Revista Comprecar
Lavagem de carro a seco: uma questão de sobrevivência
Somente diante do colapso, o assunto passa a ser tratado com seriedade.
Lavagem de carro a seco: uma questão de sobrevivência
05 de Novembro de 2014

Por Jorge Augusto
Colaboração: DryWash

A lavagem de carro a seco não é nenhuma novidade. Inúmeros estacionamentos residenciais, comerciais, revendas de automóvel e até de grandes centros de compras contam com esse tipo de serviço, que surgiu em São Paulo em 1996. Atualmente, o método também conta com prestadores de serviços independentes, e está disponível para quem prefere lavar o seu próprio carro em casa, utilizando produtos oferecidos em embalagem doméstica.
 
Ainda assim, o tema da lavagem a seco vinha sendo tratado erroneamente por muitos, como um serviço de luxo, ou pouco acessível. E esse, talvez, tenha sido o maior equívoco de todos.
 
A crise no abastecimento de água, que atingiu o Estado de São Paulo em 2014, não é novidade para ninguém. Em algumas cidades do interior paulista, o problema ocorre desde o mês de fevereiro deste ano. Nesses municípios, a situação chegou num ponto tão grave que a população faz manifestações com a queima de ônibus e interdições de rodovias. Afinal, ficar mais de 30 dias sem uma única gota de água na torneira, realmente não é fácil.
 
E, por conta disso, vemos o aumento das campanhas que incentivam a economia e o uso racional da água. Mesmo que tardios, todos os gestos são válidos: banhos mais curtos, escovar os dentes com o uso de um copo d’água e não lavar calçadas são algumas das atividades que ajudam na economia de água.
 
Agora, será que as pessoas têm consciência de quantos litros de água são utilizados numa lavagem de carro? Em média, são inacreditáveis 300 litros. Para se ter uma ideia do desperdício, uma residência com cinco pessoas deveria consumir, segundo a ONU, no máximo 600 litros de água para suprir as necessidades básicas diárias.  
 
Aqui fica a pergunta: o que é mais importante? Lavar dois carros, ou permitir que uma família possa passar o dia tomando banho, fazendo comida e mantendo a higiene pessoal? A resposta é um tanto óbvia para qualquer pessoa de bom senso. Acontece que essa pergunta não precisava ser feita no período da abundância de água. Agora, ela precisa de respostas (e soluções) mais que urgentes!
 
O problema da água só tende a piorar com o tempo. A população sempre cresce, a indústria e a agricultura são grandes consumidores deste recurso, e o clima está cada vez mais seco e quente. Então, economizar água deixou de ser apenas “bonito” ou “politicamente correto” para ser vital à sociedade.
 
E o segmento de lava rápidos? 

O que pode parecer muito simples é, na verdade, uma questão altamente complexa. Alguém pode pensar: não vou mais lavar o carro! Pois bem, essa atitude é tão pouco prática, quanto difícil de acreditar que vingaria.
 
Manter o carro limpo também é uma questão de higiene. Ninguém gosta de viver numa casa suja, e com paredes descascando. O mesmo vale para o automóvel, que, para muitos, é o principal meio de transporte e um bem de importante valor.
 
Campanhas publicitárias que incitam as pessoas para deixarem de lavar o carro são ineficazes, e algumas vezes irresponsáveis, pois podem induzir a volta do desperdício quando as chuvas retornarem. Além do mais, podem interferir diretamente numa cadeia econômica considerável, pois é sabido que os lava rápidos são portas de entrada para muitos jovens no mercado profissional. Por isso, a DryWash lançou a campanha #lavoaseco (www.lavoaseco.com.br), que promove o desenvolvimento sustentável (pessoas, meio ambiente e lucro) também na limpeza de veículos.
 
Existem muitos estabelecimentos que há anos se preocupam com o aspecto social dessa atividade. Ainda assim, a atual conjuntura pode privilegiar o pequeno empreendedor, como também atrapalhar os trabalhadores de carteira assinada desses estabelecimentos.
 
Algumas empresas do setor estão optando pelo investimento na infraestrutura para reuso da água, que pode passar de R$ 200 mil. Isso é por si só uma barreira pelo valor de investimento e o tempo de adequação. É exigida obra civil e um espaço físico considerável, porém uma alternativa que deve ser incentivada e apoiada.
 
Neste sentido, podemos considerar que a partir do momento que a lavagem a seco se mostra economicamente viável, vale a pena se aprofundar no assunto e considerar esse meio como algo a favor desse segmento de prestação de serviço.
 
Além disso, deixar o carro sujo também cria problemas quanto à durabilidade da carroceria. No Brasil, o carro que deveria ser apenas um bem de consumo, como acontece em qualquer país desenvolvido é, na verdade, um patrimônio pessoal. Temos aqui os carros mais caros do mundo! Então, no Brasil, carro tem quase o preço de um apartamento. Será que os proprietários de seus carros vão querer ver o seu patrimônio prejudicado pela deterioração e falta de higiene? Mais uma vez, percebemos um impacto econômico importante.
 
E, pra piorar ainda mais as coisas, geralmente os lava rápidos que desperdiçam em média 300 litros de água por lavagem criam gigantesco passivo ambiental. A água usada, na grande maioria das vezes, acaba em galerias pluviais (e não na rede de esgoto). E essa água suja transporta uma série de solventes e compostos químicos que podem contaminar reservatórios de lençóis freáticos subterrâneos. Então, além de gastar água, ainda podem contaminar outras reservas deste recurso natural.

Lavagem a seco é a solução 

Pouca gente sabe que o processo de lavagem a seco, também conhecida como lavagem ecológica, não usa qualquer quantidade de água para lavar um carro. É inegável a economia de água desse processo. Além disso, o impacto ambiental é incrivelmente menor, pois não gera esgoto, uma vez que não usa água. Então, muito mais que um luxo, a lavagem a seco é uma solução, e necessidade imediata!
 
O único resíduo que sobra da lavagem a seco são os panos sujos. Esses podem ter vários tipos de destino, desde reciclagem até processos de lavagem adequados, onde os efluentes são devidamente tratados com baixo custo.
 
Com esse método, toda a economia da cadeia de profissionais envolvidos não é afetada. Além disso, o patrimônio investido num automóvel também fica protegido, evitando a desvalorização do bem.

Lavagem a seco é tudo igual? 

Assim como qualquer tipo de serviço, seja na área de alimentação, ensino ou utilidade pública, lavagem a seco não é “tudo igual”. Essa lavagem é um método explorado por diversos tipos de fornecedores. Além disso, é preciso atenção na aplicação da tecnologia.
 
O segredo da lavagem a seco está basicamente em duas coisas: nos produtos utilizados e na forma como o carro é lavado. É fundamental utilizar produto de qualidade comprovada, e da forma correta. Para isso, além de um treinamento adequado do profissional, os panos utilizados e a forma como é feita a limpeza interferem diretamente no resultado final. Assim, capacitação e metodologia são fundamentais para tudo dar certo.
 
Tecnologia 100% brasileira
 
A lavagem a seco foi inventada no Brasil, apesar de ser possível encontrar várias publicações que atribuem esta invenção a outros países, sendo que Estados Unidos é o mais citado. Na verdade, os primeiros experimentos ocorreram em 1995 no Brasil, e por um brasileiro. O desenvolvimento do produto foi finalizado em 1996, no mesmo ano que o paulistano Lito Rodriguez (sócio-fundador da DryWash), inventou e patenteou o produto. O mesmo fundou a DryWash, que além de pioneira, é a maior e mais reconhecida empresa do segmento, sendo que sua marca passou a ser sinônimo desta categoria. Esta conquista não foi à toa, porque o empreendedor sempre pensou em estratégias de longo prazo, investindo no desenvolvimento de pessoas, em novas tecnologias e melhores práticas de gestão. Este conceito de sustentabilidade se tornou referência nacional, e fez com que a sua empresa pensasse em tornar a lavagem a seco de fato inovadora, quando colocou em sua estratégia que a mesma fosse acessível a todo o mercado. Este talvez tenha sido o grande gol desta estratégia, pois se tivesse ficado apenas como franqueadora da marca e restrita a poucos empreendedores, estaria acessível apenas para este público. Não se pode negar que a marca é reconhecida pela maioria dos consumidores como pouco acessível, porém a estratégia de tornar disponível ao maior número de empreendedores e consumidores finais está fazendo com que a tecnologia seja de fato reconhecida como inovadora.

Lavagem a seco risca o carro?! 

Este é o primeiro questionamento de uma pessoa quando fica sabendo que é possível lavar um carro a seco. E a resposta direta é NÃO! Mas para isso, é preciso que a lavagem seja executada corretamente, assim como ocorre quando se utiliza água e produtos de qualidade como meio da lavagem. Nota-se que o importante na lavagem a seco é que o produto deve ser aplicado uniformemente na superfície suja, e queo pano também seja apropriado - algodão, viscose ou microfibra.. É importante que as pessoas interessadas no uso doméstico leiam atentamente as dicas que constam no rótulo do Lavagem a Seco DryWash, e ainda dediquem alguns minutos para assistir ao vídeo de demonstração disponível no website da DryWash. Para aqueles que pretendem prestar serviços nesse segmento, ou ainda aprimorar suas técnicas para uso pessoal, vale a pena investir no treinamento online que a empresa oferece ao mercado. Agora, se a ideia é empreender neste ramo, o indicado mesmo é que seja feito o treinamento completo, que é ministrado exclusivamente em sua loja-escola na capital paulista.
 
Lavar o carro a seco é mais caro?
 
A resposta direta é Não, quando considerada a comparação entre água tratada mais produtos químicos versus produto de lavagem a seco. Com uma simples conta, se considerarmos que um litro de produto de lavagem a seco, que é suficiente para lavar até quatro carros médios que estejam bem sujos, custa a partir de R$ 7,00 (em embalagens profissionais diretos da fábrica), podemos afirmar que de produto, são gastos R$ 1,75 por lavagem. É bom deixar claro que este é o custo apenas do produto lava a seco, e que devem ser considerados os custos com outros insumos, como por exemplo panos e produtos para acabamento (silicone gel, limpador multiuso, limpa vidros, entre outros). No varejo, o produto é encontrado por preços que variam entre R$ 14,00 e R$ 20,00, para uma embalagem de 600 ml, que são prometidos para lavar até três carros. Neste caso, o custo de produto por lavagem fica em média, R$ 5,50 por carro.
 
Fica claro, portanto, que o custo do produto não é o fator relevante para a composição de preços da prestação de serviços para o consumidor final. Num rápido exercício, se considerarmos o custo da água mais produto químico entre R$ 1,00 e R$ 1,50 por carro lavado versus R$ 1,75 a R$ 2,00 pelo mesmo carro lavado a seco, não seria este o motivo para que um ou outro modelo de negócio fosse considerado mais caro ou mais barato. Se considerarmos que em qualquer dos modelos a mão de obra é o maior custo, que varia de 30 a 50% do faturamento bruto; seguido dos impostos, que são os mesmos para os dois modelos aqui tratados, o custo dos produtos, seja no modelo com água ou sem água, representa bem menos que 10% do faturamento médio versus número de funcionários encontrados em ambos os segmentos.
 
O maior erro dos empreendedores desta atividade, que faz com que a maioria deles encerre suas atividades antes de completar um ano de vida, está naprecificação dos serviços prestados. Estas empresas desconsideram que os principais fatores que compõem o custo do serviço de lavagem a seco são a mão de obra, o aluguel e os impostos, assim como na lavagem utilizando água.
 
Nota-se que existem prestadores de serviços que oferecem um preço muito inferior ao praticado pelo mercado. Vale a pena observar se este prestador de serviços está regularizado e cumpre com as obrigações trabalhistas e sociais. Fique atento se este não é um fator preponderante para o menor preço cobrado por este tipo de serviço, visto que a mão de obra e impostos é, de fato, o que compõem o maior custo desta atividade. Fica a dica!
 
Como iniciar no segmento de lavagem ecológica
 
Até aqui, ficou bastante claro que a lavagem a seco pode ser uma enorme solução para economizar água. Além disso, pode ser um interessante início profissional para quem pensa em fundar um pequeno negócio. Os produtos tem valor bastante acessível, e sua utilização necessita de um treinamento relativamente simples.
 
Justamente por isso, a própria DryWash tem facilitado bastante a entrada de novos empreendedores no segmento de prestação de serviço móvel ou também conhecido como delivery. Para esse modelo de negócio, a empresa disponibiliza treinamento à distância (via internet) ou até mesmo presencial em algumas de suas unidades. Uma das unidades que oferece esse treinamento é a loja-escola no Shopping Iguatemi, em Campinas. O investimento inicial parte de R$ 299,00, que pode ser parcelado em até 10 vezes. A marca garante que o empreendedor pode retornar o investimento antes mesmo de pagar a primeira parcela do financiamento.
 
Os produtos para uso profissional e doméstico também podem ser comprados em sites de e-commerce, e para os amantes por limpar seu carro em casa, a marca promete para este ano disponibilizar os mesmos nas lojas do Walmart por todo o Brasil.
 
Conclusão
 
Não há muito a fazer sobre o problema da falta de chuvas. Mas existe muito a fazer para preservar a água. E está mais do que claro que desperdiçar este recurso não é a solução mais inteligente. A lavagem a seco é uma solução real, prática e viável comercialmente e operacionalmente, visto que está no mercado de forma sustentável há 20 anos. Além disso, é uma excelente oportunidade para os lava rápidos que já estão instalados. Pode ainda ser uma ótima alternativa para um pequeno negócio, que certamente será potencializado pelo momento altamente crítico da falta de água. Por fim, o processo ainda tem o seu lado social, incluindo pessoas que tiveram poucas oportunidades de trabalho, num sistema acessível e sustentável. Para mais informações sobre os serviços, treinamentos e produtos para lavagem a seco, visite o site da DryWash: www.drywash.com.br

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Lavagem de carro a seco: uma questão de sobrevivência
 

Lavagem de carro a seco: uma questão de sobrevivência

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Somente diante do colapso, o assunto passa a ser tratado com seriedade.

05 de Novembro de 2014

Por Jorge Augusto
Colaboração: DryWash

A lavagem de carro a seco não é nenhuma novidade. Inúmeros estacionamentos residenciais, comerciais, revendas de automóvel e até de grandes centros de compras contam com esse tipo de serviço, que surgiu em São Paulo em 1996. Atualmente, o método também conta com prestadores de serviços independentes, e está disponível para quem prefere lavar o seu próprio carro em casa, utilizando produtos oferecidos em embalagem doméstica.
 
Ainda assim, o tema da lavagem a seco vinha sendo tratado erroneamente por muitos, como um serviço de luxo, ou pouco acessível. E esse, talvez, tenha sido o maior equívoco de todos.
 
A crise no abastecimento de água, que atingiu o Estado de São Paulo em 2014, não é novidade para ninguém. Em algumas cidades do interior paulista, o problema ocorre desde o mês de fevereiro deste ano. Nesses municípios, a situação chegou num ponto tão grave que a população faz manifestações com a queima de ônibus e interdições de rodovias. Afinal, ficar mais de 30 dias sem uma única gota de água na torneira, realmente não é fácil.
 
E, por conta disso, vemos o aumento das campanhas que incentivam a economia e o uso racional da água. Mesmo que tardios, todos os gestos são válidos: banhos mais curtos, escovar os dentes com o uso de um copo d’água e não lavar calçadas são algumas das atividades que ajudam na economia de água.
 
Agora, será que as pessoas têm consciência de quantos litros de água são utilizados numa lavagem de carro? Em média, são inacreditáveis 300 litros. Para se ter uma ideia do desperdício, uma residência com cinco pessoas deveria consumir, segundo a ONU, no máximo 600 litros de água para suprir as necessidades básicas diárias.  
 
Aqui fica a pergunta: o que é mais importante? Lavar dois carros, ou permitir que uma família possa passar o dia tomando banho, fazendo comida e mantendo a higiene pessoal? A resposta é um tanto óbvia para qualquer pessoa de bom senso. Acontece que essa pergunta não precisava ser feita no período da abundância de água. Agora, ela precisa de respostas (e soluções) mais que urgentes!
 
O problema da água só tende a piorar com o tempo. A população sempre cresce, a indústria e a agricultura são grandes consumidores deste recurso, e o clima está cada vez mais seco e quente. Então, economizar água deixou de ser apenas “bonito” ou “politicamente correto” para ser vital à sociedade.
 
E o segmento de lava rápidos? 

O que pode parecer muito simples é, na verdade, uma questão altamente complexa. Alguém pode pensar: não vou mais lavar o carro! Pois bem, essa atitude é tão pouco prática, quanto difícil de acreditar que vingaria.
 
Manter o carro limpo também é uma questão de higiene. Ninguém gosta de viver numa casa suja, e com paredes descascando. O mesmo vale para o automóvel, que, para muitos, é o principal meio de transporte e um bem de importante valor.
 
Campanhas publicitárias que incitam as pessoas para deixarem de lavar o carro são ineficazes, e algumas vezes irresponsáveis, pois podem induzir a volta do desperdício quando as chuvas retornarem. Além do mais, podem interferir diretamente numa cadeia econômica considerável, pois é sabido que os lava rápidos são portas de entrada para muitos jovens no mercado profissional. Por isso, a DryWash lançou a campanha #lavoaseco (www.lavoaseco.com.br), que promove o desenvolvimento sustentável (pessoas, meio ambiente e lucro) também na limpeza de veículos.
 
Existem muitos estabelecimentos que há anos se preocupam com o aspecto social dessa atividade. Ainda assim, a atual conjuntura pode privilegiar o pequeno empreendedor, como também atrapalhar os trabalhadores de carteira assinada desses estabelecimentos.
 
Algumas empresas do setor estão optando pelo investimento na infraestrutura para reuso da água, que pode passar de R$ 200 mil. Isso é por si só uma barreira pelo valor de investimento e o tempo de adequação. É exigida obra civil e um espaço físico considerável, porém uma alternativa que deve ser incentivada e apoiada.
 
Neste sentido, podemos considerar que a partir do momento que a lavagem a seco se mostra economicamente viável, vale a pena se aprofundar no assunto e considerar esse meio como algo a favor desse segmento de prestação de serviço.
 
Além disso, deixar o carro sujo também cria problemas quanto à durabilidade da carroceria. No Brasil, o carro que deveria ser apenas um bem de consumo, como acontece em qualquer país desenvolvido é, na verdade, um patrimônio pessoal. Temos aqui os carros mais caros do mundo! Então, no Brasil, carro tem quase o preço de um apartamento. Será que os proprietários de seus carros vão querer ver o seu patrimônio prejudicado pela deterioração e falta de higiene? Mais uma vez, percebemos um impacto econômico importante.
 
E, pra piorar ainda mais as coisas, geralmente os lava rápidos que desperdiçam em média 300 litros de água por lavagem criam gigantesco passivo ambiental. A água usada, na grande maioria das vezes, acaba em galerias pluviais (e não na rede de esgoto). E essa água suja transporta uma série de solventes e compostos químicos que podem contaminar reservatórios de lençóis freáticos subterrâneos. Então, além de gastar água, ainda podem contaminar outras reservas deste recurso natural.

Lavagem a seco é a solução 

Pouca gente sabe que o processo de lavagem a seco, também conhecida como lavagem ecológica, não usa qualquer quantidade de água para lavar um carro. É inegável a economia de água desse processo. Além disso, o impacto ambiental é incrivelmente menor, pois não gera esgoto, uma vez que não usa água. Então, muito mais que um luxo, a lavagem a seco é uma solução, e necessidade imediata!
 
O único resíduo que sobra da lavagem a seco são os panos sujos. Esses podem ter vários tipos de destino, desde reciclagem até processos de lavagem adequados, onde os efluentes são devidamente tratados com baixo custo.
 
Com esse método, toda a economia da cadeia de profissionais envolvidos não é afetada. Além disso, o patrimônio investido num automóvel também fica protegido, evitando a desvalorização do bem.

Lavagem a seco é tudo igual? 

Assim como qualquer tipo de serviço, seja na área de alimentação, ensino ou utilidade pública, lavagem a seco não é “tudo igual”. Essa lavagem é um método explorado por diversos tipos de fornecedores. Além disso, é preciso atenção na aplicação da tecnologia.
 
O segredo da lavagem a seco está basicamente em duas coisas: nos produtos utilizados e na forma como o carro é lavado. É fundamental utilizar produto de qualidade comprovada, e da forma correta. Para isso, além de um treinamento adequado do profissional, os panos utilizados e a forma como é feita a limpeza interferem diretamente no resultado final. Assim, capacitação e metodologia são fundamentais para tudo dar certo.
 
Tecnologia 100% brasileira
 
A lavagem a seco foi inventada no Brasil, apesar de ser possível encontrar várias publicações que atribuem esta invenção a outros países, sendo que Estados Unidos é o mais citado. Na verdade, os primeiros experimentos ocorreram em 1995 no Brasil, e por um brasileiro. O desenvolvimento do produto foi finalizado em 1996, no mesmo ano que o paulistano Lito Rodriguez (sócio-fundador da DryWash), inventou e patenteou o produto. O mesmo fundou a DryWash, que além de pioneira, é a maior e mais reconhecida empresa do segmento, sendo que sua marca passou a ser sinônimo desta categoria. Esta conquista não foi à toa, porque o empreendedor sempre pensou em estratégias de longo prazo, investindo no desenvolvimento de pessoas, em novas tecnologias e melhores práticas de gestão. Este conceito de sustentabilidade se tornou referência nacional, e fez com que a sua empresa pensasse em tornar a lavagem a seco de fato inovadora, quando colocou em sua estratégia que a mesma fosse acessível a todo o mercado. Este talvez tenha sido o grande gol desta estratégia, pois se tivesse ficado apenas como franqueadora da marca e restrita a poucos empreendedores, estaria acessível apenas para este público. Não se pode negar que a marca é reconhecida pela maioria dos consumidores como pouco acessível, porém a estratégia de tornar disponível ao maior número de empreendedores e consumidores finais está fazendo com que a tecnologia seja de fato reconhecida como inovadora.

Lavagem a seco risca o carro?! 

Este é o primeiro questionamento de uma pessoa quando fica sabendo que é possível lavar um carro a seco. E a resposta direta é NÃO! Mas para isso, é preciso que a lavagem seja executada corretamente, assim como ocorre quando se utiliza água e produtos de qualidade como meio da lavagem. Nota-se que o importante na lavagem a seco é que o produto deve ser aplicado uniformemente na superfície suja, e queo pano também seja apropriado - algodão, viscose ou microfibra.. É importante que as pessoas interessadas no uso doméstico leiam atentamente as dicas que constam no rótulo do Lavagem a Seco DryWash, e ainda dediquem alguns minutos para assistir ao vídeo de demonstração disponível no website da DryWash. Para aqueles que pretendem prestar serviços nesse segmento, ou ainda aprimorar suas técnicas para uso pessoal, vale a pena investir no treinamento online que a empresa oferece ao mercado. Agora, se a ideia é empreender neste ramo, o indicado mesmo é que seja feito o treinamento completo, que é ministrado exclusivamente em sua loja-escola na capital paulista.
 
Lavar o carro a seco é mais caro?
 
A resposta direta é Não, quando considerada a comparação entre água tratada mais produtos químicos versus produto de lavagem a seco. Com uma simples conta, se considerarmos que um litro de produto de lavagem a seco, que é suficiente para lavar até quatro carros médios que estejam bem sujos, custa a partir de R$ 7,00 (em embalagens profissionais diretos da fábrica), podemos afirmar que de produto, são gastos R$ 1,75 por lavagem. É bom deixar claro que este é o custo apenas do produto lava a seco, e que devem ser considerados os custos com outros insumos, como por exemplo panos e produtos para acabamento (silicone gel, limpador multiuso, limpa vidros, entre outros). No varejo, o produto é encontrado por preços que variam entre R$ 14,00 e R$ 20,00, para uma embalagem de 600 ml, que são prometidos para lavar até três carros. Neste caso, o custo de produto por lavagem fica em média, R$ 5,50 por carro.
 
Fica claro, portanto, que o custo do produto não é o fator relevante para a composição de preços da prestação de serviços para o consumidor final. Num rápido exercício, se considerarmos o custo da água mais produto químico entre R$ 1,00 e R$ 1,50 por carro lavado versus R$ 1,75 a R$ 2,00 pelo mesmo carro lavado a seco, não seria este o motivo para que um ou outro modelo de negócio fosse considerado mais caro ou mais barato. Se considerarmos que em qualquer dos modelos a mão de obra é o maior custo, que varia de 30 a 50% do faturamento bruto; seguido dos impostos, que são os mesmos para os dois modelos aqui tratados, o custo dos produtos, seja no modelo com água ou sem água, representa bem menos que 10% do faturamento médio versus número de funcionários encontrados em ambos os segmentos.
 
O maior erro dos empreendedores desta atividade, que faz com que a maioria deles encerre suas atividades antes de completar um ano de vida, está naprecificação dos serviços prestados. Estas empresas desconsideram que os principais fatores que compõem o custo do serviço de lavagem a seco são a mão de obra, o aluguel e os impostos, assim como na lavagem utilizando água.
 
Nota-se que existem prestadores de serviços que oferecem um preço muito inferior ao praticado pelo mercado. Vale a pena observar se este prestador de serviços está regularizado e cumpre com as obrigações trabalhistas e sociais. Fique atento se este não é um fator preponderante para o menor preço cobrado por este tipo de serviço, visto que a mão de obra e impostos é, de fato, o que compõem o maior custo desta atividade. Fica a dica!
 
Como iniciar no segmento de lavagem ecológica
 
Até aqui, ficou bastante claro que a lavagem a seco pode ser uma enorme solução para economizar água. Além disso, pode ser um interessante início profissional para quem pensa em fundar um pequeno negócio. Os produtos tem valor bastante acessível, e sua utilização necessita de um treinamento relativamente simples.
 
Justamente por isso, a própria DryWash tem facilitado bastante a entrada de novos empreendedores no segmento de prestação de serviço móvel ou também conhecido como delivery. Para esse modelo de negócio, a empresa disponibiliza treinamento à distância (via internet) ou até mesmo presencial em algumas de suas unidades. Uma das unidades que oferece esse treinamento é a loja-escola no Shopping Iguatemi, em Campinas. O investimento inicial parte de R$ 299,00, que pode ser parcelado em até 10 vezes. A marca garante que o empreendedor pode retornar o investimento antes mesmo de pagar a primeira parcela do financiamento.
 
Os produtos para uso profissional e doméstico também podem ser comprados em sites de e-commerce, e para os amantes por limpar seu carro em casa, a marca promete para este ano disponibilizar os mesmos nas lojas do Walmart por todo o Brasil.
 
Conclusão
 
Não há muito a fazer sobre o problema da falta de chuvas. Mas existe muito a fazer para preservar a água. E está mais do que claro que desperdiçar este recurso não é a solução mais inteligente. A lavagem a seco é uma solução real, prática e viável comercialmente e operacionalmente, visto que está no mercado de forma sustentável há 20 anos. Além disso, é uma excelente oportunidade para os lava rápidos que já estão instalados. Pode ainda ser uma ótima alternativa para um pequeno negócio, que certamente será potencializado pelo momento altamente crítico da falta de água. Por fim, o processo ainda tem o seu lado social, incluindo pessoas que tiveram poucas oportunidades de trabalho, num sistema acessível e sustentável. Para mais informações sobre os serviços, treinamentos e produtos para lavagem a seco, visite o site da DryWash: www.drywash.com.br

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