Revista Comprecar
O exclusivo Peugeot RCZ
O cupê da Peugeot é opção para quem quer um carro diferente do “comum”
O exclusivo Peugeot RCZ
10 de Junho de 2014

por Jorge Augusto
Fotos: Marcelo Alexandre

Nessa oportunidade, o Comprecar fez a avaliação de um carro muito especial. Trata-se do Peugeot RCZ, um ícone do “design”. O modelo foi criado com o exato objetivo de provocar desejo em seus potenciais consumidores. Ele foi inicialmente apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt em 2009, e é uma derivação do modelo 308. Tanto é assim que em 2007, ele apareceu como carro-conceito com o nome 308 RCZ, no salão de Frankfurt. Logo após, chegou ao mercado brasileiro em maio de 2010. No salão de Paris de 2012, a Peugeot revelou a nova geração do RCZ com um pequeno face-lift. Esse face-lift chegou ao Brasil em Agosto de 2013. Entre as novidades, a inclusão dos “LEDs” na dianteira.
 
Estilo
 
Sendo o único carro da Peugeot que utiliza letras no nome (em vez de números), o RCZ surgiu como uma verdadeira alternativa para aqueles clientes que sempre sonharem em ter um super esportivo como um Porsche, ou ainda um cupê de alto desempenho como o Audi TT, mas não podem pagar por isso. E essa regra vale tanto para o cliente brasileiro, como o cliente europeu.
 
Com um desenho escultural e elegante, o RCZ tem linhas bastante originais. Aliás, muitas pessoas vão achar o RCZ mais bonito que o Porsche Cayman e o Audi TT. Entre os vários destaques, está a dupla ondulação do teto que continua no vidro traseiro, além das lanternas traseiras afiladas, que trazem iluminação em LED.
 
Visualmente, o para-brisa, o teto na cor preta e as lanternas traseiras criam uma continuidade, delimitada pelos dois arcos de alumínio que formam as colunas “A” e “C” do carro. De perfil, o modelo apresenta uma sinergia entre a frente e a traseira. O teto do carro sugere o pedaço de um circulo. Ainda observando o perfil do carro, o desenho da dianteira é bastante parecido ao da traseira.
 
De forma geral, o RCZ segue o estilo do 308, porém com traços mais marcantes e um perfil lateral muito mais baixo. Ainda que seja montado na mesma plataforma do 308, o RCZ é muito menor por dentro, em função do teto mais baixo. Ele vem na configuração 2+2, ou seja, dois adultos na frente, e dois bancos para crianças atrás (um adolescente não consegue sentar nesse banco). Na prática, acaba sendo um carro com apenas 2 lugares utilizáveis.
 
O facelift do modelo inclui um completo redesenho do pára-choque dianteiro. Pra começar, o RCZ perdeu os faróis auxiliares. Como ele vem equipado com faróis bi-xenon auto-nivelantes e adaptativos (giram para acompanhar o movimento da curva), os faróis auxiliares não proporcionam uma função efetiva. Além disso, o novo desenho permitiu incluir a iluminação diurna em “LED”, presente em outros modelos da Peugeot. E claro, o estilo mais limpo e moderno do pára-choque deixou o carro com aparência mais atual.
 
Aerodinâmica eficiente
 
O Peugeot RCZ tem apenas 1,36 m de altura. As linhas diferenciadas da carroceria favorecem a aerodinâmica. O RCZ atinge um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,32. E para dar um charme extra, ele tem um aerofólio traseiro móvel. Essa peça se movimenta em duas posições de acordo com a velocidade do veículo.
 
A primeira posição (19º) é aberta quando o veículo ultrapassa os 85 km/h (e retorna para a posição inicial quando a velocidade cai abaixo de a 55 km/h). A segunda posição (34º) é acionada a partir de velocidade superior a 155 km/h (voltando à posição inicial com velocidade abaixo de 142 km/h). Vale destacar que é possível acionar o “aerofólio” na posição “2”, em qualquer velocidade, através de um botão localizado no console central. No fim das contas, esse recurso é mais “estético” do que propriamente “funcional” quando o assunto é ganho aerodinâmico. De qualquer forma, é um charme a mais no RCZ.
 
Interior
 
O interior do RCZ lembra bastante o do irmão 308, porém com várias diferenças. Por conta do teto bem mais baixo, o RCZ coloca o moto rista numa posição mais baixa e esportiva. O passageiro ao lado, também senta em igual posição. Mulheres com saias longas e salto alto, não ficam muito confortáveis ao entrar e sair do carro. Quem gosta de esportividade atrás do volante, não terá do que reclamar ao volante do RCZ.
 
Para achar a melhor posição, o banco do moto rista conta com ajustes elétricos. Existem ainda duas posições de memória para facilitar. Os assentos são genuinamente envolventes, no melhor estilo esportivo. E a coluna de direção, conta ainda com ajuste de altura e profundidade.
 
O interior traz um toque de sofisticação extra com revestimento em couro nos bancos, volante e até mesmo do painel. Aliás, costura dupla do couro no painel, é feita em linha branca, conferindo um interessante contraste. Outros detalhes interessantes são o relógio analógico no painel central e pedais em alumínio. A sensação do moto rista é de estar num verdadeiro cockpit.
 
Mesmo sendo um cupê, o porta-malas surpreende com uma capacidade de 321 litros, somando-se um espaço adicional de 30 litros abaixo do piso. E com o rebatimento dos assentos traseiros, o volume total para bagagens chega a fantásticos 639 litros (maior que muito sedan de luxo). Espaço de sobra para uma longa viagem de um casal “fashion”. É muito importante destacar que o RCZ não tem estepe! O carro vem com um sistema de líquido “selador” e compressor de ar, que é ligado no 12 volts do carro. Isso é suficiente para um pequeno furo. Mas se o pneu rasgar num buraco, o carro precisa ser rebocado!
 
Powertrain ( moto r e câmbio)
 
A exemplo de vários outros modelos da Peugeot, o RCZ traz o conhecido moto r à gasolina 1.6 litro - 16V THP (Turbo High Pressure) com 165 cavalos. Alimentado por um sistema de injeção direta de gasolina, esse moto r feito em alumínio (e desenvolvido em parceria com a com a BMW ), traz comando de admissão variável. O torque máximo de 24,5 kgfm está disponível a partir de 1.400 rpm. Junto com o moto r, um câmbio automático de seis marchas, com comandos sequencias de marcha na alavanca do câmbio. Continuam faltando as as borboletas para a troca de marcha no volante.
 
A título de curiosidade, na Europa o RCZ é oferecido com mais potencia. Lá, o mesmo moto r 1,6 litro THP chega à 200 cavalos, e esta associado a uma caixa manual de seis marchas.
 
Desempenho
 
Essa é uma questão um pouco delicada no RCZ brasileiro. O modelo em si, até oferece um desempenho interessante. Sua velocidade máxima é de 213 km/h e a aceleração de 0 à 100 acontece em 8,4 segundos. Isso é melhor que qualquer sedan médio brasileiro, até a faixa dos R$ 80 mil. Porém, quando comparamos o RCZ a modelos esportivos como VW Jetta TSi ou Renault Fluence GT, o RCZ deixa bastante a desejar. Mesmo “dentro de casa”, o RCZ mostra desempenho inferior ao primo-irmão Citroen DS3, que vem equipado com o mesmo moto r 1.6 THP, porém com câmbio manual de seis marchas. Já a versão europeia de 200 cv faz mais sentido, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos.
 
Mas se o desempenho é apenas razoável, a economia compensa. O RCZ consegue chegar a fantástica marca de 14 km/l na estrada, com ar-condicionado ligado, em velocidade constante de 110 km/h. Ou seja, consumo de carro popular. Com 55 litros no tanque, autonomia não é problema para o RCZ.
 
Ainda que o não seja aquele esportivo puro-sangue no acelerador, ele traz a dirigibilidade idêntica aos esportivos de verdade. Ele tem um comportamento firme, aliado a uma excelente estabilidade. Em geral, o carro é bem mais duro que um 308. Até a direção é mais pesada. Mesmo em alta velocidade, a sensação é de estar dirigindo num “trilho”. Diversão não falta, para quem quer a verdadeira sensação de um esportivo.
 
Isso se dá em função de mudanças estruturais, como o centro de gravidade mais baixo, em relação ao 308. O RCZ também é mais largo (+ 30 mm), com a dianteira e a traseira ampliadas (+ 44 mm e 63 mm). Toda suspensão foi modificada para proporcionar o máximo de esportividade. Os pneus acentuam ainda mais essa sensação, com rodas de 18 polegadas e pneus de medida 235/45 R18. O porém disso tudo é que o moto rista precisa de muito cuidado em valetas e lombadas, em função da baixa altura.
 
Tecnologia
 
O RCZ é um modelo que sai completo de fábrica, sem opcionais. Todos os equipamentos tradicionais de conforto e comodidade estão presentes como: ar-condicionado digital e automático de dupla zona, sensor de chuva, acendimento automáticos dos faróis que são do tipo xênon e auto adaptativos em curvas, completo computador de bordo, controle de tração inteligente, Hill Assist (ajuda para partida em aclives) entre outros.
 
Entre os destaques, o sistema de som que a Peugeot batiza como “WIP Sound Hi-Fi”. Ele vem com alto-falantes da conceituada JBL. São seis alto-falantes com potência máxima 240W. A qualidade sonora realmente impressiona até os mais exigentes. O sistema ainda conta com ampla conectividade com: leitor de CD e MP3; conexão Bluetooth para viva-voz e música estéreo, entrada USB e comando satélite de som na coluna de direção. Aliás, uma das mudanças no facelift do RCZ, foi justamente a inclusão do sistema GPS. Idêntico ao oferecido no 308, tem uma tela retrátil no centro do painel Ela se abre automaticamente sempre que a partida é dada. E se fecha quando a chave é desligada. O moto rista também pode ajustar a melhor inclinação da tela, para melhor visualização. O senão desse sistema é o complicado método de entrada de dados, através de teclas cursoras. É preciso paciência para a inclusão de um endereço no GPS.
 
O RCZ também traz dois airbags frontais, dois airbags laterais, cintos de segurança de três pontos com limitadores de folga. Se necessário for, existem fixadores Isofix de três pontos de encaixe nos bancos traseiros para cadeiras de transporte de crianças realmente pequenas. Faz parte do pacote de segurança, o programa de estabilidade eletrônico.
 
Preço e mercado
 
Por se tratar de um veículo que onde o foco é a exclusividade, o RCZ está disponível em um único pacote de acabamento. O preço sugerido do RCZ é de R$ 150 mil. São apenas 3 cores disponíveis, sendo vermelho metálico, preto perolizado (mais R$ 1,7 mil) e branco perolizado (mais R$ 2,7 mil).
 
É fato que o RCZ não é um carro barato. E também o seu preço não faz jus ao desempenho. Entretanto, quando ele é comparado ao Audi TT ou Porsche Cayman, fica mais do que evidente a vantagem financeira do modelo da Peugeot. Então, para quem busca estilo e design, e se contenta com um desempenho razoável, o RCZ é uma boa escolha. O RCZ conta ainda com três anos de garantia total.

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O exclusivo Peugeot RCZ
 

O exclusivo Peugeot RCZ

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

O cupê da Peugeot é opção para quem quer um carro diferente do “comum”

10 de Junho de 2014

por Jorge Augusto
Fotos: Marcelo Alexandre

Nessa oportunidade, o Comprecar fez a avaliação de um carro muito especial. Trata-se do Peugeot RCZ, um ícone do “design”. O modelo foi criado com o exato objetivo de provocar desejo em seus potenciais consumidores. Ele foi inicialmente apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt em 2009, e é uma derivação do modelo 308. Tanto é assim que em 2007, ele apareceu como carro-conceito com o nome 308 RCZ, no salão de Frankfurt. Logo após, chegou ao mercado brasileiro em maio de 2010. No salão de Paris de 2012, a Peugeot revelou a nova geração do RCZ com um pequeno face-lift. Esse face-lift chegou ao Brasil em Agosto de 2013. Entre as novidades, a inclusão dos “LEDs” na dianteira.
 
Estilo
 
Sendo o único carro da Peugeot que utiliza letras no nome (em vez de números), o RCZ surgiu como uma verdadeira alternativa para aqueles clientes que sempre sonharem em ter um super esportivo como um Porsche, ou ainda um cupê de alto desempenho como o Audi TT, mas não podem pagar por isso. E essa regra vale tanto para o cliente brasileiro, como o cliente europeu.
 
Com um desenho escultural e elegante, o RCZ tem linhas bastante originais. Aliás, muitas pessoas vão achar o RCZ mais bonito que o Porsche Cayman e o Audi TT. Entre os vários destaques, está a dupla ondulação do teto que continua no vidro traseiro, além das lanternas traseiras afiladas, que trazem iluminação em LED.
 
Visualmente, o para-brisa, o teto na cor preta e as lanternas traseiras criam uma continuidade, delimitada pelos dois arcos de alumínio que formam as colunas “A” e “C” do carro. De perfil, o modelo apresenta uma sinergia entre a frente e a traseira. O teto do carro sugere o pedaço de um circulo. Ainda observando o perfil do carro, o desenho da dianteira é bastante parecido ao da traseira.
 
De forma geral, o RCZ segue o estilo do 308, porém com traços mais marcantes e um perfil lateral muito mais baixo. Ainda que seja montado na mesma plataforma do 308, o RCZ é muito menor por dentro, em função do teto mais baixo. Ele vem na configuração 2+2, ou seja, dois adultos na frente, e dois bancos para crianças atrás (um adolescente não consegue sentar nesse banco). Na prática, acaba sendo um carro com apenas 2 lugares utilizáveis.
 
O facelift do modelo inclui um completo redesenho do pára-choque dianteiro. Pra começar, o RCZ perdeu os faróis auxiliares. Como ele vem equipado com faróis bi-xenon auto-nivelantes e adaptativos (giram para acompanhar o movimento da curva), os faróis auxiliares não proporcionam uma função efetiva. Além disso, o novo desenho permitiu incluir a iluminação diurna em “LED”, presente em outros modelos da Peugeot. E claro, o estilo mais limpo e moderno do pára-choque deixou o carro com aparência mais atual.
 
Aerodinâmica eficiente
 
O Peugeot RCZ tem apenas 1,36 m de altura. As linhas diferenciadas da carroceria favorecem a aerodinâmica. O RCZ atinge um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,32. E para dar um charme extra, ele tem um aerofólio traseiro móvel. Essa peça se movimenta em duas posições de acordo com a velocidade do veículo.
 
A primeira posição (19º) é aberta quando o veículo ultrapassa os 85 km/h (e retorna para a posição inicial quando a velocidade cai abaixo de a 55 km/h). A segunda posição (34º) é acionada a partir de velocidade superior a 155 km/h (voltando à posição inicial com velocidade abaixo de 142 km/h). Vale destacar que é possível acionar o “aerofólio” na posição “2”, em qualquer velocidade, através de um botão localizado no console central. No fim das contas, esse recurso é mais “estético” do que propriamente “funcional” quando o assunto é ganho aerodinâmico. De qualquer forma, é um charme a mais no RCZ.
 
Interior
 
O interior do RCZ lembra bastante o do irmão 308, porém com várias diferenças. Por conta do teto bem mais baixo, o RCZ coloca o moto rista numa posição mais baixa e esportiva. O passageiro ao lado, também senta em igual posição. Mulheres com saias longas e salto alto, não ficam muito confortáveis ao entrar e sair do carro. Quem gosta de esportividade atrás do volante, não terá do que reclamar ao volante do RCZ.
 
Para achar a melhor posição, o banco do moto rista conta com ajustes elétricos. Existem ainda duas posições de memória para facilitar. Os assentos são genuinamente envolventes, no melhor estilo esportivo. E a coluna de direção, conta ainda com ajuste de altura e profundidade.
 
O interior traz um toque de sofisticação extra com revestimento em couro nos bancos, volante e até mesmo do painel. Aliás, costura dupla do couro no painel, é feita em linha branca, conferindo um interessante contraste. Outros detalhes interessantes são o relógio analógico no painel central e pedais em alumínio. A sensação do moto rista é de estar num verdadeiro cockpit.
 
Mesmo sendo um cupê, o porta-malas surpreende com uma capacidade de 321 litros, somando-se um espaço adicional de 30 litros abaixo do piso. E com o rebatimento dos assentos traseiros, o volume total para bagagens chega a fantásticos 639 litros (maior que muito sedan de luxo). Espaço de sobra para uma longa viagem de um casal “fashion”. É muito importante destacar que o RCZ não tem estepe! O carro vem com um sistema de líquido “selador” e compressor de ar, que é ligado no 12 volts do carro. Isso é suficiente para um pequeno furo. Mas se o pneu rasgar num buraco, o carro precisa ser rebocado!
 
Powertrain ( moto r e câmbio)
 
A exemplo de vários outros modelos da Peugeot, o RCZ traz o conhecido moto r à gasolina 1.6 litro - 16V THP (Turbo High Pressure) com 165 cavalos. Alimentado por um sistema de injeção direta de gasolina, esse moto r feito em alumínio (e desenvolvido em parceria com a com a BMW ), traz comando de admissão variável. O torque máximo de 24,5 kgfm está disponível a partir de 1.400 rpm. Junto com o moto r, um câmbio automático de seis marchas, com comandos sequencias de marcha na alavanca do câmbio. Continuam faltando as as borboletas para a troca de marcha no volante.
 
A título de curiosidade, na Europa o RCZ é oferecido com mais potencia. Lá, o mesmo moto r 1,6 litro THP chega à 200 cavalos, e esta associado a uma caixa manual de seis marchas.
 
Desempenho
 
Essa é uma questão um pouco delicada no RCZ brasileiro. O modelo em si, até oferece um desempenho interessante. Sua velocidade máxima é de 213 km/h e a aceleração de 0 à 100 acontece em 8,4 segundos. Isso é melhor que qualquer sedan médio brasileiro, até a faixa dos R$ 80 mil. Porém, quando comparamos o RCZ a modelos esportivos como VW Jetta TSi ou Renault Fluence GT, o RCZ deixa bastante a desejar. Mesmo “dentro de casa”, o RCZ mostra desempenho inferior ao primo-irmão Citroen DS3, que vem equipado com o mesmo moto r 1.6 THP, porém com câmbio manual de seis marchas. Já a versão europeia de 200 cv faz mais sentido, acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos.
 
Mas se o desempenho é apenas razoável, a economia compensa. O RCZ consegue chegar a fantástica marca de 14 km/l na estrada, com ar-condicionado ligado, em velocidade constante de 110 km/h. Ou seja, consumo de carro popular. Com 55 litros no tanque, autonomia não é problema para o RCZ.
 
Ainda que o não seja aquele esportivo puro-sangue no acelerador, ele traz a dirigibilidade idêntica aos esportivos de verdade. Ele tem um comportamento firme, aliado a uma excelente estabilidade. Em geral, o carro é bem mais duro que um 308. Até a direção é mais pesada. Mesmo em alta velocidade, a sensação é de estar dirigindo num “trilho”. Diversão não falta, para quem quer a verdadeira sensação de um esportivo.
 
Isso se dá em função de mudanças estruturais, como o centro de gravidade mais baixo, em relação ao 308. O RCZ também é mais largo (+ 30 mm), com a dianteira e a traseira ampliadas (+ 44 mm e 63 mm). Toda suspensão foi modificada para proporcionar o máximo de esportividade. Os pneus acentuam ainda mais essa sensação, com rodas de 18 polegadas e pneus de medida 235/45 R18. O porém disso tudo é que o moto rista precisa de muito cuidado em valetas e lombadas, em função da baixa altura.
 
Tecnologia
 
O RCZ é um modelo que sai completo de fábrica, sem opcionais. Todos os equipamentos tradicionais de conforto e comodidade estão presentes como: ar-condicionado digital e automático de dupla zona, sensor de chuva, acendimento automáticos dos faróis que são do tipo xênon e auto adaptativos em curvas, completo computador de bordo, controle de tração inteligente, Hill Assist (ajuda para partida em aclives) entre outros.
 
Entre os destaques, o sistema de som que a Peugeot batiza como “WIP Sound Hi-Fi”. Ele vem com alto-falantes da conceituada JBL. São seis alto-falantes com potência máxima 240W. A qualidade sonora realmente impressiona até os mais exigentes. O sistema ainda conta com ampla conectividade com: leitor de CD e MP3; conexão Bluetooth para viva-voz e música estéreo, entrada USB e comando satélite de som na coluna de direção. Aliás, uma das mudanças no facelift do RCZ, foi justamente a inclusão do sistema GPS. Idêntico ao oferecido no 308, tem uma tela retrátil no centro do painel Ela se abre automaticamente sempre que a partida é dada. E se fecha quando a chave é desligada. O moto rista também pode ajustar a melhor inclinação da tela, para melhor visualização. O senão desse sistema é o complicado método de entrada de dados, através de teclas cursoras. É preciso paciência para a inclusão de um endereço no GPS.
 
O RCZ também traz dois airbags frontais, dois airbags laterais, cintos de segurança de três pontos com limitadores de folga. Se necessário for, existem fixadores Isofix de três pontos de encaixe nos bancos traseiros para cadeiras de transporte de crianças realmente pequenas. Faz parte do pacote de segurança, o programa de estabilidade eletrônico.
 
Preço e mercado
 
Por se tratar de um veículo que onde o foco é a exclusividade, o RCZ está disponível em um único pacote de acabamento. O preço sugerido do RCZ é de R$ 150 mil. São apenas 3 cores disponíveis, sendo vermelho metálico, preto perolizado (mais R$ 1,7 mil) e branco perolizado (mais R$ 2,7 mil).
 
É fato que o RCZ não é um carro barato. E também o seu preço não faz jus ao desempenho. Entretanto, quando ele é comparado ao Audi TT ou Porsche Cayman, fica mais do que evidente a vantagem financeira do modelo da Peugeot. Então, para quem busca estilo e design, e se contenta com um desempenho razoável, o RCZ é uma boa escolha. O RCZ conta ainda com três anos de garantia total.

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