Revista Comprecar
Avaliação: Volkswagen Jetta TSi
O campeão entre os originais, preparados e super-preparados!
Avaliação: Volkswagen Jetta TSi
04 de Agosto de 2014

Por Jorge Augusto
Fotos: Marcelo Alexandre

Nessa matéria vamos abordar as características que fazem o Volkswagen Jetta TSi, um dos carros mais cobiçados por aqueles que enxergam a “alta performance” como ponto principal, na hora de comprar o novo carro. Outro fator de destaque é o excelente custo-benefício do modelo. Afinal, para se igualar a performance do Jetta TSi, o cliente precisa desembolsar quase 20% a mais de dinheiro, num veículo da concorrência.
 
Mas antes, uma consideração importante. Existem atualmente dois tipos bem diferentes de Jetta no mercado brasileiro. Um é o puro sangue turbo, com performance que assusta qualquer típico cliente de sedan médio. O outro é o Jetta verdadeiro “manco”. Esse é o Jetta de entrada, com um moto r 2 litros – 8 válvulas flex. Esse moto r é tão fraco, que carros de categoria inferior e com cilindrada menor, conseguem entregar mais potência!
 
É importante ressaltar isso, pois os dois carros são incrivelmente parecidos e podem trazer grande parte dos mesmos equipamentos e acessórios. E o que cria ainda mais confusão, é que ambos os carros estão equipados com moto res de 2 litros e câmbios de 6 marchas. Mas, algumas importantes diferenças, criam um verdadeiro abismo entre as duas versões, sendo a Flex mais “devagar” da categoria, enquanto a versão turbo à gasolina não tem concorrente para se igualar no quesito desempenho.
 
Como nosso foco é o Jetta “puro-sangue”, vamos falar dela. Esse Jetta vem equipado com um moto r 2 litros turbo-alimentado associado a um eficiente e moderno câmbio robotizado de dupla embreagem (muitos confundem com automático) que a Volkswagen chama de DSG.
 

A história do Jetta TSi


 
Antes do Jetta chegar a essa atual segunda geração no Brasil, ele teve um antecessor por aqui. Essa geração anterior era um carro à frente de seu tempo, e de seus concorrentes diretos. Aliás, o carro era tão bom (e caro) na época, que a Volkswagen nunca conseguiu “emplacar” o carro pra valer em vendas. Inicialmente, essa primeira geração do Jetta chegou ao Brasil com um sofisticado moto r de 5 cilindros – 2,5 litros de aspiração natural, com potência máxima de 150 cavalos. Não demorou muito, a Volkswagen deu um upgrade no carro, subindo a potência para 170 cavalos. A primeira geração do Jetta no Brasil estava equipada com câmbio automático de 6 marchas.
 
A parte complicada (e confusa) da história do Jetta
 
O que a Volkswagen nunca contou claramente, é que Jetta e Bora, sempre foram sedans derivados do conhecidíssimo Golf. Porem, em gerações diferentes. Ocorre que o nosso penúltimo Golf (que era vendido antes desse Golf atual que temos agora) era a extinta geração IV do Golf europeu. E o que nós chamávamos aqui no Brasil de Bora, era nada menos que a geração IV do Golf sedan europeu, ou ainda o carro que era conhecido como Jetta , nos Estados Unidos.Complicando um pouco mais, a nossa primeira geração do Jetta , era nada menos que a geração V do Golf sedan europeu, e que também já esta extinta por lá.
 
Entendida essa bagunça de gerações do Golf sedan, que usou nomes diferentes no mercado europeu e americano, chegamos ao nosso Jetta atual, vendido no Brasil, com uma plataforma evoluída, em relação ao Golf VI europeu. Esse projeto foi desenvolvido pela Volkswangen com o principal objetivo de combater o Honda Civic, tanto nos EUA, como eu outros mercados. E esse é o caso do Brasil também. A título de curiosidade, a Jetta Variant vendida por aqui, é na verdade o Golf Variant europeu de sexta geração, comercializado na Europa.
 
Quando a atual geração do Jetta chegou ao Brasil no final de 2011, ele aposentou de uma só vez o sedan Bora, e substituiu a primeira geração do Jetta , por aqui. E a Volkswagen montou uma estratégia ousada. Pegou um mesmo carro, e o disponibilizou em duas versões bem diferentes.
 
Jetta segunda geração (no Brasil)
 
O Jetta está disponível no mercado brasileiro com duas opções de moto r, distribuídas em três configurações, sendo: Comfortline equipada com moto r flex, disponível com câmbio manual de 5 marchas e automático de 6 marchas e a Highline topo de linha, com moto r turbo e câmbio DSG de seis marchas.
 
O Jetta é um carro relativamente grande (4,64m de comprimento) e de linhas sóbrias. Aliás, a única coisa mais expressiva, por fora, esta na dianteira com os faróis de visual incisivo. Esse desenho esta alinhado com a atual identidade da Volkswagen, que chegou ao Brasil com a reestilização do compacto Fox. Na traseira, as lanternas tem desenho horizontal, e que muitos acham discretas demais para um carro que procura ser representativo.
 
Interior
 
Não importando qual das versões, o interior do Jetta é praticamente o mesmo. Ele faz uso de plásticos duros com precisão na montagem e acabamento, sem folgas. O espaço interno é generoso, sobretudo para as pernas e cabeça no banco traseiro. Também , com um entreeixos de 2,65 m, o resultado só poderia ser esse. Os passageiros que viajam no banco de trás ainda contam com alguns mimos. O fim do console central que fica entra os bancos dianteiros, trás comando elétrico de abertura e fechamento de todas as portas. E ao lado, uma tomada de 12 volts. Na ausência do quinto passageiro pode-se utilizar um descansa-braço braço central, que inclui dois porta-copos. O porta-malas, que figura entre os maiores da categoria, tem 510 litros de capacidade e só peca pelos braços que invadem o compartimento e roubam espaço das bagagens.
 
Equipamentos
 
Desde a versão Comfortline, o Jetta é um carro bem equipado. De fábrica, ele vem com 4 air-bags (frontais e laterais dianteiros), freio ABS, ar-condicionado, alarme, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos laterais com controle elétrico e rodas de 16 polegadas. Os opcionais ficam por conta do rádio com sistema de navegação, forração em couro dos bancos, ar-condicionado automático de dupla zona, volante multifuncional, regulador de velocidade, sensor de chuva, função Coming & Leaving Home de acionamento dos faróis, teto-solar e espelho retrovisor interno eletrocrômico.
 
A versão Highline traz de serie, praticamente todos os opcionais da versão Comfortline. Um dos poucos diferenciais está no controle eletrônico de estabilidade ESP e as rodas de liga com 17 polegadas. Entre os pouquíssimos opcionais da versão topo de linha estão o rádio com navegador GPS, teto-solar, banco do moto rista com ajuste elétrico (sem memória), forração dos bancos em couro e faróis com sistema bixenon.
 
Powertrain ( moto r e câmbio)
 
E o nosso foco é justamente a versão Highline do Jetta , também conhecida por TSi. Essa vem equipada com um moto r à gasolina, 2,0 litros – 16 válvulas turbo alimentado e injeção direta de combustível. Já tivemos um moto r com 200 cavalos. Mas os Jetta s TSi vendidos hoje, já estão vindo com moto r de 211 cavalos. Junto com esse potente moto r, está um eficientíssimo câmbio robotizado de dupla embreagem de seis marchas.
 
O resultado dessa combinação é um Jetta que vai de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 segundos e tem velocidade máxima de impressionantes 238 km/h. E pode acreditar que ele chega nessa máxima. Aliás, o Jetta Highline é o carro que traz o melhor ajuste desse moto r, em toda a família VW no Brasil. Alguns outros carros da marca utilizam esse moto r, e outros, o mesmo câmbio também. Entre aqueles que têm o mesmo moto r estão o Tiguan, Passat, Passat Variant e Novo Fusca. E os que usam o mesmo câmbio, temos o Passat, Passat Variant e Novo Fusca. A VW parece ter feito um milagre tecnológico no Jetta Highline, pois até o Novo Fusca que é um carro menor e mais leve, não consegue fazer melhor, com uma aceleração de 0 à 100 km/h em 7,5 segundos e máxima de 225 km/h.
 
Assim, o Jetta Tsi é um carro que “anda” demais. E vários modelos de marcas premium como BMW , Audi e Mercedes são obrigados a dar passagem ao Jetta , quando o assunto é desempenho.
 
A “obra de arte” do DSG
 
Mas boa parte desse sucesso se deve ao diferenciado câmbio robotizado de seis marchas. Inicialmente, essa transmissão foi concebida para as pistas de corrida, equipando veículos como o Audi Quattro. A sigla DSG, provêm de "Direct Shift Gearbox". Esta inovadora caixa de câmbio incorpora uma embreagem dupla, e foi estreada primeiramente nas ruas no Audi TT 3.2 e por um curto espaço de tempo, no Golf IV R32.
 
A transmissão desenvolvida pela Borg Warner foi concebida de acordo com as exigências dos clientes europeus, privilegiando a condução esportiva e o baixo consumo de combustível. Em relação aos câmbios automáticos convencionais, o câmbio DSG apresenta uma grande diferença: a não utilização de conversor de torque. Por isso dizemos que ele é um câmbio robotizado, é não automático!
 
A transmissão DSG supera a manual em diversos aspectos: economia de combustível, desempenho, rapidez nas trocas de marcas, facilidade de utilização e conforto ao dirigir. Ela constitui a verdadeira alternativa para os moto ristas que preferiam caixas manuais, pois o sistema DSG não apresenta desvantagens em termos de economia de combustível, como acontece em um câmbio automático com conversor de torque. Ela ainda permite valores melhores nas acelerações e trocas suaves, equivalente aos melhores câmbios automáticos convencionais. Também oferece a vantagem adicional da utilização em modo manual, através do sistema sequencial, pela manopla de câmbio ou borboletas atrás do volante.
 
Uma das mais impressionantes características do câmbio DSG esta no fato de possuir duas embreagens em banho de óleo. Elas tem maior resistência ao calor e melhor controle que as embreagens à seco convencionais. A primeira embreagem aciona as engrenagens ímpares (incluindo a marcha ré) e a segunda embreagem encarrega-se das engrenagens pares. Para todos os efeitos, este conceito pode ser visto como "dois em um". Ou seja, duas caixas de câmbio em paralelo, num só conjunto. Na prática, esta tecnologia faz com que em cada mudança de marcha, deixe de existir o "buraco" de tração que caracteriza as transmissões sequenciais manuais automatizadas (como o i Motion da própria Volks).
 
No DSG a próxima marcha pode estar sempre engrenada, e pronta para ser ativada. Quando o automóvel circula em terceira marcha, a quarta já está engrenada, mas não conectada. Assim que é alcançado o ponto ideal de troca, a embreagem responsável pela terceira marcha abre-se, enquanto a outra embreagem se fecha, ativando a quarta marcha. A abertura e fechamento das embreagens são perfeitamente sincronizados, oferecendo uma suavidade exemplar. Todo o ciclo de troca de marcha é completado num curtíssimo espaço de tempo: 3 a 4 centésimos de segundo!
 
Assim, com um câmbio que está muito acima da média do mercado, e com um potente e eficiente moto r de 200 cavalos, o Jetta TSi consegue quase um milagre. O conjunto é bastante econômico em condução moderada. Na estrada com velocidade constante de 120 km/h e ar-condicionado ligado, chega-se a incríveis 14 km/l de gasolina. Ou seja, mesmo se tratando de um carro com 1.375 kg, a média é equivalente a de modelos populares.
 
Esse par “câmbio DSG e moto r turbo com injeção direta” já tem exemplares mais modernos e eficientes, em outros carros do grupo Volkswagen. Já existem carros da Audi usando essa tecnologia com 7 marchas e moto res turbo associados a compressores mecânicos, ou ainda na configuração biturbo. De qualquer forma, o Jetta TSi ainda apresenta uma forma incomparável no mercado brasileiro. Para igualar o seu benefício em desempenho, economia, espaço interno e tecnologia embarcada, em outras marcas, o consumidor não gasta menos que R$ 120 mil.
 

Dica para identificar o legítimo Jetta TSi, sem erro!


 
Externamente, são bem sutis as diferenças entre o Jetta Flex e o Jetta TSi. Mas exista uma forma que não deixa dúvidas. Uma rápida olhada na parte inferior traseira do carro, revela a versão exata. Na versão Flex, a suspensão é semi-indepentente. Então existe uma “travessa” reta (e bem aparente) que liga as duas rodas. Já na versão TSi a suspensão é independente. Assim, não existe essa “travessa” e os braços inclinados podem ser vistos junto às rodas.
 
O breve futuro do Volkswagen Jetta

É fato que o Jetta muda ainda esse ano. E a dica veio justamente no último Salão Internacional de Nova York. Lá, foi mostrado o novo Jetta redesenhado e com a engenharia atualizada, para o mercado americano. Foram mostrados também alguns novos moto res. Mas o que deve vir ao Brasil, no topo de linha, é justamente o moto r à gasolina turbo com 211 cv, que já esta sendo comercializado por aqui na geração atual. Como o Jetta que temos no Brasil vem importado da fábrica da Volkswagen que abastece o mercado americano, fica óbvio que o carro muda aqui também.
 
Entre as novidades está a aerodinâmica aperfeiçoada. Com a dianteira mais afilada, e a traseira redesenhada (ficou mais parecida com a do Audi A3 sedan), isso melhora o desempenho aerodinâmico, com redução de 10% no arrasto.
 
As mudanças são suaves com uma nova grade do radiador, novos faróis e entrada de ar aumentada. Os faróis de neblina foram redesenhados e montados mais para fora no para-choque. Na traseira, a tampa do porta-malas tem uma borda aerodinâmica. Outra novidade são as novas lanternas traseiras em LEDs.
 
Por dentro, os novos instrumentos trazem aparência tubular e uma nova geração de volante. Os consoles também foram amplamente modificados com acabamento em preto de alto brilho, novos frisos cromados, controles das saídas de ar redesenhados e iluminação ambiente (maçanetas e assoalho dianteiro iluminados).
 
Novos sistemas de assistência
 
O novo Jetta também avança na tecnologia. Pela primeira vez, a Volkswagen oferecerá os sistemas Blind Spot Detection, Rear Traffic Alert e Front Assist com alerta de colisão no Jetta . O Blind Spot Detection. utiliza um símbolo piscante na área externa dos espelhos retrovisores para alertar o moto rista sobre veículos na área cega junto ao carro ou que se aproximem pela traseira. Junto com esse está o Rear Traffic Alert que detecta veículos parados ou em movimento atrás do Jetta . O módulo sensor baseado em radar pode detectar objetos até 40 metros de distância. Em caso de colisão iminente, o sistema emite um alerta acústico. O Rear Traffic Alert pode inclusive iniciar automaticamente uma intervenção nos freios para evitar colisões. O Front Assist ajuda a evitar colisões frontais. O sistema usa sensores de radar para monitorar a distância dos veículos que circulam à frente. Assim, alerta o moto rista sobre situações críticas, através de um símbolo luminoso no painel de instrumentos.
 
As preparações possíveis
 
Qualquer apaixonado por carro (e performance), sabe que o Jetta TSi está entre os carros preferidos para realizar uma preparação no moto r. Na posição de legítimo herdeiro dos órfãos do Honda Civic Si, o Jetta TSi é hoje o carro de melhor custo-benefício quando o assunto é preparação. E para falar desse assunto, contamos com o apoio da TEC Engineering & Motorsport. Trata-se da empresa mais gabaritada e reconhecida, no segmento de preparação, em Sorocaba e região. Segundo Sérgio Troy (proprietário da TEC), de cada 10 carros preparados na TEC atualmente, pelo menos 5 são Jetta s TSi. Assim, vamos apresentar algumas receitas “prontas” para quem quer levar o seu Jetta TSi ao máximo!
 
Segundo Troy, ainda não existe ainda solução para programar o moto r do Jetta TSi mais recente de terceira geração (o EA888 - GEN III), que sai de fábrica com 211 cavalos. O que pode ser feito nesse modelo é a colocação de “downpipe” e a parte complementar do cano de escape (sistema de escapamento); o Intake (filtro de ar) e o intercooler (para esfriar o ar que entra no moto r). Segundo o fornecedor que detém a tecnologia de reprogramação da injeção eletrônica, deverá existir uma solução nos próximos 60 dias para essa geração do Jetta TSi. Inclusive, esse novo upgrade permitirá faixas de potência ainda maior do que existe hoje para o moto r
 
Já no Jetta de geração 2 (que sai equipado com moto r de 200 cavalos EA888 - GEN II) existem prontos quatro kits para preparação. Vale destacar que no quarto KIT (onde as potências são realmente bem mais altas) existem várias configurações. Apenas a título de curiosidade, o Jetta original entrega (na roda) cerca de 187 cavalos (medição feita no dinamômetro da própria TEC).
 
O primeiro kit compreende apenas a reprogramação da injeção eletrônica, sem qualquer mudança de peças mecânicas. A potência média atingida é de 245 cavalos (no moto r). Na roda, a potência final é sempre menor em função das perdas de transmissão, chegando à 215 cavalos reais. Existe também uma programação versão “PLUS”, onde o carro só pode rodar com gasolina premium alta octanagem. Nessa configuração a potência atingida é de 260 cavalos (ou 225 na roda).
 
O segundo kit engloba a mudança de parte do escapamento (conhecido por downpipe) e a reprogramação da injeção. Aqui, a potência entregue é de 280 cavalos (ou 245 cv na roda).
 
O terceiro kit acrescenta a mudança da turbina, em relação ao kit 2. Aqui é colocada uma turbina maior. Essa peça consegue manter o alto fluxo de ar constante, inclusive em rotações mais elevadas. Batizada de K04 é a mesma peça usada no Audi S3 e Golf R (não vendidos no Brasil). Nessa configuração, a potência sobe para 340 cavalos no moto r (300 cv na roda).
 
No quarto kit (melhor seria dizer estágio) diversas peças são modificadas para aumentar a potência do carro. Como as configurações são feitas caso a caso, não dá para chamar de “kit”, pois depende muito de quanto o cliente vai querer investir. Normalmente nesse estágio, são trocados: o coletor do moto r, as bielas, mudança da bomba de combustível (para maior vazão), Intake super dimensionado, bicos injetores, mudança da válvula waste-gate da turbina, mudança da válvula blow-off e um downpipe especial. Nessa situação, a potência obtida começa em 400 cavalos no moto r (360 cavalos na roda). Com algumas outras mudanças, dá pra chegar até 500 cavalos no moto r (460 cv na roda). Até esse nível de potência, é possível manter os pistões originais que o Jetta TSi traz de fábrica.
 
Conclusão
 
Com preço inicial de R$ 94 mil, chegando à R$ 111 mil com todos os opcionais disponíveis, o Jetta TSi é sem sombra de dúvida o carro “original de fábrica” com o melhor desempenho até a faixa dos R$ 130 mil. Também é o carro que tem a maior gama de receitas prontas, para quem quer ir além do “produto original”.

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Avaliação: Volkswagen Jetta TSi
 

Avaliação: Volkswagen Jetta TSi

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

O campeão entre os originais, preparados e super-preparados!

04 de Agosto de 2014

Por Jorge Augusto
Fotos: Marcelo Alexandre

Nessa matéria vamos abordar as características que fazem o Volkswagen Jetta TSi, um dos carros mais cobiçados por aqueles que enxergam a “alta performance” como ponto principal, na hora de comprar o novo carro. Outro fator de destaque é o excelente custo-benefício do modelo. Afinal, para se igualar a performance do Jetta TSi, o cliente precisa desembolsar quase 20% a mais de dinheiro, num veículo da concorrência.
 
Mas antes, uma consideração importante. Existem atualmente dois tipos bem diferentes de Jetta no mercado brasileiro. Um é o puro sangue turbo, com performance que assusta qualquer típico cliente de sedan médio. O outro é o Jetta verdadeiro “manco”. Esse é o Jetta de entrada, com um moto r 2 litros – 8 válvulas flex. Esse moto r é tão fraco, que carros de categoria inferior e com cilindrada menor, conseguem entregar mais potência!
 
É importante ressaltar isso, pois os dois carros são incrivelmente parecidos e podem trazer grande parte dos mesmos equipamentos e acessórios. E o que cria ainda mais confusão, é que ambos os carros estão equipados com moto res de 2 litros e câmbios de 6 marchas. Mas, algumas importantes diferenças, criam um verdadeiro abismo entre as duas versões, sendo a Flex mais “devagar” da categoria, enquanto a versão turbo à gasolina não tem concorrente para se igualar no quesito desempenho.
 
Como nosso foco é o Jetta “puro-sangue”, vamos falar dela. Esse Jetta vem equipado com um moto r 2 litros turbo-alimentado associado a um eficiente e moderno câmbio robotizado de dupla embreagem (muitos confundem com automático) que a Volkswagen chama de DSG.
 

A história do Jetta TSi


 
Antes do Jetta chegar a essa atual segunda geração no Brasil, ele teve um antecessor por aqui. Essa geração anterior era um carro à frente de seu tempo, e de seus concorrentes diretos. Aliás, o carro era tão bom (e caro) na época, que a Volkswagen nunca conseguiu “emplacar” o carro pra valer em vendas. Inicialmente, essa primeira geração do Jetta chegou ao Brasil com um sofisticado moto r de 5 cilindros – 2,5 litros de aspiração natural, com potência máxima de 150 cavalos. Não demorou muito, a Volkswagen deu um upgrade no carro, subindo a potência para 170 cavalos. A primeira geração do Jetta no Brasil estava equipada com câmbio automático de 6 marchas.
 
A parte complicada (e confusa) da história do Jetta
 
O que a Volkswagen nunca contou claramente, é que Jetta e Bora, sempre foram sedans derivados do conhecidíssimo Golf. Porem, em gerações diferentes. Ocorre que o nosso penúltimo Golf (que era vendido antes desse Golf atual que temos agora) era a extinta geração IV do Golf europeu. E o que nós chamávamos aqui no Brasil de Bora, era nada menos que a geração IV do Golf sedan europeu, ou ainda o carro que era conhecido como Jetta , nos Estados Unidos.Complicando um pouco mais, a nossa primeira geração do Jetta , era nada menos que a geração V do Golf sedan europeu, e que também já esta extinta por lá.
 
Entendida essa bagunça de gerações do Golf sedan, que usou nomes diferentes no mercado europeu e americano, chegamos ao nosso Jetta atual, vendido no Brasil, com uma plataforma evoluída, em relação ao Golf VI europeu. Esse projeto foi desenvolvido pela Volkswangen com o principal objetivo de combater o Honda Civic, tanto nos EUA, como eu outros mercados. E esse é o caso do Brasil também. A título de curiosidade, a Jetta Variant vendida por aqui, é na verdade o Golf Variant europeu de sexta geração, comercializado na Europa.
 
Quando a atual geração do Jetta chegou ao Brasil no final de 2011, ele aposentou de uma só vez o sedan Bora, e substituiu a primeira geração do Jetta , por aqui. E a Volkswagen montou uma estratégia ousada. Pegou um mesmo carro, e o disponibilizou em duas versões bem diferentes.
 
Jetta segunda geração (no Brasil)
 
O Jetta está disponível no mercado brasileiro com duas opções de moto r, distribuídas em três configurações, sendo: Comfortline equipada com moto r flex, disponível com câmbio manual de 5 marchas e automático de 6 marchas e a Highline topo de linha, com moto r turbo e câmbio DSG de seis marchas.
 
O Jetta é um carro relativamente grande (4,64m de comprimento) e de linhas sóbrias. Aliás, a única coisa mais expressiva, por fora, esta na dianteira com os faróis de visual incisivo. Esse desenho esta alinhado com a atual identidade da Volkswagen, que chegou ao Brasil com a reestilização do compacto Fox. Na traseira, as lanternas tem desenho horizontal, e que muitos acham discretas demais para um carro que procura ser representativo.
 
Interior
 
Não importando qual das versões, o interior do Jetta é praticamente o mesmo. Ele faz uso de plásticos duros com precisão na montagem e acabamento, sem folgas. O espaço interno é generoso, sobretudo para as pernas e cabeça no banco traseiro. Também , com um entreeixos de 2,65 m, o resultado só poderia ser esse. Os passageiros que viajam no banco de trás ainda contam com alguns mimos. O fim do console central que fica entra os bancos dianteiros, trás comando elétrico de abertura e fechamento de todas as portas. E ao lado, uma tomada de 12 volts. Na ausência do quinto passageiro pode-se utilizar um descansa-braço braço central, que inclui dois porta-copos. O porta-malas, que figura entre os maiores da categoria, tem 510 litros de capacidade e só peca pelos braços que invadem o compartimento e roubam espaço das bagagens.
 
Equipamentos
 
Desde a versão Comfortline, o Jetta é um carro bem equipado. De fábrica, ele vem com 4 air-bags (frontais e laterais dianteiros), freio ABS, ar-condicionado, alarme, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos laterais com controle elétrico e rodas de 16 polegadas. Os opcionais ficam por conta do rádio com sistema de navegação, forração em couro dos bancos, ar-condicionado automático de dupla zona, volante multifuncional, regulador de velocidade, sensor de chuva, função Coming & Leaving Home de acionamento dos faróis, teto-solar e espelho retrovisor interno eletrocrômico.
 
A versão Highline traz de serie, praticamente todos os opcionais da versão Comfortline. Um dos poucos diferenciais está no controle eletrônico de estabilidade ESP e as rodas de liga com 17 polegadas. Entre os pouquíssimos opcionais da versão topo de linha estão o rádio com navegador GPS, teto-solar, banco do moto rista com ajuste elétrico (sem memória), forração dos bancos em couro e faróis com sistema bixenon.
 
Powertrain ( moto r e câmbio)
 
E o nosso foco é justamente a versão Highline do Jetta , também conhecida por TSi. Essa vem equipada com um moto r à gasolina, 2,0 litros – 16 válvulas turbo alimentado e injeção direta de combustível. Já tivemos um moto r com 200 cavalos. Mas os Jetta s TSi vendidos hoje, já estão vindo com moto r de 211 cavalos. Junto com esse potente moto r, está um eficientíssimo câmbio robotizado de dupla embreagem de seis marchas.
 
O resultado dessa combinação é um Jetta que vai de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 segundos e tem velocidade máxima de impressionantes 238 km/h. E pode acreditar que ele chega nessa máxima. Aliás, o Jetta Highline é o carro que traz o melhor ajuste desse moto r, em toda a família VW no Brasil. Alguns outros carros da marca utilizam esse moto r, e outros, o mesmo câmbio também. Entre aqueles que têm o mesmo moto r estão o Tiguan, Passat, Passat Variant e Novo Fusca. E os que usam o mesmo câmbio, temos o Passat, Passat Variant e Novo Fusca. A VW parece ter feito um milagre tecnológico no Jetta Highline, pois até o Novo Fusca que é um carro menor e mais leve, não consegue fazer melhor, com uma aceleração de 0 à 100 km/h em 7,5 segundos e máxima de 225 km/h.
 
Assim, o Jetta Tsi é um carro que “anda” demais. E vários modelos de marcas premium como BMW , Audi e Mercedes são obrigados a dar passagem ao Jetta , quando o assunto é desempenho.
 
A “obra de arte” do DSG
 
Mas boa parte desse sucesso se deve ao diferenciado câmbio robotizado de seis marchas. Inicialmente, essa transmissão foi concebida para as pistas de corrida, equipando veículos como o Audi Quattro. A sigla DSG, provêm de "Direct Shift Gearbox". Esta inovadora caixa de câmbio incorpora uma embreagem dupla, e foi estreada primeiramente nas ruas no Audi TT 3.2 e por um curto espaço de tempo, no Golf IV R32.
 
A transmissão desenvolvida pela Borg Warner foi concebida de acordo com as exigências dos clientes europeus, privilegiando a condução esportiva e o baixo consumo de combustível. Em relação aos câmbios automáticos convencionais, o câmbio DSG apresenta uma grande diferença: a não utilização de conversor de torque. Por isso dizemos que ele é um câmbio robotizado, é não automático!
 
A transmissão DSG supera a manual em diversos aspectos: economia de combustível, desempenho, rapidez nas trocas de marcas, facilidade de utilização e conforto ao dirigir. Ela constitui a verdadeira alternativa para os moto ristas que preferiam caixas manuais, pois o sistema DSG não apresenta desvantagens em termos de economia de combustível, como acontece em um câmbio automático com conversor de torque. Ela ainda permite valores melhores nas acelerações e trocas suaves, equivalente aos melhores câmbios automáticos convencionais. Também oferece a vantagem adicional da utilização em modo manual, através do sistema sequencial, pela manopla de câmbio ou borboletas atrás do volante.
 
Uma das mais impressionantes características do câmbio DSG esta no fato de possuir duas embreagens em banho de óleo. Elas tem maior resistência ao calor e melhor controle que as embreagens à seco convencionais. A primeira embreagem aciona as engrenagens ímpares (incluindo a marcha ré) e a segunda embreagem encarrega-se das engrenagens pares. Para todos os efeitos, este conceito pode ser visto como "dois em um". Ou seja, duas caixas de câmbio em paralelo, num só conjunto. Na prática, esta tecnologia faz com que em cada mudança de marcha, deixe de existir o "buraco" de tração que caracteriza as transmissões sequenciais manuais automatizadas (como o i Motion da própria Volks).
 
No DSG a próxima marcha pode estar sempre engrenada, e pronta para ser ativada. Quando o automóvel circula em terceira marcha, a quarta já está engrenada, mas não conectada. Assim que é alcançado o ponto ideal de troca, a embreagem responsável pela terceira marcha abre-se, enquanto a outra embreagem se fecha, ativando a quarta marcha. A abertura e fechamento das embreagens são perfeitamente sincronizados, oferecendo uma suavidade exemplar. Todo o ciclo de troca de marcha é completado num curtíssimo espaço de tempo: 3 a 4 centésimos de segundo!
 
Assim, com um câmbio que está muito acima da média do mercado, e com um potente e eficiente moto r de 200 cavalos, o Jetta TSi consegue quase um milagre. O conjunto é bastante econômico em condução moderada. Na estrada com velocidade constante de 120 km/h e ar-condicionado ligado, chega-se a incríveis 14 km/l de gasolina. Ou seja, mesmo se tratando de um carro com 1.375 kg, a média é equivalente a de modelos populares.
 
Esse par “câmbio DSG e moto r turbo com injeção direta” já tem exemplares mais modernos e eficientes, em outros carros do grupo Volkswagen. Já existem carros da Audi usando essa tecnologia com 7 marchas e moto res turbo associados a compressores mecânicos, ou ainda na configuração biturbo. De qualquer forma, o Jetta TSi ainda apresenta uma forma incomparável no mercado brasileiro. Para igualar o seu benefício em desempenho, economia, espaço interno e tecnologia embarcada, em outras marcas, o consumidor não gasta menos que R$ 120 mil.
 

Dica para identificar o legítimo Jetta TSi, sem erro!


 
Externamente, são bem sutis as diferenças entre o Jetta Flex e o Jetta TSi. Mas exista uma forma que não deixa dúvidas. Uma rápida olhada na parte inferior traseira do carro, revela a versão exata. Na versão Flex, a suspensão é semi-indepentente. Então existe uma “travessa” reta (e bem aparente) que liga as duas rodas. Já na versão TSi a suspensão é independente. Assim, não existe essa “travessa” e os braços inclinados podem ser vistos junto às rodas.
 
O breve futuro do Volkswagen Jetta

É fato que o Jetta muda ainda esse ano. E a dica veio justamente no último Salão Internacional de Nova York. Lá, foi mostrado o novo Jetta redesenhado e com a engenharia atualizada, para o mercado americano. Foram mostrados também alguns novos moto res. Mas o que deve vir ao Brasil, no topo de linha, é justamente o moto r à gasolina turbo com 211 cv, que já esta sendo comercializado por aqui na geração atual. Como o Jetta que temos no Brasil vem importado da fábrica da Volkswagen que abastece o mercado americano, fica óbvio que o carro muda aqui também.
 
Entre as novidades está a aerodinâmica aperfeiçoada. Com a dianteira mais afilada, e a traseira redesenhada (ficou mais parecida com a do Audi A3 sedan), isso melhora o desempenho aerodinâmico, com redução de 10% no arrasto.
 
As mudanças são suaves com uma nova grade do radiador, novos faróis e entrada de ar aumentada. Os faróis de neblina foram redesenhados e montados mais para fora no para-choque. Na traseira, a tampa do porta-malas tem uma borda aerodinâmica. Outra novidade são as novas lanternas traseiras em LEDs.
 
Por dentro, os novos instrumentos trazem aparência tubular e uma nova geração de volante. Os consoles também foram amplamente modificados com acabamento em preto de alto brilho, novos frisos cromados, controles das saídas de ar redesenhados e iluminação ambiente (maçanetas e assoalho dianteiro iluminados).
 
Novos sistemas de assistência
 
O novo Jetta também avança na tecnologia. Pela primeira vez, a Volkswagen oferecerá os sistemas Blind Spot Detection, Rear Traffic Alert e Front Assist com alerta de colisão no Jetta . O Blind Spot Detection. utiliza um símbolo piscante na área externa dos espelhos retrovisores para alertar o moto rista sobre veículos na área cega junto ao carro ou que se aproximem pela traseira. Junto com esse está o Rear Traffic Alert que detecta veículos parados ou em movimento atrás do Jetta . O módulo sensor baseado em radar pode detectar objetos até 40 metros de distância. Em caso de colisão iminente, o sistema emite um alerta acústico. O Rear Traffic Alert pode inclusive iniciar automaticamente uma intervenção nos freios para evitar colisões. O Front Assist ajuda a evitar colisões frontais. O sistema usa sensores de radar para monitorar a distância dos veículos que circulam à frente. Assim, alerta o moto rista sobre situações críticas, através de um símbolo luminoso no painel de instrumentos.
 
As preparações possíveis
 
Qualquer apaixonado por carro (e performance), sabe que o Jetta TSi está entre os carros preferidos para realizar uma preparação no moto r. Na posição de legítimo herdeiro dos órfãos do Honda Civic Si, o Jetta TSi é hoje o carro de melhor custo-benefício quando o assunto é preparação. E para falar desse assunto, contamos com o apoio da TEC Engineering & Motorsport. Trata-se da empresa mais gabaritada e reconhecida, no segmento de preparação, em Sorocaba e região. Segundo Sérgio Troy (proprietário da TEC), de cada 10 carros preparados na TEC atualmente, pelo menos 5 são Jetta s TSi. Assim, vamos apresentar algumas receitas “prontas” para quem quer levar o seu Jetta TSi ao máximo!
 
Segundo Troy, ainda não existe ainda solução para programar o moto r do Jetta TSi mais recente de terceira geração (o EA888 - GEN III), que sai de fábrica com 211 cavalos. O que pode ser feito nesse modelo é a colocação de “downpipe” e a parte complementar do cano de escape (sistema de escapamento); o Intake (filtro de ar) e o intercooler (para esfriar o ar que entra no moto r). Segundo o fornecedor que detém a tecnologia de reprogramação da injeção eletrônica, deverá existir uma solução nos próximos 60 dias para essa geração do Jetta TSi. Inclusive, esse novo upgrade permitirá faixas de potência ainda maior do que existe hoje para o moto r
 
Já no Jetta de geração 2 (que sai equipado com moto r de 200 cavalos EA888 - GEN II) existem prontos quatro kits para preparação. Vale destacar que no quarto KIT (onde as potências são realmente bem mais altas) existem várias configurações. Apenas a título de curiosidade, o Jetta original entrega (na roda) cerca de 187 cavalos (medição feita no dinamômetro da própria TEC).
 
O primeiro kit compreende apenas a reprogramação da injeção eletrônica, sem qualquer mudança de peças mecânicas. A potência média atingida é de 245 cavalos (no moto r). Na roda, a potência final é sempre menor em função das perdas de transmissão, chegando à 215 cavalos reais. Existe também uma programação versão “PLUS”, onde o carro só pode rodar com gasolina premium alta octanagem. Nessa configuração a potência atingida é de 260 cavalos (ou 225 na roda).
 
O segundo kit engloba a mudança de parte do escapamento (conhecido por downpipe) e a reprogramação da injeção. Aqui, a potência entregue é de 280 cavalos (ou 245 cv na roda).
 
O terceiro kit acrescenta a mudança da turbina, em relação ao kit 2. Aqui é colocada uma turbina maior. Essa peça consegue manter o alto fluxo de ar constante, inclusive em rotações mais elevadas. Batizada de K04 é a mesma peça usada no Audi S3 e Golf R (não vendidos no Brasil). Nessa configuração, a potência sobe para 340 cavalos no moto r (300 cv na roda).
 
No quarto kit (melhor seria dizer estágio) diversas peças são modificadas para aumentar a potência do carro. Como as configurações são feitas caso a caso, não dá para chamar de “kit”, pois depende muito de quanto o cliente vai querer investir. Normalmente nesse estágio, são trocados: o coletor do moto r, as bielas, mudança da bomba de combustível (para maior vazão), Intake super dimensionado, bicos injetores, mudança da válvula waste-gate da turbina, mudança da válvula blow-off e um downpipe especial. Nessa situação, a potência obtida começa em 400 cavalos no moto r (360 cavalos na roda). Com algumas outras mudanças, dá pra chegar até 500 cavalos no moto r (460 cv na roda). Até esse nível de potência, é possível manter os pistões originais que o Jetta TSi traz de fábrica.
 
Conclusão
 
Com preço inicial de R$ 94 mil, chegando à R$ 111 mil com todos os opcionais disponíveis, o Jetta TSi é sem sombra de dúvida o carro “original de fábrica” com o melhor desempenho até a faixa dos R$ 130 mil. Também é o carro que tem a maior gama de receitas prontas, para quem quer ir além do “produto original”.

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