Revista Comprecar
Como é o Toyota Prius no dia a dia
Modelo híbrido da Toyota é muito mais econômico no dia-a-dia
Como é o Toyota Prius no dia a dia
21 de Setembro de 2015

Antes de ler essa matéria, é muito importante que o leitor veja nossa matéria anterior que explica como o Toyota Prius funciona, clicando aqui. Isso é necessário para entender algumas das situações apresentadas aqui.

No dia a dia, o Toyota Prius é um carro econômico e com excelente dirigibilidade. O fato dele ser hibrido, não altera  o seu desempenho. Qualquer pessoa conseguirá utilizar o Prius sem nenhum problema. Ainda sim, o Toyota Prius traz algumas peculiaridades. Mas antes de falarmos de sua dirigibilidade, vamos entender como o modelo está posicionado.

Oficialmente, o Toyota Prius é classificado como um veículo médio. Aliás, o seu entre-eixos é exatamente igual ao do Corolla, com 2,7 metros de comprimento. Mas, um olhar mais atento revela um carro que é um misto de hatch-back com sedan. O volume do porta-malas é de 445 litros. A abertura da tampa do porta-malas dá acesso ao interior do carro, como acontece nos modelos hatch-back. Cabe destacar que o Prius não é assim por acaso. O design do Toyota Prius é, na verdade, resultado de uma finalidade aerodinâmica. A frente angulada e a traseira levantada ajudam a reduzir consideravelmente a resistência ao ar, quando o veículo está em movimento. O Prius conta com um baixíssimo coeficiente de arrasto de apenas 0,25 cx! Em carros normais altamente eficientes, esse número varia de 0,29 à 0,33.

O que é diferente por dentro

O painel de instrumentos do Toyota Prius traz uma série de diferenciais. Para começar, seu o painel é centralizado com diversos elementos em informação digital. Não existem ponteiros nesse painel. Além disso, ele incorpora três zonas de informações principais, sendo: o Eco-Monitor, zona de indicadores e alarmes e as informações de condução (velocidade, modo de dirigibilidade, infos da transmissão).

Segundo a Toyota, o Eco-Monitor foi desenvolvido para ajudar os motoristas a maximizar a eficiência de condução do sistema Hybrid Synergy Drive. O display inclui um monitor de energia que indica as condições de funcionamento do motor elétrico, em tempo real, e também o fluxo de energia empregado.

Já o Indicador do sistema híbrido mostra o uso do acelerador em tempo real e ajuda o condutor a modificar a forma em que conduz o veículo, e pisa no acelerador com o propósito de maximizar a eficiência do consumo de combustível. Uma barra com quarto zonas é exibida. Na primeira parte, indica o modo de força elétrico. A segunda parte indica o modo Eco Drive, onde o motor elétrico e combustão operam simultâneos em regime econômico. A terceira parte (POWER) mostra o uso intenso do motor elétrico e a combustão para máximo rendimento. E o início da barra, do lado esquerdo, só aparece quando o carro está numa situação de desaceleração e recuperação de energia. É indicado pela sigla CHG, que significa “carga” em inglês.

Outro modo de visualização é o monitor que exibe o consumo de combustível e os resultados da recuperação energética em intervalos de um a cinco minutos. Nele podem ser vistos a condição de uso e o estilo de condução, no consumo de combustível.

O Prius incorpora um visor “Head Up Display” (HDU), que projeta em 3D informações do veículo na base do para-brisas (a velocidade do veículo e o ECO Monitor),auxiliando na eficiência de condução. Aliás, o Head Up Display é a única coisa que fica ne frente do motorista. E somente o motorista consegue vê-lo. Assim, o motorista pode consultar as informações sem desviar o olhar da estrada. Esse recurso pode ser desligado, e a projeção das informações podem ser ajustadas na altura e intensidade, para atender alturas diferentes de motoristas.

Outro detalhe diferente é o sistema de visor tátil “Touch Tracer Display”, que permite ao motorista controlar algumas funções do veículo (como o sistema de som ou climatização, por exemplo) sem necessidade de tirar as mãos do volante. Ao serem acionadas, as funções são apresentadas no painel central de instrumentos.

Um detalhe bastante curioso, é que o tradicional conta-giros virou peça de museu nesse carro. É não é para menos. Para que serve um conta-giros, num carro equipado com câmbio CVT, que sempre escolhe a melhor condição de giro do motor?!

Outra diferença bem interessante é a alavanca de seleção do câmbio. Ela mais parece um pequeno joystick. A posição “P” (PARK) é selecionada por um botão, apenas quando o carro está estacionado. Além das posições D (Drive), N (Neutro) e R (ré), existe uma outra posição lateral “B” que será explicada mais à frente.

No Prius a capacidade de carga é de 445 litros, podendo subir para fantásticos 1.120 litros com os bancos traseiros rebatidos. Certamente, a capacidade na posição normal seria maior se não existisse a bateria. A bateria principal (que move o motor elétrico), fica alojada na parte traseira do carro, entre o banco traseiro e compartimento do porta-malas.

Outras tecnologias diferentes

No Prius, o sistema de freios é regenerativo. Assim, ele recupera grande parte da energia que seria normalmente perdida no atrito, para recarregar a bateria. Este é um dos fatores que mais contribui para a melhoria da economia de combustível, especialmente em trajetos de cidade, onde o uso dos freios é mais frequente. Quando se aciona o pedal do freio, a velocidade do veículo não é reduzida só pela ação das pinças sobre o disco de freio. Num primeiro momento, essa ação é feita exclusivamente pela ação do gerador, que usa a energia de movimento do veículo para gerar e armazenar energia na bateria. É normal escutar alguns sons mais agudos no Prius, principalmente quando se freia o carro. Isso é parte do funcionamento elétrico do sistema.

Outra forma de recuperar energia, é utilizar a alavanca do câmbio na posição “B”. Nessa posição, ela serve para aplicar um tipo de freio motor no carro. Assim, toda a vez que o motorista retira o pé do acelerador, o carro começa a frear levemente. Isso faz com que o sistema de recuperação de energia, carregue a bateria principal, sem a necessidade de frear o carro. Esse modo é muito indicado para ser usado em descidas de serras, ou até mesmo na cidade, para minimizar o uso do freio e recuperação de energia.

Partida silenciosa

Diferente de todos os outros veículos, a partida do Prius é totalmente silenciosa. Basta apertar o botão de partida, e uma indicação no painel mostra que o carro está pronto para andar, sem qualquer ruído. Geralmente, o primeiro movimento é feito com tração elétrica.

Diferente do que muitos pensam, o Prius não pode ser ligado numa tomada para recarregar a bateria principal. Aliás, ele nem tem esse tipo de conexão. Sua bateria principal se recarrega automaticamente, em várias situações. Na maioria das vezes, acontece quando o motor a gasolina está em operação, e o motorista não está acelerando o carro fortemente. Acima de 40 km/h, o motor em combustão está sempre em funcionamento. 

Modos de condução

O Prius permite ao motorista selecionar quatro modos de condução, no painel de instrumentos.

O mais comum é o Modo Normal. Nesse modo o sistema Hybrid Synergy Drive otimiza o uso dos dois motores de forma automática, alternando a fonte propulsora de acordo com as condições de dirigibilidade. O carro geralmente desliga o motor à combustão, em paradas curtas no trânsito. E também volta a se movimentar em modo elétrico, para depois ligar o motor a combustão.

Outra opção é modo ECO (Economy). Ele é utilizado para máxima economia de combustível. De cara, ele deixa o acelerador menos sensível. É preciso pisar mais fundo no acelerador, para o carro reagir. Ele também reduz a eficiência do ar-condicionado, deixando a ventilação e o resfriamento mais fraco. De acordo com a dirigibilidade e a temperatura ambiente, o modo ECO pode ajudar o motorista a obter uma redução no consumo de combustível entre 8% e 20%. Fica bastante visível a perda de performance do carro. Mas é aqui que o motorista obtém os melhores resultados de consumo.

O Modo PWR (Power) faz o inverso do modo ECO. Ele modifica a resposta da aceleração do veículo. Nesse modo, o Prius entrega uma resposta máxima de aceleração até 25% superior, quando comparado com o modo Normal. Ele é ideal na realização de ultrapassagens e retomadas de velocidade. Ou ainda, para quem gosta de um carro mais ágil. É evidente que nesse modo, a economia de combustível deixa de ser a prioridade. Mas nesse modo, o Prius se comporta de maneira equivalente à um sedan, com motor 2,0 litros.

Por fim, existe o Modo EV (Electric Vehicle). Ele é selecionado ao se pressionar o botão EV no painel, e somente com o veículo completamente parado. Nessa situação, o Prius entra em modo 100% elétrico. Mas isso depende da carga bateria principal, e só pode ser utilizado numa condução de baixa velocidade. Caso o motorista acelere fortemente, ou ultrapasse os 40 km/h, o veículo volta ao modo Normal automaticamente. Esse modo, na prática, serve para duas situações. Chegar em casa tarde da noite sem fazer barulho, ou sair bem cedo, também no completo silencio.

Desempenho

Como já foi explicado, o Prius tem dois motores. O motor à combustão de 1,8 litro gera uma potência máxima de 99 cv. Já o motor elétrico tem potência de 82 cv. A integração de ambos no sistema produz uma potência combinada máxima de 134 cv. As potências não se somam de forma matemática, devido a forma como o sistema funciona. O sistema de propulsão híbrida dá ao veículo números interessantes de desempenho. Com a bateria principal plenamente carregada, o modelo consegue acelerar de 0 a 100 km em pouco mais de 10 segundos. E sua velocidade final é de 180 km/h, limitada eletronicamente.

Mas o número da aceleração depende diretamente do estado da carga da bateria. Por exemplo, se o motorista estiver subindo uma serra, com o carro carregado e com o “pé embaixo”, a bateria vai descarregar a um ponto quase crítico. E quando isso acontece, o sistema elétrico para de auxiliar na tração. Nesse ponto, o motor a combustão fica responsável pela tração do carro e recarga da bateria. E nessa situação, a performance do Prius fica visivelmente degradada, até o sistema conseguir carregar a bateria novamente.

Para que tudo volte ao normal, é preciso que o motorista conduza o carro suavemente por uns 10 minutos. Isso fará com que o sistema consiga carregar a bateria e a performance máxima seja reestabelecida.

Como é o consumo

O consumo do Prius pode variar bastante, de acordo com a condução. Em nossos testes, a melhor média obtida, em condução suave foi de 23 km/l, na estrada e em modo ECO. Agora, bem diferente de outros, onde o consumo aumenta consideravelmente na cidade, o Prius surpreende bastante. Mesmo no transito pesado, o consumo fica entre 18 a 20 km/l. Mas se o transito estiver realmente intenso, com paradas longas e pouquíssimo movimento, ainda será possível fazer cerca de 13 km/l. Esses números são sempre obtidos em modo ECO.

Isso acontece pois, em trânsito pesado, o sistema elétrico atua muito mais, evitando o uso do combustível líquido. Somente quando a bateria é drenada completamente pelos acessórios (ar-condicionado funcionando) ou no deslocamento do carro, é que o motor a combustão se liga, para carregar a bateria e auxiliar no movimento do carro.

Já na estrada, onde a velocidade média gira em torno de 100 km/h, o motor a combustão está sempre ligado (mesmo que apoiado pelo elétrico), consumindo combustível. Assim, a situação ideal onde ocorre o menor consumo, é quando o carro está em circuito urbano, em velocidades de até 60 km/h, com poucos momentos para e anda. Nessa situação existem relatos de até 25 km/l.

Mas se o motorista gosta de usar o modo POWER, e gosta de um carro mais ágil, o Pruis também consegue surpreender. Mesmo andando como um carro 2,0 litros, dificilmente a média cai abaixo dos 12 km/l. Médias entre 13 e 15 km/l, são possíveis. 

Considerando que o Prius é um carro que pesa 1.415 kg (em ordem de marcha), e tem um tanque com capacidade para até 45 litros, a autonomia do carro é fantástica, se consideramos um consumo médio geral de 17 km/l.

Outros equipamentos

Além da tecnologia de ponta para a propulsão, o Prius traz ainda outros equipamentos úteis. Entre eles está o o assistente de partida em aclive. Somente disponível quando o carro está numa rampa, o sistema mantém o freio acionado por até três segundos, antes de fazer a liberação das rodas. E o motorista decide quando quer usar o dispositivo. Para isso, basta pisar com força, e até o fundo no pedal de freio, com o carro parado. A luz do programa de estabilidade eletrônico pisca no painel. Pisando suavemente, o sistema não é ativado.

O Prius ainda inclui chave presencial que permite abrir a porta e dar a partida sem a necessidade de inserção da chave; duplo porta-luvas, e console central “flutuante” com porta-objetos na parte inferior. No restante, o Prius se comporta como um sedan médio, atendendo as necessidades do cotidiano.

A versatilidade do Prius vem se mostrando na prática, em cidades como São Paulo e Sorocaba. Em ambos os casos, a Toyota em parceria com empresas que possuem frotas de taxis, estão há mais de 1 ano testando o Prius no dia a dia dessas cidades. E nesse período todo, nenhum problema grave de operação foi registrado com qualquer um dos Prius.

Saiba quanto custa manter um Prius clicando AQUI

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Como é o Toyota Prius no dia a dia
 

Como é o Toyota Prius no dia a dia

Publicado por Redação Comprecar – Especialista em carros usados e motos usadas

Modelo híbrido da Toyota é muito mais econômico no dia-a-dia

21 de Setembro de 2015

Antes de ler essa matéria, é muito importante que o leitor veja nossa matéria anterior que explica como o Toyota Prius funciona, clicando aqui. Isso é necessário para entender algumas das situações apresentadas aqui.

No dia a dia, o Toyota Prius é um carro econômico e com excelente dirigibilidade. O fato dele ser hibrido, não altera  o seu desempenho. Qualquer pessoa conseguirá utilizar o Prius sem nenhum problema. Ainda sim, o Toyota Prius traz algumas peculiaridades. Mas antes de falarmos de sua dirigibilidade, vamos entender como o modelo está posicionado.

Oficialmente, o Toyota Prius é classificado como um veículo médio. Aliás, o seu entre-eixos é exatamente igual ao do Corolla, com 2,7 metros de comprimento. Mas, um olhar mais atento revela um carro que é um misto de hatch-back com sedan. O volume do porta-malas é de 445 litros. A abertura da tampa do porta-malas dá acesso ao interior do carro, como acontece nos modelos hatch-back. Cabe destacar que o Prius não é assim por acaso. O design do Toyota Prius é, na verdade, resultado de uma finalidade aerodinâmica. A frente angulada e a traseira levantada ajudam a reduzir consideravelmente a resistência ao ar, quando o veículo está em movimento. O Prius conta com um baixíssimo coeficiente de arrasto de apenas 0,25 cx! Em carros normais altamente eficientes, esse número varia de 0,29 à 0,33.

O que é diferente por dentro

O painel de instrumentos do Toyota Prius traz uma série de diferenciais. Para começar, seu o painel é centralizado com diversos elementos em informação digital. Não existem ponteiros nesse painel. Além disso, ele incorpora três zonas de informações principais, sendo: o Eco-Monitor, zona de indicadores e alarmes e as informações de condução (velocidade, modo de dirigibilidade, infos da transmissão).

Segundo a Toyota, o Eco-Monitor foi desenvolvido para ajudar os motoristas a maximizar a eficiência de condução do sistema Hybrid Synergy Drive. O display inclui um monitor de energia que indica as condições de funcionamento do motor elétrico, em tempo real, e também o fluxo de energia empregado.

Já o Indicador do sistema híbrido mostra o uso do acelerador em tempo real e ajuda o condutor a modificar a forma em que conduz o veículo, e pisa no acelerador com o propósito de maximizar a eficiência do consumo de combustível. Uma barra com quarto zonas é exibida. Na primeira parte, indica o modo de força elétrico. A segunda parte indica o modo Eco Drive, onde o motor elétrico e combustão operam simultâneos em regime econômico. A terceira parte (POWER) mostra o uso intenso do motor elétrico e a combustão para máximo rendimento. E o início da barra, do lado esquerdo, só aparece quando o carro está numa situação de desaceleração e recuperação de energia. É indicado pela sigla CHG, que significa “carga” em inglês.

Outro modo de visualização é o monitor que exibe o consumo de combustível e os resultados da recuperação energética em intervalos de um a cinco minutos. Nele podem ser vistos a condição de uso e o estilo de condução, no consumo de combustível.

O Prius incorpora um visor “Head Up Display” (HDU), que projeta em 3D informações do veículo na base do para-brisas (a velocidade do veículo e o ECO Monitor),auxiliando na eficiência de condução. Aliás, o Head Up Display é a única coisa que fica ne frente do motorista. E somente o motorista consegue vê-lo. Assim, o motorista pode consultar as informações sem desviar o olhar da estrada. Esse recurso pode ser desligado, e a projeção das informações podem ser ajustadas na altura e intensidade, para atender alturas diferentes de motoristas.

Outro detalhe diferente é o sistema de visor tátil “Touch Tracer Display”, que permite ao motorista controlar algumas funções do veículo (como o sistema de som ou climatização, por exemplo) sem necessidade de tirar as mãos do volante. Ao serem acionadas, as funções são apresentadas no painel central de instrumentos.

Um detalhe bastante curioso, é que o tradicional conta-giros virou peça de museu nesse carro. É não é para menos. Para que serve um conta-giros, num carro equipado com câmbio CVT, que sempre escolhe a melhor condição de giro do motor?!

Outra diferença bem interessante é a alavanca de seleção do câmbio. Ela mais parece um pequeno joystick. A posição “P” (PARK) é selecionada por um botão, apenas quando o carro está estacionado. Além das posições D (Drive), N (Neutro) e R (ré), existe uma outra posição lateral “B” que será explicada mais à frente.

No Prius a capacidade de carga é de 445 litros, podendo subir para fantásticos 1.120 litros com os bancos traseiros rebatidos. Certamente, a capacidade na posição normal seria maior se não existisse a bateria. A bateria principal (que move o motor elétrico), fica alojada na parte traseira do carro, entre o banco traseiro e compartimento do porta-malas.

Outras tecnologias diferentes

No Prius, o sistema de freios é regenerativo. Assim, ele recupera grande parte da energia que seria normalmente perdida no atrito, para recarregar a bateria. Este é um dos fatores que mais contribui para a melhoria da economia de combustível, especialmente em trajetos de cidade, onde o uso dos freios é mais frequente. Quando se aciona o pedal do freio, a velocidade do veículo não é reduzida só pela ação das pinças sobre o disco de freio. Num primeiro momento, essa ação é feita exclusivamente pela ação do gerador, que usa a energia de movimento do veículo para gerar e armazenar energia na bateria. É normal escutar alguns sons mais agudos no Prius, principalmente quando se freia o carro. Isso é parte do funcionamento elétrico do sistema.

Outra forma de recuperar energia, é utilizar a alavanca do câmbio na posição “B”. Nessa posição, ela serve para aplicar um tipo de freio motor no carro. Assim, toda a vez que o motorista retira o pé do acelerador, o carro começa a frear levemente. Isso faz com que o sistema de recuperação de energia, carregue a bateria principal, sem a necessidade de frear o carro. Esse modo é muito indicado para ser usado em descidas de serras, ou até mesmo na cidade, para minimizar o uso do freio e recuperação de energia.

Partida silenciosa

Diferente de todos os outros veículos, a partida do Prius é totalmente silenciosa. Basta apertar o botão de partida, e uma indicação no painel mostra que o carro está pronto para andar, sem qualquer ruído. Geralmente, o primeiro movimento é feito com tração elétrica.

Diferente do que muitos pensam, o Prius não pode ser ligado numa tomada para recarregar a bateria principal. Aliás, ele nem tem esse tipo de conexão. Sua bateria principal se recarrega automaticamente, em várias situações. Na maioria das vezes, acontece quando o motor a gasolina está em operação, e o motorista não está acelerando o carro fortemente. Acima de 40 km/h, o motor em combustão está sempre em funcionamento. 

Modos de condução

O Prius permite ao motorista selecionar quatro modos de condução, no painel de instrumentos.

O mais comum é o Modo Normal. Nesse modo o sistema Hybrid Synergy Drive otimiza o uso dos dois motores de forma automática, alternando a fonte propulsora de acordo com as condições de dirigibilidade. O carro geralmente desliga o motor à combustão, em paradas curtas no trânsito. E também volta a se movimentar em modo elétrico, para depois ligar o motor a combustão.

Outra opção é modo ECO (Economy). Ele é utilizado para máxima economia de combustível. De cara, ele deixa o acelerador menos sensível. É preciso pisar mais fundo no acelerador, para o carro reagir. Ele também reduz a eficiência do ar-condicionado, deixando a ventilação e o resfriamento mais fraco. De acordo com a dirigibilidade e a temperatura ambiente, o modo ECO pode ajudar o motorista a obter uma redução no consumo de combustível entre 8% e 20%. Fica bastante visível a perda de performance do carro. Mas é aqui que o motorista obtém os melhores resultados de consumo.

O Modo PWR (Power) faz o inverso do modo ECO. Ele modifica a resposta da aceleração do veículo. Nesse modo, o Prius entrega uma resposta máxima de aceleração até 25% superior, quando comparado com o modo Normal. Ele é ideal na realização de ultrapassagens e retomadas de velocidade. Ou ainda, para quem gosta de um carro mais ágil. É evidente que nesse modo, a economia de combustível deixa de ser a prioridade. Mas nesse modo, o Prius se comporta de maneira equivalente à um sedan, com motor 2,0 litros.

Por fim, existe o Modo EV (Electric Vehicle). Ele é selecionado ao se pressionar o botão EV no painel, e somente com o veículo completamente parado. Nessa situação, o Prius entra em modo 100% elétrico. Mas isso depende da carga bateria principal, e só pode ser utilizado numa condução de baixa velocidade. Caso o motorista acelere fortemente, ou ultrapasse os 40 km/h, o veículo volta ao modo Normal automaticamente. Esse modo, na prática, serve para duas situações. Chegar em casa tarde da noite sem fazer barulho, ou sair bem cedo, também no completo silencio.

Desempenho

Como já foi explicado, o Prius tem dois motores. O motor à combustão de 1,8 litro gera uma potência máxima de 99 cv. Já o motor elétrico tem potência de 82 cv. A integração de ambos no sistema produz uma potência combinada máxima de 134 cv. As potências não se somam de forma matemática, devido a forma como o sistema funciona. O sistema de propulsão híbrida dá ao veículo números interessantes de desempenho. Com a bateria principal plenamente carregada, o modelo consegue acelerar de 0 a 100 km em pouco mais de 10 segundos. E sua velocidade final é de 180 km/h, limitada eletronicamente.

Mas o número da aceleração depende diretamente do estado da carga da bateria. Por exemplo, se o motorista estiver subindo uma serra, com o carro carregado e com o “pé embaixo”, a bateria vai descarregar a um ponto quase crítico. E quando isso acontece, o sistema elétrico para de auxiliar na tração. Nesse ponto, o motor a combustão fica responsável pela tração do carro e recarga da bateria. E nessa situação, a performance do Prius fica visivelmente degradada, até o sistema conseguir carregar a bateria novamente.

Para que tudo volte ao normal, é preciso que o motorista conduza o carro suavemente por uns 10 minutos. Isso fará com que o sistema consiga carregar a bateria e a performance máxima seja reestabelecida.

Como é o consumo

O consumo do Prius pode variar bastante, de acordo com a condução. Em nossos testes, a melhor média obtida, em condução suave foi de 23 km/l, na estrada e em modo ECO. Agora, bem diferente de outros, onde o consumo aumenta consideravelmente na cidade, o Prius surpreende bastante. Mesmo no transito pesado, o consumo fica entre 18 a 20 km/l. Mas se o transito estiver realmente intenso, com paradas longas e pouquíssimo movimento, ainda será possível fazer cerca de 13 km/l. Esses números são sempre obtidos em modo ECO.

Isso acontece pois, em trânsito pesado, o sistema elétrico atua muito mais, evitando o uso do combustível líquido. Somente quando a bateria é drenada completamente pelos acessórios (ar-condicionado funcionando) ou no deslocamento do carro, é que o motor a combustão se liga, para carregar a bateria e auxiliar no movimento do carro.

Já na estrada, onde a velocidade média gira em torno de 100 km/h, o motor a combustão está sempre ligado (mesmo que apoiado pelo elétrico), consumindo combustível. Assim, a situação ideal onde ocorre o menor consumo, é quando o carro está em circuito urbano, em velocidades de até 60 km/h, com poucos momentos para e anda. Nessa situação existem relatos de até 25 km/l.

Mas se o motorista gosta de usar o modo POWER, e gosta de um carro mais ágil, o Pruis também consegue surpreender. Mesmo andando como um carro 2,0 litros, dificilmente a média cai abaixo dos 12 km/l. Médias entre 13 e 15 km/l, são possíveis. 

Considerando que o Prius é um carro que pesa 1.415 kg (em ordem de marcha), e tem um tanque com capacidade para até 45 litros, a autonomia do carro é fantástica, se consideramos um consumo médio geral de 17 km/l.

Outros equipamentos

Além da tecnologia de ponta para a propulsão, o Prius traz ainda outros equipamentos úteis. Entre eles está o o assistente de partida em aclive. Somente disponível quando o carro está numa rampa, o sistema mantém o freio acionado por até três segundos, antes de fazer a liberação das rodas. E o motorista decide quando quer usar o dispositivo. Para isso, basta pisar com força, e até o fundo no pedal de freio, com o carro parado. A luz do programa de estabilidade eletrônico pisca no painel. Pisando suavemente, o sistema não é ativado.

O Prius ainda inclui chave presencial que permite abrir a porta e dar a partida sem a necessidade de inserção da chave; duplo porta-luvas, e console central “flutuante” com porta-objetos na parte inferior. No restante, o Prius se comporta como um sedan médio, atendendo as necessidades do cotidiano.

A versatilidade do Prius vem se mostrando na prática, em cidades como São Paulo e Sorocaba. Em ambos os casos, a Toyota em parceria com empresas que possuem frotas de taxis, estão há mais de 1 ano testando o Prius no dia a dia dessas cidades. E nesse período todo, nenhum problema grave de operação foi registrado com qualquer um dos Prius.

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