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Programa de Etiquetagem veicular do Inmetro muda em 2018

Programa de Etiquetagem veicular do Inmetro muda em 2018

Tabela será mais rigorosa, e muitos carros mudam de letra com novo critério

Pouca gente prestou atenção, mas o Inmetro alterou a classificação de eficiência energética dos veículos vendidos no Brasil. A mudança de critério no Programa de Etiquetagem Veicular para 2018, considera um novo nível de MJ/km em cada nível de eficiência na classificação dos modelos. O MJ refere-se ao Mega Joule (unidade de energia absoluta) que cada carro consome por km rodado. É algo parecido ao kW/h dos medidores de luz que temos nas residências. Só que no caso dos carros, a referência está no km rodado.
 
A tabela do PBEV (Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular) traz diversos dados relativos à consumo e emissão dos automóveis. Assim como já acontece há bastante tempo com os eletrodomésticos (desde 1984) que tem seu consumo medido e uma letra atribuída de acordo com sua eficiência, nos automóveis essa avaliação começou em 2009.
 
No caso dos carros são aferidos os consumos urbano e rodoviário, com gasolina e/ou etanol além de números de emissão como:  CO2 (dióxido de carbono), CO (monóxido de carbono), NOx (número de oxidação), NMHC (hidrocarbonetos não-metano) e redução relativa ao limite.
 
Desde que o programa começou em 2009 até hoje, os carros melhoraram consideravelmente os níveis de consumo e, por isso, muitos modelos passaram a se enquadrar dentro da categoria A. Assim, foi necessário rever a classificação das faixas de consumo para que sejam mais coerentes e úteis para o consumidor.
 
Até 2017, para que um automóvel tivesse classificação A, era necessário um consumo absoluto de 1,76 MJ/km ou menos. Porém, desde janeiro de 2018, para modelo obter nota A precisa ter um consumo de até 1,53 MJ/km.
 
Houve readequação em todas as faixas de consumo, e no geral ficou mais difícil para um modelo obter uma nota melhor. Por exemplo, muitos modelos que tinham nota A, vão perder essa classificação.
 
Confira a classificação antiga e a nova de acordo com o consumo energético:
 
Classificação até 2017
 
Nota A – Até 1,76 MJ/km.
Nota B – De 1,77 a 1,84 MJ/km.
Nota C – De 1,85 a 1,90 MJ/km.
Nota D – De 1,91 a 2,00 MJ/km.
Nota E – Acima 2,01 MJ/km.
 
Classificação a partir de 2018
 
Nota A – Até 1,53 MJ/km.
Nota B – De 1,54 a 1,66 MJ/km.
Nota C – De 1,67 a 1,83 MJ/km.
Nota D – De 1,84 a 2,06 MJ/km.
Nota E – Acima de 2,07 MJ/km.
 
Assim como acontece no Latin´NCap que de tempos em tempos deixar o critério mais rigoroso nos testes de segurança, o INMETRO faz o mesmo para que os fabricantes busquem melhor eficiência de seus veículos.
 
É importante dizer que a tabela oficial do PBEV 2018, ainda NÃO foi divulgada pelo instituto, nem no site oficial, e nem no APP disponível para smartphones. Assim, as letras anteriormente divulgadas, não são mais válidas para o ano de 2018. Porém, veículos modelos 2018 lançados esse ano, como Volkswagen Virtus, já estão trazendo a nova etiqueta com a informação correta, afixada no para-brisa do veículo. É importante observar nas concessionárias, se a etiqueta informa o ano 2018, para saber se a classificação já está atualizada no veículo.
 
Antes da nova classificação, aproximadamente 40 modelos recebiam nota A, a partir da nova classificação, pouco mais de 15 modelos vão continuar recebendo nota A. Confira a lista dos modelos mais econômicos a venda que vão continuar recebendo nota A:
 
Toyota Prius (híbrido) – 1,15 MJ/km
Ford Fusion (híbrido) – 1,31 MJ/km
Volvo XC90 (híbrido) – 1,36 MJ/km
Peugeot 208 1.2 – 1,39 MJ/km
Renault Kwid – 1,39 MJ/km
VW Up TSI – 1,40 MJ/km
Lexus CT 200h (híbrido) – 1,41 MJ/km
Citroën C3 1.2 – 1,42 MJ/km
Fiat Mobi GSR – 1,43 MJ/km
Fiat Argo 1.0 – 1,45 MJ/km
Fiat Mobi Drive – 1,45 MJ/km
Renault Logan 1.0 – 1,50 MJ/km
Ford Ka 1.0 – 1,51 MJ/km
Prisma 1.0 – 1,52 MJ/km
Renault Sandero 1.0 – 1,52 MJ/km
Fiat Uno 1.0 – 1,52 MJ/km
Fiat Mobi 1.0 8v – 1,52 MJ/km
VW Voyage 1.0 – 1,53 MJ/km