Revista Comprecar
O histórico Ford Corcel e Corcel II
Lançado em 1968 modelo marcou época no Brasil
O histórico Ford Corcel e Corcel II
17 de Novembro de 2016

A história desse sedan começa em 1967 quando a Ford adquiriu o controle acionário da Willys Overland do Brasil. Na oportunidade a empresa estava desenvolvendo um projeto em parceria com a Renault: tratava-se do projeto "M". Esse projeto deu origem ao Renault 12 na França e, com uma carroceria diferente, ao Corcel no Brasil.
 
Lançado inicialmente em 1968 como um sedan de 4 portas, e a seguir como um coupé em 1969, o carro foi bem aceito. O espaço interno e o acabamento chamavam a atenção, e as inovações mecânicas eram muitas, bem mais do que as de seu concorrente direto, o Volkswagen 1600 TL.
 
Um ano depois do lançamento, em 1969 a Ford percebeu a oportunidade de ampliar a família e se aproximar do público que sonhava com mais esportividade. O primeiro Corcel GT era mais aparência do que esportividade (teto revestido em vinil e uma faixa no centro do capô e uma na lateral) o moto r era o quatro cilindros 1.3 litro com carburador Solex de corpo duplo; novos coletores de admissão e escape elevavam a potência do moto r de 68 para 80 cv. A aceleração e a velocidade máxima aumentaram um pouco, 0 a 100 km/h era feito em 18 segundos, com 138,53 km/h, em testes de época nas mãos do piloto Emerson Fittipaldi em Interlagos este mesmo Corcel atingiu velocidades superiores a 142 km/h. O moto r mais potente só viria no final de 1971, um 1.4 e 85 cv, dando um melhor desempenho.
 
A fábrica fez algumas alterações na aparência geral do carro em 1973, deixando-o um pouco parecido com o Ford Maverick. Os moto res passaram a ser o 1.4 usado na linha GT, conhecido como moto r XP. Em 1975 o design era novamente retocado, aumentando a semelhança com o Maverick, sobretudo na traseira. Um novo componente se adicionava a família, o LDO, com acabamento interno luxuoso e teto revestido de vinil.
 
Até 1977, este modelo foi recebendo retoques no acabamento, conservando a mesma aparência, até o lançamento da linha 1978 - era o Corcel II, basicamente com a mesma mecânica porém com uma carroceria totalmente remodelada, que em nada lembrava o modelo anterior.
 
A segunda fase com o Corcel II
 
No final de 1977 chegava às ruas o novo modelo Corcel II. A carroceria era totalmente nova, com linhas mais retas e modernas. Os faróis e as lanternas traseiras, seguindo uma tendência da época, eram retangulares e envolventes. A grade possuía desenho aerodinâmico das lâminas, em que a entrada de ar era mais intensa em baixas velocidades que em altas. O novo carro parecia maior, mas não era. A traseira tinha uma queda suave, lembrando um fastback.
 
Um fato interessante no Corcel II era a ventilação dinâmica, que dispensava a ventilação forçada. O Corcel II veio com o mesmo moto r do Corcel I 1.4, só que com a potência limitada. O Corcel anterior com o mesmo moto r de 1.4 litro rendia 85 cv e superava muitos carros da época, já o Corcel II veio com o 1.4 litro de 72 cv. Assim, o Corcel II era muito pesado para usar o 1.4, em função disso tinha um desempenho muito modesto (0 a 100 km/h em 20,9 segundos e 135 km/h de velocidade máxima) em relação ao antigo Corcel. Porém, a segurança, a estabilidade e nível de ruído, eram superiores em relação ao modelo anterior.
 
Os concorrentes do Corcel II na época eram o Volkswagen Passat e o Dodge Polara, ambos veículos médios. Ofereciam desempenho semelhantes ao do Corcel, mas o carro da Ford era mais econômico, moderno e tinha interior mais confortável.
 
Em 1980, a Ford lançou como opcional para o Corcel II o moto r de 1.6 (1555 cm³) com câmbio de 4 marchas com relações mais longas e 90 cv de potência bruta. O Corcel II passou a andar um pouco mais rápido, fazia de 0 a 100 km/h em medianos 17 segundos e a velocidade máxima passava a ser de 148 km/h, o suficiente para andar junto do seu concorrente mais próximo, o Passat 1500, porém muito atrás da versão 1600 (1.6).
 
As versões oferecidas eram Corcel II básica; L e a luxuosa LDO, com interior totalmente acarpetado e painel com aplicações em imitação de madeira; e a GT, que se distinguia pelo volante esportivo de três raios, aro acolchoado em preto e pequeno conta-giros no painel (nenhuma outra possuía). A versão esportiva tinha 4 cv a mais, que não faziam muita diferença. Contava ainda com faróis auxiliares e pneus radiais. As rodas tinham fundo preto e sobre-aro cromado.
 
Para o ano de 1979 ele ganharia embreagem eletromagnética do ventilador de série (era opcional no modelo 1978), piscas dianteiros brancos, lanternas traseiras onduladas e o spoiler. Em 1980, os pára-choques ganhariam ponteiras plásticas e em 1981, lanternas traseiras com frisos pretos e um friso prata que envolvia os faróis e a grade, pintado.
 
Em 1983, a Ford promoveu modificações no moto r 1.6 o qual denominou de CHT (sigla de "Compund High Turbulence"), cuja potência líquida na versão a álcool chegava a 73 cv, dando um fôlego extra ao Corcel, que chegava aos 150 km/h de velocidade máxima e atingia os 100 km/h em 16 segundos. Juntamente, a Ford lançou a versão 1.3 do CHT para o Corcel, que, com a potência líquida de 62 cv, atingia modestos 143 km/h de velocidade máxima, e chegava aos 100 km/h em 20 segundos. Porém, o fim do Corcel começou a ser desenhado com a chegada, no Brasil, do Ford Escort que, mesmo trazendo os mesmos moto res CHT, possuía desempenho e consumo melhores que o do Corcel, além de ser um projeto mais moderno, com moto r transversal.
 
Em 1985 sofre sua última remodelação, que deixa o modelo com a frente igual a do Del Rey remodelado. (lançado em 1981 e ao qual deu origem) e alguns retoques estilísticos, além de perder a expressão "II" do nome. Mesmo com a melhora de performance da versão 1.6 e com o aumento da gama de opções, o Corcel se tornava obsoleto diante da concorrência que oferecia carros como o Chevrolet Monza, por exemplo, lançado em 1982 que, mesmo com desempenho semelhante na versão com moto r 1.6, era um carro mais atual. Este modelo do Corcel II existiu até o ano de 1986, quando foi encerrada sua produção.

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O histórico Ford Corcel e Corcel II
 

O histórico Ford Corcel e Corcel II

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Lançado em 1968 modelo marcou época no Brasil

17 de Novembro de 2016

A história desse sedan começa em 1967 quando a Ford adquiriu o controle acionário da Willys Overland do Brasil. Na oportunidade a empresa estava desenvolvendo um projeto em parceria com a Renault: tratava-se do projeto "M". Esse projeto deu origem ao Renault 12 na França e, com uma carroceria diferente, ao Corcel no Brasil.
 
Lançado inicialmente em 1968 como um sedan de 4 portas, e a seguir como um coupé em 1969, o carro foi bem aceito. O espaço interno e o acabamento chamavam a atenção, e as inovações mecânicas eram muitas, bem mais do que as de seu concorrente direto, o Volkswagen 1600 TL.
 
Um ano depois do lançamento, em 1969 a Ford percebeu a oportunidade de ampliar a família e se aproximar do público que sonhava com mais esportividade. O primeiro Corcel GT era mais aparência do que esportividade (teto revestido em vinil e uma faixa no centro do capô e uma na lateral) o moto r era o quatro cilindros 1.3 litro com carburador Solex de corpo duplo; novos coletores de admissão e escape elevavam a potência do moto r de 68 para 80 cv. A aceleração e a velocidade máxima aumentaram um pouco, 0 a 100 km/h era feito em 18 segundos, com 138,53 km/h, em testes de época nas mãos do piloto Emerson Fittipaldi em Interlagos este mesmo Corcel atingiu velocidades superiores a 142 km/h. O moto r mais potente só viria no final de 1971, um 1.4 e 85 cv, dando um melhor desempenho.
 
A fábrica fez algumas alterações na aparência geral do carro em 1973, deixando-o um pouco parecido com o Ford Maverick. Os moto res passaram a ser o 1.4 usado na linha GT, conhecido como moto r XP. Em 1975 o design era novamente retocado, aumentando a semelhança com o Maverick, sobretudo na traseira. Um novo componente se adicionava a família, o LDO, com acabamento interno luxuoso e teto revestido de vinil.
 
Até 1977, este modelo foi recebendo retoques no acabamento, conservando a mesma aparência, até o lançamento da linha 1978 - era o Corcel II, basicamente com a mesma mecânica porém com uma carroceria totalmente remodelada, que em nada lembrava o modelo anterior.
 
A segunda fase com o Corcel II
 
No final de 1977 chegava às ruas o novo modelo Corcel II. A carroceria era totalmente nova, com linhas mais retas e modernas. Os faróis e as lanternas traseiras, seguindo uma tendência da época, eram retangulares e envolventes. A grade possuía desenho aerodinâmico das lâminas, em que a entrada de ar era mais intensa em baixas velocidades que em altas. O novo carro parecia maior, mas não era. A traseira tinha uma queda suave, lembrando um fastback.
 
Um fato interessante no Corcel II era a ventilação dinâmica, que dispensava a ventilação forçada. O Corcel II veio com o mesmo moto r do Corcel I 1.4, só que com a potência limitada. O Corcel anterior com o mesmo moto r de 1.4 litro rendia 85 cv e superava muitos carros da época, já o Corcel II veio com o 1.4 litro de 72 cv. Assim, o Corcel II era muito pesado para usar o 1.4, em função disso tinha um desempenho muito modesto (0 a 100 km/h em 20,9 segundos e 135 km/h de velocidade máxima) em relação ao antigo Corcel. Porém, a segurança, a estabilidade e nível de ruído, eram superiores em relação ao modelo anterior.
 
Os concorrentes do Corcel II na época eram o Volkswagen Passat e o Dodge Polara, ambos veículos médios. Ofereciam desempenho semelhantes ao do Corcel, mas o carro da Ford era mais econômico, moderno e tinha interior mais confortável.
 
Em 1980, a Ford lançou como opcional para o Corcel II o moto r de 1.6 (1555 cm³) com câmbio de 4 marchas com relações mais longas e 90 cv de potência bruta. O Corcel II passou a andar um pouco mais rápido, fazia de 0 a 100 km/h em medianos 17 segundos e a velocidade máxima passava a ser de 148 km/h, o suficiente para andar junto do seu concorrente mais próximo, o Passat 1500, porém muito atrás da versão 1600 (1.6).
 
As versões oferecidas eram Corcel II básica; L e a luxuosa LDO, com interior totalmente acarpetado e painel com aplicações em imitação de madeira; e a GT, que se distinguia pelo volante esportivo de três raios, aro acolchoado em preto e pequeno conta-giros no painel (nenhuma outra possuía). A versão esportiva tinha 4 cv a mais, que não faziam muita diferença. Contava ainda com faróis auxiliares e pneus radiais. As rodas tinham fundo preto e sobre-aro cromado.
 
Para o ano de 1979 ele ganharia embreagem eletromagnética do ventilador de série (era opcional no modelo 1978), piscas dianteiros brancos, lanternas traseiras onduladas e o spoiler. Em 1980, os pára-choques ganhariam ponteiras plásticas e em 1981, lanternas traseiras com frisos pretos e um friso prata que envolvia os faróis e a grade, pintado.
 
Em 1983, a Ford promoveu modificações no moto r 1.6 o qual denominou de CHT (sigla de "Compund High Turbulence"), cuja potência líquida na versão a álcool chegava a 73 cv, dando um fôlego extra ao Corcel, que chegava aos 150 km/h de velocidade máxima e atingia os 100 km/h em 16 segundos. Juntamente, a Ford lançou a versão 1.3 do CHT para o Corcel, que, com a potência líquida de 62 cv, atingia modestos 143 km/h de velocidade máxima, e chegava aos 100 km/h em 20 segundos. Porém, o fim do Corcel começou a ser desenhado com a chegada, no Brasil, do Ford Escort que, mesmo trazendo os mesmos moto res CHT, possuía desempenho e consumo melhores que o do Corcel, além de ser um projeto mais moderno, com moto r transversal.
 
Em 1985 sofre sua última remodelação, que deixa o modelo com a frente igual a do Del Rey remodelado. (lançado em 1981 e ao qual deu origem) e alguns retoques estilísticos, além de perder a expressão "II" do nome. Mesmo com a melhora de performance da versão 1.6 e com o aumento da gama de opções, o Corcel se tornava obsoleto diante da concorrência que oferecia carros como o Chevrolet Monza, por exemplo, lançado em 1982 que, mesmo com desempenho semelhante na versão com moto r 1.6, era um carro mais atual. Este modelo do Corcel II existiu até o ano de 1986, quando foi encerrada sua produção.

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