Revista Comprecar
Avaliação: Honda Civic Sport
A versão mais acessível e divertida do sedan campeão de vendas
Avaliação: Honda Civic Sport
10 de Abril de 2017

Que o Honda Civic é um sucesso de vendas, ninguém discute. Figurando há alguns anos nas posições mais altas da categoria (em volume de vendas), o sedan Civic é uma referência a ser seguida por muitos concorrentes diretos. Ainda mais quando o modelo chegou a sua décima geração em 2016, inovando bastante no design.
 
Ainda hoje, podemos afirmar que o Civic é dono do visual mais arrojado e esportivo da categoria. E o sucesso do Civic continua sendo sobre suas versões tradicionais EX e EXL (com motor Flex e câmbio CVT). E isso, ainda que na chegada da nova geração, a Honda tenha apresentado uma versão turbo (topo de linha) e outra versão mais acessível, com visual mais descolado (a Sport). Foco de nossa avaliação, trazemos o Civic Sport com câmbio manual de seis marchas e motor flex.
 
De cara, o que podemos dizer dessa versão Sport é o apelo “mais divertido” e despojado do sedan. Numa categoria de sedans médios onde o câmbio automático (ou similares) é quase onipresente, uma opção manual é coisa rara. E quando ela existe, geralmente vem numa versão pelada, e sem graça. Pois bem, é aqui que o Civic Sport faz alguma diferença. Sempre existe aquele cliente que gosta de dirigir de verdade. E o câmbio automático tira boa parte da diversão. Ainda que o Civic Sport seja econômico nos equipamentos, ele tem um visual mais interessante.
 
Visual diferente
 
O visual é o principal apelo do Honda Civic Sport. Comparado às versões EX, EXL e Touring, a Sport se diferencia pela grade dianteira pintada de preto brilhante e pelas rodas de 17 polegadas escurecidas. Outra diferença é a cabine predominantemente preta. Segundo a Honda, o Civic Sport atende os clientes que procuram por visual esportivo, vindos de outros carros da Honda ou até da concorrência.
 
Motor e câmbio
 
Como as versões EX e EXL, a Sport conta com motor aspirado 2.0 litros - 16V i-VTEC flex de até 155 cv à 6.300 rpm e 19.5kgfma 4.800 rpm (no etanol), herdado da antiga geração do Civic.
 
A versão Sport é a única da gama atual do Civic com câmbio manual de seis marchas. Existe também há opção de transmissão CVT (continuamente variável) que pode simular sete marchas, com trocas sequenciais nas borboletas atrás do volante.
 
A caixa manual dessa versão, antes disponível apenas na versão LXS 1.8, é a mesma do Civic 2016 e do HR-V, porém, com relação de marchas e diferencial mais longo. Fato interessante que essa caixa manual lembra bastante o câmbio que estava presente na versão mais apimentada do Civic, o Si (atualmente indisponível).
 
Dirigibilidade
 
Fato que o câmbio manual contribuiu para uma dirigibilidade mais esportiva, graças aos engates curtos e precisos da alavanca. Elogios também para as suspensões (multi-link na traseira) transmitindo muito controle e estabilidade. Também agrada a direção com assistência elétrica, que é bem direta aos comandos. O Civic Sport não é decepcionante, mas pode frustrar quem adotar o Si Coupé (com a combinação de motor 2.4 litros com 206 cv e câmbio manual de seis marchas) como parâmetro. De resto, o Civic Sport é exatamente igual a qualquer Civic. A posição de dirigir mais baixa do que os rivais agrada, mas falta personalidade a uma versão rotulada como esportiva.
 
Interior
 
Por dentro, a versão Sport é bastante sobrea. Não existem detalhes expressivos que o diferenciem do restante da gama, salvo o tom escuro. O Civic Sport é um pouco mais simples que as demais versões. As diferenças começam com os bancos revestidos de tecido no lugar do couro. Mas o padrão é de qualidade. O porta-malas é o já conhecido com capacidade de 519 litros, e um estepe de uso temporário, que não agrada muito.
 
Equipamentos
 
Por dentro, o pacote mais modesto do Sport traz o volante da versão EXL, porém sem o comando do volume do som sensível ao toque, que no caso aqui é substituído por um botão convencional. 
 
Embora equipado com o essencial, faltaram mais alguns itens: luzes de cortesia nos espelhos das viseiras e um retrovisor interno eletrocrômico. O carro também deixa de ter os repetidores de direção nos retrovisores, presente em outras versões do Civic.   
 
Na hora de estacionar, existe a câmera de ré que conta com três ângulos de visão para facilitar as manobras. E se a ideia for rodar economizando combustível, existe ainda a função Econ, que reprograma o sistema do motor para uma aceleração mais suave, mesmo se o motorista pisar mais forte no acelerador. Também muda o comportamento do ar-condicionado, para poupar combustível.
 
Mas nessa versão, ficou a decepção com a central multimídia simples demais, que não tem sequer uma tela touchscreen, ou recursos mais avaçados. Só tem o básico de conexão USB e Bluetooth.
 
Em segurança, a Sport é equipada com todos os itens das demais versões, como controle de estabilidade e tração, isofix, assistente de partida em rampas, luz diurna e lanternas em LED, entre outros.
 
Mercado
 
O Civic Sport é a versão de entrada da linha, que representa 24% do mix total de produção do modelo. Desse total, apenas entre 1% e 5% correspondem ao modelo com câmbio manual de seis marchas. Isso é exatamente para atender a um público específico, que quer assumir totalmente o controle do carro, e que gosta muito de dirigir.
 
Seu maior defeito aparece no preço. Por R$ 87.900 na versão com câmbio manual, o Civic Sport custa quase o mesmo que um Chevrolet Cruze LT, equipado com motor 1.4 turbo de 155 cv e câmbio automático de seis marchas. O Civic também fica em desvantagem diante do também turbinado VW Jetta 1.4 TSI Trendline, que custa R$ 80.740 com câmbio manual e R$ 86.430 se equipado com a transmissão automática Tiptronic de seis marchas. Na linha Civic, o motor turbo de 1,5 litro é exclusividade da versão Touring, vendida a elevados R$ 124.900.
 
Mas será que vale a pena o Civic Sport manual!? Isso é muito relativo. Se o cliente gosta do produto Honda, e quer a sensação de dirigir de verdade, o Civic Sport não vai decepcionar. O carro tem uma pegada interessante e divertida. Além disso, conta com a segurança da marca Honda, seja no pós-venda, ou ainda na manutenção do preço de revenda. O único porém, é o preço um pouco elevado.
 
Honda Civic Sport 2.0
Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V
Cilindrada: 1997 cm3
Combustível: flex
Potência: 150 cv a 6.300 rpm (g) e 155 cv a 6.300 rpm (e)
Torque: 19,3 kgfm a 4.700 rpm (g) e 19,5 kgfm a 4.800 rpm (e)
Câmbio: manual, seis marchas
Tração: dianteira
Suspensões: McPherson (d) e multi-link (t)
Direção: elétrica
Dimensões: 4,637 m (c), 1,798 m (l), 1,433 m (a)
Entre-eixos: 2,700 m
Pneus: 215/50 R17
Porta-malas: 525 litros
Tanque: 56 litros
Peso: 1.275 kg
0-100 km/h: cerca de 10 segundos (não oficial pela Honda)
Velocidade máxima: 200 km/h (medição aproximada)
Consumo cidade: 10,2 km/l (g) e 7,1 km/l (e)
Consumo estrada: 13,4 km/l (g) e 9,3 km/l (e)
Inmetro na categoria: A
Inmetro Classificação geral: B

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Avaliação: Honda Civic Sport

Avaliação: Honda Civic Sport

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

A versão mais acessível e divertida do sedan campeão de vendas

10 de Abril de 2017

Que o Honda Civic é um sucesso de vendas, ninguém discute. Figurando há alguns anos nas posições mais altas da categoria (em volume de vendas), o sedan Civic é uma referência a ser seguida por muitos concorrentes diretos. Ainda mais quando o modelo chegou a sua décima geração em 2016, inovando bastante no design.
 
Ainda hoje, podemos afirmar que o Civic é dono do visual mais arrojado e esportivo da categoria. E o sucesso do Civic continua sendo sobre suas versões tradicionais EX e EXL (com motor Flex e câmbio CVT). E isso, ainda que na chegada da nova geração, a Honda tenha apresentado uma versão turbo (topo de linha) e outra versão mais acessível, com visual mais descolado (a Sport). Foco de nossa avaliação, trazemos o Civic Sport com câmbio manual de seis marchas e motor flex.
 
De cara, o que podemos dizer dessa versão Sport é o apelo “mais divertido” e despojado do sedan. Numa categoria de sedans médios onde o câmbio automático (ou similares) é quase onipresente, uma opção manual é coisa rara. E quando ela existe, geralmente vem numa versão pelada, e sem graça. Pois bem, é aqui que o Civic Sport faz alguma diferença. Sempre existe aquele cliente que gosta de dirigir de verdade. E o câmbio automático tira boa parte da diversão. Ainda que o Civic Sport seja econômico nos equipamentos, ele tem um visual mais interessante.
 
Visual diferente
 
O visual é o principal apelo do Honda Civic Sport. Comparado às versões EX, EXL e Touring, a Sport se diferencia pela grade dianteira pintada de preto brilhante e pelas rodas de 17 polegadas escurecidas. Outra diferença é a cabine predominantemente preta. Segundo a Honda, o Civic Sport atende os clientes que procuram por visual esportivo, vindos de outros carros da Honda ou até da concorrência.
 
Motor e câmbio
 
Como as versões EX e EXL, a Sport conta com motor aspirado 2.0 litros - 16V i-VTEC flex de até 155 cv à 6.300 rpm e 19.5kgfma 4.800 rpm (no etanol), herdado da antiga geração do Civic.
 
A versão Sport é a única da gama atual do Civic com câmbio manual de seis marchas. Existe também há opção de transmissão CVT (continuamente variável) que pode simular sete marchas, com trocas sequenciais nas borboletas atrás do volante.
 
A caixa manual dessa versão, antes disponível apenas na versão LXS 1.8, é a mesma do Civic 2016 e do HR-V, porém, com relação de marchas e diferencial mais longo. Fato interessante que essa caixa manual lembra bastante o câmbio que estava presente na versão mais apimentada do Civic, o Si (atualmente indisponível).
 
Dirigibilidade
 
Fato que o câmbio manual contribuiu para uma dirigibilidade mais esportiva, graças aos engates curtos e precisos da alavanca. Elogios também para as suspensões (multi-link na traseira) transmitindo muito controle e estabilidade. Também agrada a direção com assistência elétrica, que é bem direta aos comandos. O Civic Sport não é decepcionante, mas pode frustrar quem adotar o Si Coupé (com a combinação de motor 2.4 litros com 206 cv e câmbio manual de seis marchas) como parâmetro. De resto, o Civic Sport é exatamente igual a qualquer Civic. A posição de dirigir mais baixa do que os rivais agrada, mas falta personalidade a uma versão rotulada como esportiva.
 
Interior
 
Por dentro, a versão Sport é bastante sobrea. Não existem detalhes expressivos que o diferenciem do restante da gama, salvo o tom escuro. O Civic Sport é um pouco mais simples que as demais versões. As diferenças começam com os bancos revestidos de tecido no lugar do couro. Mas o padrão é de qualidade. O porta-malas é o já conhecido com capacidade de 519 litros, e um estepe de uso temporário, que não agrada muito.
 
Equipamentos
 
Por dentro, o pacote mais modesto do Sport traz o volante da versão EXL, porém sem o comando do volume do som sensível ao toque, que no caso aqui é substituído por um botão convencional. 
 
Embora equipado com o essencial, faltaram mais alguns itens: luzes de cortesia nos espelhos das viseiras e um retrovisor interno eletrocrômico. O carro também deixa de ter os repetidores de direção nos retrovisores, presente em outras versões do Civic.   
 
Na hora de estacionar, existe a câmera de ré que conta com três ângulos de visão para facilitar as manobras. E se a ideia for rodar economizando combustível, existe ainda a função Econ, que reprograma o sistema do motor para uma aceleração mais suave, mesmo se o motorista pisar mais forte no acelerador. Também muda o comportamento do ar-condicionado, para poupar combustível.
 
Mas nessa versão, ficou a decepção com a central multimídia simples demais, que não tem sequer uma tela touchscreen, ou recursos mais avaçados. Só tem o básico de conexão USB e Bluetooth.
 
Em segurança, a Sport é equipada com todos os itens das demais versões, como controle de estabilidade e tração, isofix, assistente de partida em rampas, luz diurna e lanternas em LED, entre outros.
 
Mercado
 
O Civic Sport é a versão de entrada da linha, que representa 24% do mix total de produção do modelo. Desse total, apenas entre 1% e 5% correspondem ao modelo com câmbio manual de seis marchas. Isso é exatamente para atender a um público específico, que quer assumir totalmente o controle do carro, e que gosta muito de dirigir.
 
Seu maior defeito aparece no preço. Por R$ 87.900 na versão com câmbio manual, o Civic Sport custa quase o mesmo que um Chevrolet Cruze LT, equipado com motor 1.4 turbo de 155 cv e câmbio automático de seis marchas. O Civic também fica em desvantagem diante do também turbinado VW Jetta 1.4 TSI Trendline, que custa R$ 80.740 com câmbio manual e R$ 86.430 se equipado com a transmissão automática Tiptronic de seis marchas. Na linha Civic, o motor turbo de 1,5 litro é exclusividade da versão Touring, vendida a elevados R$ 124.900.
 
Mas será que vale a pena o Civic Sport manual!? Isso é muito relativo. Se o cliente gosta do produto Honda, e quer a sensação de dirigir de verdade, o Civic Sport não vai decepcionar. O carro tem uma pegada interessante e divertida. Além disso, conta com a segurança da marca Honda, seja no pós-venda, ou ainda na manutenção do preço de revenda. O único porém, é o preço um pouco elevado.
 
Honda Civic Sport 2.0
Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V
Cilindrada: 1997 cm3
Combustível: flex
Potência: 150 cv a 6.300 rpm (g) e 155 cv a 6.300 rpm (e)
Torque: 19,3 kgfm a 4.700 rpm (g) e 19,5 kgfm a 4.800 rpm (e)
Câmbio: manual, seis marchas
Tração: dianteira
Suspensões: McPherson (d) e multi-link (t)
Direção: elétrica
Dimensões: 4,637 m (c), 1,798 m (l), 1,433 m (a)
Entre-eixos: 2,700 m
Pneus: 215/50 R17
Porta-malas: 525 litros
Tanque: 56 litros
Peso: 1.275 kg
0-100 km/h: cerca de 10 segundos (não oficial pela Honda)
Velocidade máxima: 200 km/h (medição aproximada)
Consumo cidade: 10,2 km/l (g) e 7,1 km/l (e)
Consumo estrada: 13,4 km/l (g) e 9,3 km/l (e)
Inmetro na categoria: A
Inmetro Classificação geral: B

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Você sabia?

O primeiro automóvel produzido em série foi em 1908, Henry Ford constrói o Ford T e sua fabricação em série iniciou-se em 1º de outubro e foram vendidas 15 milhões de unidades entre 1908 e 1927. Tinha um motor de quatro cilindros de 20 cv de potência, fazia 5,5 km/l a 9 km/l de gasolina.