas rotações, e desenvolva melhor com o giro alto. A potência máxima é de 116 cavalos (à 6.000 rpm) com torque máximo de 15,3 kgf.m (a 4.800 rpm) com etanol.
 
Mais uma vez, a Honda volta a apostar na transmissão CVT (Continuously Variable Transmission). Um dos motivos desse retorno se dá em função da maior eficiência no consumo de combustível, além da evolução tecnológica da mesma. Na primeira geração do Fit, o sistema CVT estava associado à uma embreagem de partida. Isso dava a nítida sensação que o carro estava “patinando” nas acelerações. Além disso, a resposta do acelerador era muito lenta.
 
Agora, o CVT modernizado, volta associado à um conversor de torque. Isso dá mais elasticidade ao conjunto, ao mesmo tempo em que melhora a resposta nas acelerações. Outra mudança, é que o novo câmbio responde prontamente a demanda no acelerador. É como que se o giro do moto r acompanhasse sempre o pedal do acelerador. Pouca aceleração representa baixo giro no moto r. Média aceleração, médio giro. E forte aceleração, alto giro. E a mudança no giro é quase imediata na solicitação do acelerador. Então, além de não existir o tranco na troca de marcha (pois não existe marcha), o sistema de câmbio acompanha a “vontade” do moto rista, deixando o carro mais gostoso de ser dirigido, sem deixar o carro lento.
 
São várias as vantagens da nova transmissão CVT. A elasticidade de rotação é 12% maior que no câmbio automático de 5 marchas do Fit de segunda geração. A melhora de eficiência é nítida. Em relação à geração anterior o novo Fit está 17% mais econômico com a transmissão CVT. Vale destacar que o carro recebe nota “A” no programa de etiquetagem do INMETRO, comprovando sua economia de combustível do modelo.
 
Segurança
 
Ainda que o novo Fit não tenha passado por testes oficiais de “crash-test”, a Honda afirma que o modelo conseguirá receber 5 estrelas, em função de resultados de testes internos da marca.
 
Vale destacar que a versão topo de linha do Fit perdeu o sistema de freio à disco na traseira. Então, a atual geração vem com discos na dianteira e tambor na traseira, com ABS. Segundo a Honda, como o novo Fit ficou mais leve e teve uma melhor distribuição de peso, o disco traseiro não era mais necessário. Além disso, o fabricante destaca que o espaço de frenagem diminuiu na nova geração. A versão EXL ainda conta com duplo airbag frontal, aviso de uso de cintos de segurança, airbags laterais frontais e cintos de segurança de três pontos para todos os ocupantes. Para o transporte de crianças pequenas, existem pontos de ancoragem para assentos infantis ISOFIX e LATCH.
 
O Honda Fit 2015 também traz recursos antifurto como abertura e fechamento das portas com alarme e imobilizador na chave, além de trava de segurança nas portas traseiras.
 
Preço e mercado
 
Toda linha do modelo vem com três anos de garantia, sem limite de quilometragem. Destaque para a nova cor Azul Netuno Metálico, presente no modelo testado. Fato que o novo Fit não é um carro barato. A versão EXL tem preço sugerido de R$ 65,9 mil e isso para pintura sólida. As metálicas e perolizadas tem um acréscimo de R$ 990. Pesam à favor do carro, um dos menores custos com revisões da categoria, bom valor de revenda e alta confiabilidade mecânica.

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